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Friday, May 23, 2014

Semanas depois continuo a não perceber isso da Conchita, ou Conchito.


O que não deixa de ser curioso, porque antes da Eurovisão eu andava a brincar que era uma pena não ter Conceição no nome como as minhas avós e bisavós, porque assim podiam tratar-me por Conchita. Sissi Conchita não sei se combinaria a não ser que eu pretendesse uma carreira na comédia mas pronto, ainda bem que assim não foi porque agora havia de ouvir das boas.

 Esquecendo este aparte, só agora - para comentar com algum conhecimento de causa - ouvi a tal Conchita, ou Conchito. 

Não andei a investigar a orientação sexual da pessoa, se gosta de se vestir com roupa de senhora por carolice ou se pretende fazer isso a tempo inteiro. Não interessa. Também não vem ao caso se a canção seria a melhor do Festival (já lá ouvi pior, já lá ouvi melhor - ou com mais piada) como esta, esta ou esta, porque apesar de todo o freakshow ainda vão aparecendo coisas engraçadas que eu só venho a conhecer mais tarde via Youtube.

 Aqui só me importam dois pontos: primeiro, se um artista entende que se há-de vestir de senhora não é preciso virem com o discurso politicamente correcto dos direitos que concernem à vida amorosa ou à identidade sexual de cada um - há lugares e ocasiões mais adequados para debater isso e um homem com barba a usar vestido é só isso, um homem com barba, bem apessoado e razoavelmente maquilhado por sinal, que está a fazer o seu espectáculo. Trazerem para cá bandeiras, panfletos e coisas sérias a propósito disso (quando até há uma data de anos foi mesmo um transsexual a ganhar a Eurovisão) é no mínimo uma tolice.

 Segundo, onde é que está a novidade? Tim Curry já o tinha feito, brilhantemente aliás, nos anos 70. 



Não tinha barba, certo, mas cantava aos quatro ventos que era um travesti fofinho da Transilvânia Transsexual, o que é um bocadito mais in your face. O Conchito ainda tem de comer muito sal para ser revolucionário (a), eu acho. Mas cada um sabe de si...

3 comments:

Urso Misha said...

muito perto do meu pensamento também, homem, que se diz sentir mulher mas tem barba, veste-se de mulher mas continua a ser um homem.
freakshow, é a palavra que me ocorre também
o politicamente correto tem os seus limites.

Olinda Melo said...

Também acho que um artista pode apresentar-se num palco da maneira que bem lhe apetecer, sem termos que procurar explicações ou motivos especiais para isso.

Perco-me neste salão a ler os seus textos. Crónicas que me fazem ver o quotidiano, e não só, com outros olhos.

:)

Bj

Olinda

Imperatriz Sissi said...

@Ursinho, não percebo tanto sururu. Muito barulho por nada.
@Olinda, sempre tão querida. Muito obrigada, também visito o seu excelente blog sempre que tenho oportunidade. beijinho.

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