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Saturday, June 21, 2014

Madre Teresa de Calcutá ensina: lidar com os invejosos, e outras más pessoas.


Há dias falou-se aqui sobre a inveja má e a inveja boa
  E nem de propósito, chegou-me aos olhos, sob a forma de uma daquelas citações que andam por aí a correr as redes sociais ( cuja maioria se ignora, por estar cheia de lamechices e lugares comuns) uma frase atribuída à Madre Teresa de Calcutá (que eu admiro não só pela sua grande caridade, mas por ser uma mulher a quem não faltava sentido prático e eloquência). 

"Se tiveres sucesso, ganharás falsos amigos e verdadeiros inimigos: tem êxito na mesma. Se fores honesto, vão tentar enganar-te: sê honesto na mesma. Se construíres, vão tentar destruir: constrói na mesma. Se fores feliz, vão invejar-te: sê feliz na mesma".

Eis uma grande máxima para a serenidade e para não se deixar intimidar pelas pressões do mundo. Vejo muita gente revoltada, às vezes com razão, a dizer coisas do género "quanto melhor és, mais maldades te fazem" mas a amargura, a desconfiança e a mania de se pensar "sou tão bonzinho, porque é que são maus para mim?" não resolvem coisa nenhuma. 

Só transformam pessoas bem intencionadas em Gollums da vida (sim, o "my precious" do Senhor dos Anéis): metidos na sua caverna, sem ver a luz, a achar-se bons demais para conviver com o resto da humanidade (é verdade que boa parte da humanidade não é grande coisa, mas somos obrigados a aturá-la) cheiinhos de medo, uns monstrinhos. Quem age assim dá uma bela vitória aos invejosos e desonestos. Deixa que a maldade alheia o transforme e lhe bloqueie o caminho. 

 É verdade que custa muito ser tomado por idiota quando se foi transparente...mas qualquer um pode ser enganado por alminhas sem princípios. O remédio é não lhes dar a oportunidade de fazer outra e de futuro, ser mais cauteloso; podemos ser sinceros e ser cuidadosos, o que é diferente de ser desconfiado. 

Também é verdade que ter êxito pode ser assustador. Por mais que seja preferível ser invejado a que tenham pena de nós, sentir na pele a inveja alheia é muito desagradável, para não falar nos golpes que se preparam contra quem está numa posição de destaque; há quem queira sempre o que é dos outros. Quase dá vontade de não brilhar, de ficar num cantinho, de não dar nas vistas para não ser alvo de ciúmes ou intrigas. De se esconder na caverna, na zona de conforto.
   Mas o pódio não é para os fracos; o sucesso é leve de ter e pesado de manter, exige manutenção, provas constantes, vigilância. Tem um preço elevado e parte desse preço consiste em lidar com gente mesquinha que, como é incapaz de chegar a algum lado, se dedica a copiar/apontar/escarnecer/ tentar estragar o que outrem faz bem.

     Ora, Madre Teresa - não se sabe se a frase é mesmo dela, mas reflecte a sua forma de pensar - ensina que não se pode ser tão sensível, tão frágil, tão cioso da sua bondade. Se pensarmos "fui bom uma vez e já me correu mal, ora acabou-se" então temos uma bondade bem fraca, que não resiste a contrariedade alguma. Se acharmos "sempre fui honesta e traíram-me; nunca mais sou honesta" então, a honestidade não era lá muito grande para começar.

 Isto não significa ser parvo, um pateta alegre que não se defende - a avó, que era uma senhora muito piedosa, toda a vida me disse que nem Deus Nosso Senhor gosta de gente palerma. Significa é que não nos vamos transformar em cobardes, desonestos, amargos, malandros ou fracassados só porque há pessoas  invejosas, interesseiras,desonestas e traiçoeiras que querem que isso aconteça.
 A honestidade, a bondade, a caridade, o sucesso e a alegria não podem ser transitórias nem depender do capricho alheio: ou vêm do interior de cada um, ou não existem realmente. 
 Só porque os outros tropeçam às escuras, não significa que andemos por aí de candeias apagadas: é preciso ser superior a essas coisas.

 É aí que está a verdadeira "superioridade": em manter-se bom, sincero, bem sucedido e contente da vida por muito que os outros não gostem disso. Dar-lhes um grande "temos pena" ou um belo "vou rezar por ti", para quem é religioso, e seguir adiante, em modo "a caravana passa".













1 comment:

teardrop said...

Inspirador... sem dúvida!

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