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Friday, May 16, 2014

Ainda as campanhas "ame o seu corpo tal como ele é" X a verdadeira elegância.



Beleza "real". "Body Shaming", fat shaming, skinny shaming, slut shaming. Actrizes que fingem que se estão marimbando para o peso só para obter a simpatia da ala feminina. Videozinhos dramáticos a mostrar que o photoshop, a Barbie, a "Beleza Irreal" , a maquilhagem e as modelos são coisas muito más, que dão expectativas impossíveis às mulheres. A mania generalizada de que mulher alguma deve ter vergonha do seu corpo por isso pode usar as tendências mais extravagantes, mesmo as que não favorecem ninguém. Artigos a pregar o que é que a gravidez faz à silhueta  (excelente desculpa para tirar a roupa e pescar elogios). E coisinhas lamechas a dizer "se eu não amar o meu corpo como ele é, como é que a minha filha o vai fazer?".

 Tudo isto louvado como actos de "mulheres corajosas".

 Poupem-me. Não confundam "mulher corajosa" com "mulher atrevida, exibicionista e queixinhas".

Mulheres corajosas são as que fazem a diferença no mundo contra todas as probabilidades, as que sobrevivem a situações de risco e reconstroem a sua vida, ou que se fartam de trabalhar para chegar a algum lado com famílias às costas, logo não lhes sobra tempo para filosofar disparates, muito menos em público - e muitas ainda conseguem ter bom aspecto fazendo isto tudo. 

Não falo de um aspecto "perfeito" ou de um corpo "perfeito" - porque isso não é importante, não existe, é relativo. Mas a mulher de hoje esqueceu a sua obrigação sagrada de ser uma SENHORA em todas as circunstâncias, e que parte dessa obrigação consiste em manter a ELEGÂNCIA, haja o que houver. 

Elegância na figura (tirando partido da sua silhueta e do tipo que a natureza lhe deu) elegância no pudor, na serenidade e nas atitudes (se ainda não se voltou à forma habitual, vista-se fato de banho por uns tempos até poder voltar a usar bikini, qual é o problema?) elegância na discrição - estamos no século XXI, sabemos perfeitamente o que a gravidez e outras alterações fazem ao corpo, qual é a necessidade de expor mazelas? 

 Ninguém dirá que uma mulher é feia só porque a sua forma se alterou temporariamente, desde que continue a cuidar-se como é sua obrigação.

Mas parece que todas querem ser elogiadas pela beleza exterior, mesmo que não se esforcem nem um bocadinho. É certo que há quem seja naturalmente bela e elegante, outras precisam de mais trabalho, mas nada é grátis nesta vida.

Ora, das duas uma: ou se está disposta a fazer o esforço para cuidar da silhueta (dieta, exercício) e a ter o equilíbrio necessário para não ficar paranóica com isso, ou se aceita alegremente como é, veste de acordo e pára de se queixar, de desculpar o desleixo, a preguiça ou o mais-que-fazer, que é um direito seu,  com "movimentos feministas e afins". 

 As mulheres ou andam muito desocupadas, ou doidas, ou não têm mãe, pai ou maridos que lhes coloquem juízo, ou o feminismo é de tal ordem que tanto faz o que se diga ou faça, ou está tudo a ficar tão egocêntrico, tão fútil, tão egoísta que não tem mais nada em que pensar, ou se instalou uma cultura do "eu posso" e do "eu tenho direito a tudo", da facilidade, da relaxaria,  que eu não entendo. 

 Entre a futilidade das que se enchem de plásticas para ficar "perfeitas" e a futilidade das que exigem elogios à força, venha o diabo e escolha.

 Como não quero soar machista e não sei fazer crochet logo seria hipócrita da minha parte mandar as outras tricotar, digo a estas senhoras que vão ver se a cara metade já lavou a louça toda, ou fazer jardinagem, ou à Missa ou ajudar os sem abrigo, que é sempre uma maneira boa de se livrarem das guloseimas e tentações que estão a mais lá em casa. 







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