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Saturday, July 5, 2014

Escroque todos os dias, irra.


Que vida a minha, que vida  a minha, que vida a minha. Tanto gosto de ver Downton Abbey (não sigo em pormenor, ando a ver se tenho tempo) e não consigo olhar para a série sossegada porque o criado malcriado, o Thomas, me lembra um patifório ainda mais sacana do que ele.

 Figas, t´arrenego, espiga rodrigo, que é igualzinho: os tiques pé de salsa, os esquemas, o ar todo pimpão de quem quer ser muito importante e subir na vida pela escada de serviço,  dia e noite a tramar,  a inventar, a cozinhar alguma, ambicioso e relezinho que não há memória, vira casacas, fura bolos, fura vidas, sem dignidadezinha nenhuma, honra não sabe o que é, cobardezito, intriguista que se farta, carreirista, alpinista do piorio, capaz de tudo tudo tudo, de vender a própria mãe ou de dar um tiro na própria mão,  lambe botas para não dizer coisas que uma senhora não diz, não cabe com nada, só está bem a aproveitar-se, a fazer das suas, a atormentar quem está tranquilamente na sua vida.

 E no meio de tudo o Thomas até tem um lado um bocadinho mais soft, mais caladinho, mais educado - mal ou bem é capaz de conhecer melhor o seu lugar, quanto mais não seja porque lho lembram constantemente e não tem outro remédio.
 Ainda escrevo aos argumentistas da série a dar umas ideias, juro. A realidade ultrapassa a ficção: andaram lá perto, mas o Thomas é um menino ao pé do produto original. 
 Sabem o que era giro dizer, sabem? Era isto, sem tirar nem pôr:





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