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Netscope

Wednesday, June 4, 2014

Não vim equipada com este sofware.


Um dos lemas lá de casa é "eu só gosto de falar uma vez". Certo, sei que pode ser necessário repetir, explicar de novo ou mesmo rever a estratégia... mas se puder evitar isso, mais feliz fico.

Uma vez decidido o que vai ser feito, como e quando, da forma que compete a gente organizada e que sabe seguir um plano de acção, há que investir esforços e energia naquilo que tem de ser executado; não me aborreçam com volta-atrás, nem venham discutir o mesmo como se nada tivesse sido combinado. 
Se está assente, assente está, siga, evolua-se a partir daquilo que se decidiu e deixemo-nos de conjecturar com o que não está em cima da mesa e não é relevante para o caso.

 Tempo é dinheiro, e poucas coisas me maçam tanto como deitar fora minutos da minha vidinha que ninguém me devolve, ou gastar mais latim com o que já foi discutido ad nauseam.

 Quando as pessoas fazem de conta que não se fechou combinação nenhuma, fico a pensar se estarei a lidar com gente cheché, palavra de honra. E começo eu própria a perder o foco, a dispersar-me e a desperdiçar paciência e neurónios com inutilidades.

 Imaginemos um exemplo simples: decidiu-se que um quarto vai ser pintado de amarelo. (Se é razoável ou não pintar uma divisão dessa cor, é irrelevante agora). Ainda não está escolhido o tom exacto de amarelo, se é casca de ovo, gema de ovo, ouro velho ou coisa que o valha, mas após muitas horas de deliberação ficou combinadíssimo e foi aceite por todos que será AMARELO - não azul, nem verde, nem roxo às pintinhas.

 Resta depois disso escolher qual será o amarelo certo, o que já representa canseira que chegue, e a marca da tinta, e quando, a que horas e por quem vai ser pintado o quarto.

 Pois bem, as pessoas chechés que também concordaram com o amarelo vêm invariavelmente no dia seguinte, como se nada tivesse sido dito, repetir que verde era bom. Ou roxo era bom. Não se trata de mudarem de ideias, estilo pensei melhor e acho que amarelo não serve. Ná, isso não era doido que chegasse. A sua teoria é " vamos pintar o quarto de verde com pintinhas encarnadas".

 Não há manual de gestão, não há Sun Tsu nem pensamento lógico que ensine uma mulher ajuizada a lidar com abordagens destas. Ou se há, eu não vim programada com tal software, e aí o erro de fabrico é meu. O meu sistema não sabe correr este equipamento, não suporta esta maneira de pensar, e dá um erro num ecrã a fazer pisca-pisca, estilo vírus, que só diz em letras gordas: DESAMPARE-ME A LOJA.

*Modo do dia: I´m going slightly mad. Ai estou, estou.*












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