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Friday, April 18, 2014

Vivemos tempos complicados, vivemos.


Basta ouvir o telejornal. 

- É mais um "capitão de navio" a ser dos primeiros a abandonar o barco. Parece que o conceito de Honra se afundou com o Titanic para não mais ser visto...e não é só no mar, infelizmente.

- Há pouco, numa reportagem muito engraçada sobre a moda antes e depois do 25/4 (que me lembrou que tenho de visitar um cabeleireiro vintage para fazer um penteado à Rita Hayworth ou Veronica Lake mais dia, menos dia...) uma modista das antigas falava nos vestidos para pré-mamãs naquela época. "Antes fazíamos pregas para disfarçar a barriga; agora querem que se note" disse a senhora.  Não serão todas as futuras mães, felizmente, mas vêem-se figuras de embaraçar a pobre alma que ainda não nasceu...
Eu cá acredito que o estado de graça é lindo, sim senhora, mas não é para exibir despudoradamente, sem mais aquelas...a modéstia e graciosidade cabem em todo o lado. Modernices, enfim.

- Parece que, de acordo com um ranking americano...pior do que ser jornalista, só ser lenhador. E para mim, que been there, done that, isso não é novidade nenhuma. É uma questão de gosto e quem corre por gosto não cansa - o desgaste físico e a falta de horários não são a minha chávena de chá - mas independentemente de tudo isso, as recompensas não pagam os riscos, as canseiras e os fretes intermináveis que um pobre repórter sofre. Trabalho muito mal amado, muito mal pago, pouco criativo, com guerrinhas de egos e atropelos à ética como não encontrei em mais lado nenhum, para não falar nos jornalistas que desonram a camisola...
Felizmente a Comunicação é uma área abrangente e tenho mais onde "mostrar o meu talento", porque se dependesse da Informação para viver, ia ser terrivelmente infeliz. Mas é vergonhoso o que alguns "colegas" passam, principalmente nas redacções deste nosso precário País...

- Ontem, a propósito deste filme, contaram-me uma coscuvilhice de bradar aos céus: que uma dupla musical portuguesa do mais doméstico e campesino (ou suburbano, se preferirem) que pode haver, assim a tender para o pimbazinho, vulgo camisinha-por-fora-e-cristas-no-cabelo, a cantar em festas da aldeia e associações recreativas de Carrapetas de Baixo e de Cima, era useira e vezeira em usar os serviços de...groupies. Como se ser groupie não fosse das coisas mais degradantes à face da terra, ainda se vai ser groupie da coisa menos sex, drugs &rock& roll que já se inventou? É que não bate nada com nada, não tem jeito nenhum. Se uma alma vai rebaixar-se a esse papelão, ao menos que fique com umas memórias do Jim Morrisson, do Axl Rose, do Peter Gabriel,  de alguém vagamente rebelde e selvagem para partilhar com a humanidade. Isto está tão bonito, mas tão bonito, que já há groupies tupperware. 

Mundo muito mal feito e em que já nada me espanta, é o que vos digo.


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