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Thursday, May 22, 2014

Um viva para os desastres a Matemática.


O jovem João tem negativa a Matemática...e sagrou-se campeão do mundo em cálculo mental. Isto faz-me pensar na diferença que um professor interessado pode ter na vida de um aluno. 

 Eu gostava de Física e de Química mas odiava matemática, pelo simples facto de não conseguir fazer contas e equações apresentando os cálculos. Os resultados cá apareciam na minha cabeça mas os professores não senhor, que eu tinha de mostrar como tinha chegado ao resultado, coisa que eu não conseguia explicar por mais voltas que desse. Baralhava-me completamente, tinha ataques de pânico nos testes (que deixem-se de demagogias, era o que contava e mais nada) e zumba, lá ficava uma nota feia na caderneta... até que desisti de me maçar, quanto mais não fosse porque os meus pais não me queriam para caixeira, nem cientista nuclear ou coisa parecida.
 Uma vez que as minhas propostas de fazer trabalho extra não surtiram efeito (o que me fez descrer para todo o sempre da treta da avaliação contínua) recusei-me, por pura carolice, a participar em qualquer aula de Matemática até ao secundário, onde não desgostava de Métodos Quantitativos. 

Cheguei a fazer uma aposta com os meus colegas em como conseguia ter zero a matemática - perdida por cem, perdida por mil - sem perturbar uma aula que fosse, mas sem fazer rigorosamente nenhum. Deu-me uma acerta alegria perversa, porque nunca fui fã de fingimentos... e lá me consolei pensando que o Einstein se tinha saído bastante bem na vida com negativas a álgebra.

 Agora vai-se a ver e eu tinha razão: há quem não precise de apresentar cálculos. Take that, professores jarretas.




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