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Sunday, July 20, 2014

Dúvida existencial do dia: como seria em Versailles?


Nas últimas semanas, andei a dar conta das idas e vindas *finais, espera-se* dos meus armários. 
  Como tenho vindo a partilhar convosco, há cerca de dois anos atrás foi decidido que ia ficar com a noção perfeita de todas as minhas peças e acessórios. 

Afinal, só há duas maneiras de tirar o máximo partido de um guarda roupa: sendo do mais espartano que há, ou tendo muitas coisas bonitas e boas, mas... à vista e em uso. Nestas coisas não se pode servir a Deus e a Mammon; é fácil, se não formos criteriosos, cair na confusão e no desperdício (que numa época de crise mais do que mau gosto, chega a ser pecado).

Como tinha mudado de casa recentemente, havia muitas coisas encaixotadas e - por artes que só os apreciadores de modas & elegâncias compreendem -  a colecção foi sempre crescendo, foi precisa alguma força de vontade, muito método, um certo desprendimento (houve imensas peças a ser oferecidas a amigas, passadas adiante ou doadas, porque convém que os objectos circulem) umas quantas trocas de móveis, mas...acho que está mesmo quase.  

Claro que, como qualquer tarefa doméstica (e esta é um pouco mais glamourosa mas não deixa de ser um trabalho de dona de casa como qualquer outro) é um esforço permanente, mas estando criadas as condições certas (gavetas, estantes, varões e um lugar destinado para cada categoria) torna-se muito mais fácil.

 Com um bocadinho de sorte, vai estar tudo criteriosamente catalogado como eu gosto: carteiras e sapatos de festa num armário, vestidos de dia e de noite noutros, e assim por diante. 

O objectivo, que recomendo a quem anda a organizar o seu roupeiro, é "conseguir escolher uma toilette para o quotidiano em cinco minutos e uma formal em menos de dez".
  E embora dê a trabalheira por bem empregada, neste momento o meu quarto (e aposento-adjacente-que-não-serve-senão-para-guardar-casacos, carteiras e calçado) vai a caminho de parecer um camarim, ou o closet de uma revista muito ocupada. 

 No meio disto tudo dei por mim a pensar que a Rainha Marie Antoinette tinha três quartos para guardar o seu magnífico enxoval. Três? Considerando que a rígida etiqueta da corte a obrigava a comprar 36 vestidos por estação - fora casacos, capas e o resto, suponho - mas que ela adquiria muitos mais (nada de estranho, pois era suposto mudar-se três vezes por dia e não repetir nenhum visual....) e que o volume das fatiotas do tempo, com todas aquelas anquinhas, era considerável... ou algo me escapa, ou preciso da receita de tão perfeita arrumação ou... Versailles é para meninos .

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