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Wednesday, April 23, 2014

Rir da desgraça alheia?mmmm...se calhar não.


Vieram dizer-me, muito divertidos, que uma criatura cá das minhas antipatias (e com boas, ou péssimas, razões...) feia de caricatura, daquela fealdade que é irremediável por ser acompanhada de olhos de tubarão sem expressão nenhuma, de uma maldade e de uma grandessíssima falta de noção que advêm claramente de parafusos totalmente soltos... se pôs numas figuras de morrer a rir.

É que pobre coitada julga-se bonita, apesar de se parecer com uma gárgula do Corcunda de Notre Dame, o que gera não poucos constrangimentos quando se lembra de legendar certos retratos, em que parece que se pôs feia de propósito, como "linda!". Como ninguém a elogia ela trata do assunto, pois então.


Presunção e agua benta...


É curioso, e já o tenho dito por aqui, que muito raramente alguém bate de frente comigo (apesar da minha maneira algo mordaz de opinar sobre as coisas, respeito toda a gente e sou dada à paz...) mas das vezes que isso aconteceu, foi sempre por pessoas feiinhas de meter dó, estilo carantonha do Entrudo. Vá-se lá saber porquê! A minha teoria é que as pessoas normais andam muito ocupadas lá na sua vida, e as pessoas bonitas (ou porque são mesmo bonitas, ou porque são bonitas por dentro e isso fá-las bonitas por fora) andam entretidas a ser amadas e felizes, ou a embelezar-se, que isso de manter o que Deus dá exige algum trabalho, e não têm tempo para aborrecer ninguém.


 Enfim, contaram-me isso julgando dar-me uma alegriazinha perversa, já que gosto bastante de rir e não perco a oportunidade de brincar com as almas sem sentido do ridículo. Lá dizia o poeta, a única vantagem do mau gosto é o prazer de troçarmos dele!


 Pois bem, olhem que não quis saber, nem ver, nem dar tempo ao assunto. "Concentrem-se nas coisas belas!" - respondi-lhes. É que são tantas, e já se perdeu tanto tempo com coisas desagradáveis.

 Há seres demasiado tristes para que uma pessoa se vingue ou gaste tempo a fazer pouco, por mais que tenha bons motivos...ser-se tão desgraçado já é castigo que chegue.

  Não é bom demorar-se mais do que o estritamente necessário a pensar naquilo que incomoda. Desvie-se antes a mente para algo de maravilhoso, que obrigue inevitavelmente a sorrir, como na Música no Coração:



I simply remember my favourite things and then I don't feel so bad!

Viaje-se interiormente, a todo o custo, para um lugar feliz, nem que seja pensando numa coisa superficial ou insignificante. Sei lá, sapatos e roupas de griffe; o gato lá de casa, tão fofinho; os olhos meigos, a cara linda e aquele sorriso da pessoa amada; um momento alegre da última festa; certa cena da infância que nos faz sempre rir...


 É que a fealdade pega-se, mas as coisas boas atraem mais coisas boas...eu cá acredito nisso.



1 comment:

Sandy said...

...ser-se tão desgraçado já é castigo que chegue. Mas, convenhamos, lá no fundo, até gostamos de nos rirmos daquelas pessoinhas com quem temos aquela "antipatia" ;)

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