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Saturday, May 31, 2014

Ver "Mentes Criminosas" evita muitos sarilhos. Fica a recomendação.


Há três razões para eu, que sou esquisitinha quando se trata de televisão, gostar mesmo de ver Mentes Criminosas.

A primeira é porque, como já vos disse mais que uma vez, tenho muita pena de não me ter tornado profiler. Profiler profissional, quero eu dizer, pois assim como assim já passo a vida a fazer isso: a nunca me enganar com as primeiras impressões, a arrepender-me amargamente quando tento ser como toda a gente e achar que confiar no instinto é uma grande maluqueira e a tirar o retrato robot a quem se cruza comigo de forma imediata, por coisas aparentemente tão patetas como os traços do rosto, a roupa, o relógio, os sapatos ou o sotaque. Ao menos fazia disso ganha pão e podia justificar as minhas embirrações como vício profissional
 Tivesse eu nascido nos EUA e não aqui, e andava por aí de fatinho preto, num SUV preto, a pôr criminosos e tarados atrás das grades com base no meu alarme "não vou com a tua cara".


A segunda é o elenco/personagens. O Dr. Reid e o Aaron Hotchner são respectivamente dois exemplares do namorado e marido perfeitos - para mim, vá.  Cavalheiros muito inteligentes, educadinhos, ponderados, discretos, metidos consigo, algo betinhos que eu não acho graça a gente desarranjada,  bem apessoados e sofisticados q.b...mas valentes. Convém que um homem seja valente, íntegro e muito pouco dado a ser o centro das atenções. E que saiba impor respeito. É bom que este modelo de comportamento (e de visual) apareça nos média, com tanto desatino que por aí se vê.

 E por fim, gosto de ver a série porque aparecem às vezes umas explicações catitas para o comportamento de certas alminhas que tenho conhecido, para mal dos meus pecados. É que saio dali muito esclarecida: por exemplo, os esquizofrénicos não conseguem seguir argumentos lógicos e simples, mas  que apresentem uma contradição  ("se ages assim, não te faço assado...") e os sociopatas não precisam de ter qualquer ligação às coisas que ambicionam ou invejam para se apropriarem delas, do pé para a mão, de um momento para o outro, com um descaramento que deixa toda a gente abismada.

 Só tenho pena de não acompanhar a série a eito, tim tim por tim tim, e tomar notas. Os aborrecimentos que já me teria poupado!

1 comment:

Sandra Marques de Paiva said...

AMO esta série. Tenho pena do mesmo que tu, mas de qualquer modo não me importo de ver episódios repetidos.

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