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Saturday, July 19, 2014

Isto do aperfeiçoamento é cá uma espiga...


Uma pessoa de bem e/ou uma pessoa com alguma vida interior (sendo que as duas coisas costumam andar juntas) procura sempre aperfeiçoar-se em vários sentidos - espiritual, cultural, físico, moral, na elegância, no saber estar, no comportamento para com os outros, nas competências profissionais, nos pensamentos e assim por diante. 

As motivações para isso podem ser sociais, religiosas ou estar relacionadas com simples sensatez. Em todo o caso, o aperfeiçoamento é  um esforço diário que comporta atenção e disciplina. Só assim se consegue algum tipo de domínio sobre si próprio (a) e logo, sobre os acontecimentos e o ambiente. Santa Catarina de Siena, grande filósofa, disse e bem "devemos suportar tudo, porque os sofrimentos são pequenos e as recompensas são sempre  grandes".

Quem aspira à perfeição ou antes, à melhor versão de si mesmo (a) - pois a perfeição é divina, inimiga do sucesso e deve ser usada como padrão, no sentido "apontar às estrelas para chegar ao tecto", não como desculpa para a frustração - se tiver bom senso, será antes de tudo  mais exigente consigo próprio (a) do que com os outros. 

Primeiro, porque é pondo em prática que se aprende; segundo, porque é mais eficaz dar o exemplo do que dar sermões.
Calma, que não defendo o fanatismo nem a crispação: pode ser-se criterioso e ainda assim, gentil. Roma e Pavia não se fizeram num dia; conseguem-se mais melhoramentos agindo suavemente e aos poucos do que procurando impor o impossível. Isto vale para a auto exigência e para a exigência com quem nos rodeia.

No entanto, nada disto cai muito bem aos olhos do mundo na era do hedonismo barato e das facilidades - cursos fáceis, fama fácil, religião fácil, milagres fáceis, amor fácil e por aí fora. 

 Haverá sempre aqueles, mesmo entre as pessoas respeitáveis e com obrigações perante a sociedade, que não ajudam nada, que tendo fraquezas olham de lado para quem procura dominar as suas ou que - pior ainda - dizem "faz como eu digo, não faças como eu faço".  

Assim, quem é exigente consigo e com os outros pode ser mal compreendido:

  O rigor pode facilmente passar por intransigência.

 A dignidade e a prudência podem ser confundidas com frieza.

A reserva, com antipatia.

O silêncio com calculismo.

A ausência de resposta, com medo.

Nada disto deve importar a quem sabe o que quer e para onde vai, o que obriga a consideráveis doses de paciência e de auto confiança... ou mesmo a esforços heróicos. Mas lá diz o velho estribilho: no pain, no gain.











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