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Thursday, June 12, 2014

Há uma coisa que eu não entendo nas mulheres.


Aqui esta pessoa que vos escreve é do mais feminino  que há em quase tudo. Se não fosse por meia dúzia de aspectos, podia dizer-vos sem problemas que sou um estereótipo em saltos altos. 

Porém,  sou ignorante de todo em relação a certas tonterias atribuídas ao meu próprio género.


Um hábito que me escapa é a mania feminina do fanico, da histeria, do chilique: uma coisa é  ser delicada, outra bem diferente é ser galinha choca- sendo que algumas das mulheres mais "modernaças", mais feministas, são as primeiras a ter faniquitos ora no sentido literal, ora esbracejando e reivindicando que nem varinas, o que é muito feio. A natureza já nos fez emocionais que chegue; se não houver temperança, racionalidade e serenidade, ninguém nos leva a sério.

Outro é o péssimo impulso competitivo das mulheres. Embirro seriamente com senhoras ou meninas que adoram competir umas com as outras. Não só isso é estúpido e as leva a fazer tristes figuras, como lhes tolda completamente o juízo. E é algo que acontece em vários campos.

 Uma loja pode não ter nada de jeito, mas se põe na montra grandes cartazes a dizer "SALDOS" é ver o mulherio a correr para lá, a fazer fila e a disputar, à pancada e arrepelando-se se for preciso, umas tretas que não lhes fazem falta nenhuma - só porque é suposto irem aos saldos e é suposto estar mais barato.

 Eu  sou a rapariga que espera pelos últimos dias - aquilo que valia mesmo a pena e não quero deixar escapar já comprei, o que é só pela pechincha não vale o meu cabelo nem a minha dignidade.

 Na carreira e no amor muitas agem exactamente da mesma maneira. O chefe pode estar a ser pouco razoável e se não houvesse outra mulher na sala certas profissionais mandavam-no passear; mas se houver outra colega, aceitam tudo só para mostrar "eu faço mais que ela" nem que não ganhem nada com isso.
 E são mulheres dessas que se rebaixam a competir por playboys das dúzias.




 Eu sempre desprezei homens que se armam em muito pretendidos- o que é muito disputado geralmente não vale nada, tal como a roupa em saldo...

 Mas conheço muitas que quanto pior um homem se porta, quanto mais a põe em competição contra rivais, mais as mulheres se assanham. Em vez de pensarem "este não vale a minha dignidade e não sabe o que quer" o raciocínio destas tontas é " também não hás-de ficar com ele, deixa estar, minha estúpida" - só pelo prazer da competição, de fazer ferro à concorrência. E o infeliz, que às vezes é lindo como o sol de noite e vale tanto como uma camisola de acrílico, a gozar o panorama, a sentir-se o máximo.

Se ele estivesse sozinho a um canto não o queriam, mas como há outra leoa por perto é o fim do mundo.

 Como eu prefiro uma certa exclusividade e selectividade e  não gosto de filas, de ajuntamentos nem de vulgaridades, não compreendo estas formas de se gastar o tempo. Cada uma é como cada qual, nada a fazer...

4 comments:

Sérgio S said...

Gerir equipas de gajas é muito complicado. Tem a tendência natural de passar os dias às facadas nas costas umas às outras. E depois são mazinhas umas com as outras mesmo que não tenham nada a ganhar com isso. Mas o caricato que já vivi foi ter duas femeas (gajas, vá), a trabalhar em salas separadas mas que passavam o dia todo à conversa uma com a outra. Mas como se estavam em salas separadas? Simples... A falar aos berros... O dia todo...

Inês Sousa said...

é tão verdade tudo isto, conheço espécimes para tudo quanto acabou de ser descrito e ainda algumas que juntam várias destas caracteristicas numa só. Do pior mesmo e infelizmente tenho de trabalhar com algumas histéricas e lambe-botas dos chefes que ainda por cima adoram ter um exército de mulherio cusca e maldizente atrás e que lhes faça as vontadinhas todas.

Sandra Marques de Paiva said...

Falta só a abordagem delas feita pela frente e a que fazem depois de virares as costas. De resto este texto está fabuloso e é REAL ;)

Maria Gabriela Dias said...

Sim, também falta essa parte... é que também faço parte das "outcast", precisamente porque não gosto de hipocrisias. Se gosto, digo, se não gosto, tenham paciência, fiquem de trombas, porque não estou para mentir.

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