Recomenda-se:

Netscope

Sunday, June 22, 2014

A mulher independente, a mulher trambolho e o desejado meio termo.



"When a woman acts as though she’s capable of everything, she gets stuck doing everything."


 Voltamos a Sherry Argov, porque esta frase dá que pensar...e aplica-se tanto às relações amorosas como a outros aspectos da vida.
 Por natureza, as mulheres têm a mania de achar que fazem tudo e podem tudo....e o feminismo veio reforçar esta ideia malvada escrita no código genético, porque aí convenceram-se de que o TUDO não significava ter opções mas ocupar-se de TUDO, chamar a si todas as tarefas e ter enfim, trabalhinhos dobrados. Digo ideia malvada porque ninguém consegue fazer tudo; é preciso saber delegar.

Se tivesse um euro por cada mãe toda moderna que vejo dizer aos filhos "deixem isso, que eu faço" , "vocês não sabem- mais vale eu tratar disso" estava milionária. O mesmo acontece nas empresas: ouve-se muito por aí que há organizações que preferem contratar mulheres (e juro que já vi isso em primeira mão) porque as coitadinhas têm um espírito de sacrifício desgraçado, sujeitam-se a tudo, acham sempre que uma carga a mais ou a menos não faz mal nenhum, mesmo que a produtividade seja afectada porque quem toca muitos pianos não faz música de jeito.

 E nas relações nem me vou alongar, porque já se escreveram aqui muitos posts sobre as mulheres que chamam a si o papel que compete aos homens, esforçando-se que nem uns galegos. Ou antes, fazem o papel masculino (tomam a iniciativa, fazem os convites, lêem manuais para arrasar na intimidade) e dali a nada caem nos clichés femininos que é um gosto ver: cozinham um jantar de quatro pratos no segundo encontro, fazem planos na sua cabecinha tonta sobre o nome que vão dar aos filhos do rapaz que mal conhecem e choram que nem umas Madalenas porque ele não deu mais sinal de vida. É o mal das modernices: tal como certos telefones de último grito que não se sabe se vão pegar ou não, toda a gente quer aderir (sem saber se lhe convém) mas ninguém sabe bem como funcionam.

 Ou seja, as mulheres -super- despachadas acham-se muito independentes, muito actuais, muito espertas, raparigas do milénio...e depois acabam exaustas, à espera de um herói estilo 50 Sombras de não sei quê que se encarregue de alguma coisa, para variar.

   Ora, acho que ninguém quer uma mulher trambolho; digo trambolho não no sentido de ser feia (há mulheres trambolho que são lindas) mas sim de ser dependente, interesseira, preguiçosa, infantil, egoísta; uma chata inútil  à espera de um pateta que a ature, a carregue e lhe dê boa vida.  
 Mas também não é preciso transformar-se numa mártir nem numa histérica a agitar panfletos (sou tão capaz, as mulheres governam o mundo, etc etc, etc) para provar que não se é nada disso.

Ser capaz de fazer tudo, bastar-se a si própria,  não quer dizer que se faça tudo, sempre, a toda a hora. 

  Não há mal nenhum em aceitar ajuda ou orientação de quem tem força, capacidade ou poder para a prestar; tão pouco em ser graciosa e admitir que não se sabe tudo ou não se pode tudo, que às vezes é bom contar com o apoio de outrem. Delicadeza não é fraqueza.

 Ou posto de outra maneira, há aquela frase batida: "uma mulher a sério é capaz de fazer tudo sozinha, mas um cavalheiro a sério não lho permite".




2 comments:

Sérgio S said...

Ó Sissi, tu leste as 50 sombras cinzentas?

Imperatriz Sissi said...

Deus me livre! Ainda folheei por carolice mas achei tão chato...

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...