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Monday, July 28, 2014

Helen Keller dixit: impossible is nothing.


"É na desgraça que se conhecem os seres superiores. Nada é impossível na vida: a questão é possuir a mais simples mas férrea vontade!"

                                       in Modas e Bordados: Vida Feminina, 1956.


A célebre  jornalista, escritora e activista americana Helen Keller visitou o nosso país, de que muito gostava, nos anos 50, deixando a mensagem acima às leitoras nacionais. Para quem não se recorda, Helen Keller (sigam o link para várias imagens, vídeos e um filme sobre a sua infância) que recebeu as mais elevadas condecorações no seu país, ficou cega e surda antes dos dois anos, devido à escarlatina ou meningite. 
  A sua vida mudou graças a Anne Sullivan (preceptora que tinha crescido em lares para deficientes visuais e auditivos). O talento de Anne conseguiu que Helen, a quem a sua prisão interior tinha tornado uma criança rebelde que só fazia disparates, aprendesse a comunicar. Professora e aluna mantiveram-se próximas ao longo de 49 anos.


Helen (esq.) com Anne Sullivan
 Com a ajuda de Anne, Helen pôde dar asas à sua borbulhante inteligência: não só conseguia expressar-se sem dificuldades na sua língua como em alemão e francês. Tornou-se proficiente em braille; aos 20 anos escreveu a sua autobiografia e foi uma das primeiras invisuais a obter estudos superiores, em 1904. A sua história espantou o mundo e Helen contava com admiradores famosos, como Mark Twain.


Helen Keller (ao centro) rodeada pela sua secretária, a directora de "Modas e Bordados" e a intérprete,
Mme. Álvares Cabral
 Em Lisboa, a figura e gentileza de Ms. Keller encantaram as jornalistas*; na sua opinião as portuguesas eram "mulheres lindas". Ela conseguia "ver"o rosto das pessoas pelo tacto e apesar das suas limitações, apreciava tanto modas & elegâncias como qualquer outra senhora: segundo a revista, a primeira coisa que fez antes de receber a imprensa lusa foi arranjar as mãos e o cabelo num salão local.
 Não sei quanto a vós, mas pensar em mulheres como esta dá-me um grande alento quando a preguiça ou o desânimo ameaçam...

            
* O artigo citado e imagens reproduzidas são da autoria de Maria da Graça e Beatriz Ferreira. Nada mau, numa época de "opressão" para as mulheres, hein?

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