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Friday, July 25, 2014

Eu arrelio, tu arrelias, ele arrelia...


Há pessoas que fazem questão de arreliar, provocar, inquietar e pregar partidas à cara metade, projecto da dita, amigos ou pessoas de família só porque sim. Ver a irritação dos outros fá-las sentir amadas.

 Isto dá-se amiúde no início de um relacionamento, em modo "deixa cá ver se tu te importas mesmo comigo", numa má fase do dito cujo (como forma de exteriorizar) ou em situações de pós crise (no melhor estado de espírito "até me sentir melhor, não esperes um mar de rosas. Hás-de ver o que é bom para a tosse, que é para aprenderes a não repetir a gracinha").

 E também  pode acontecer porque, bem...existem seres adoráveis que têm um lado parvo, como toda a gente. São arreliadores por natureza, não é defeito é feitio, podia dar-lhes para pior, nem vale a pena tomar a peito, etc- o que não quer dizer que se tenha de lhes sofrer tudo. Há limites. À primeira passa, à segunda até a gente se ri, mas não convém que se torne um hábito porque então já é abuso. Às páginas tantas o arreliador toma-lhe o gosto, perde o respeito, colecciona maldades como se fosse um reflexo nervoso e em boa verdade, já nem sabe porque é que o faz: arrelia por arreliar, provoca porque sim e há uma crispação constante que é muito desagradável. 

Convém atalhar o mal quanto antes, até porque os arreliadores se esquecem de uma coisa:o alvo não é idiota. Se tiver dois dedos de testa, sabe retaliar. Pode parecer que não faz caso, que leva à paciência, que faz vista grossa; pode demorar um pouco a montar o número certo, ficar ali um bocadinho numa de "olha que eu estou-te a ver!" e quando menos se espera, devolver a gentileza com uma partida daquelas.

 E os arreliadores, volto a dizer, normalmente sabem disto: têm é má memória, excesso de confiança e não sabem o que é bom para eles. E depois, quando lhes pagam na mesma moeda, ficam todos tristes. Têm muito medo e pouca vergonha, tal como as crianças do antigamente que se esqueciam depressa de como se chamava a palmatória...





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