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Wednesday, August 6, 2014

A carteira da nossa vida é como o amor da dita cuja: exaspera.


Lembram-se das 10 carteiras essenciais para qualquer mulher? Pois bem, se quiséssemos ser extra espartanas e reduzir a lista a duas e apenas duas (está- bem- abelha... mas façam lá o esforço de imaginar) eu recomendaria que se tivesse um bom saco a tiracolo (Lancel, de preferência!) e o item nº 6: a carteira média com corrente - uma Chanel 2.55 maiorzinha, ou um modelo similar de pele boa.
 É que a carteirinha presta-se a tudo: vai do dia à noite sem fazer má figura, permite encafifar lá dentro uma quantidade razoável de coisas imprescindíveis sem rebentar nem dar cabo dos ombros (graças ao seu desenho equilibrado) usa-se lindamente com jeans ou vestido de noite, é um ai Jesus.

 Encontrar o exemplar certo pode ser um desafio e por vezes compramos várias até chegar "à carteira". Aquela que não dispensamos e nunca desilude. Que dá óptimo ar instantaneamente mesmo à toilette mais simplória. Por causa disso, tenho umas quantas do género. 

Mas embora todas se pareçam e goste muito de cada uma delas, volto sempre à mesma. Olho para a estante das carteiras-médias-versáteis-com-correntinha mas se A CARTEIRA estiver à mão e a postos, é essa que vai.

E gostar tanto dela pode ser frustrante. Porque se se estraga irremediavelmente, a roubam ou a perdemos é um desgosto: mesmo que remotamente se encontre uma 100% igual, já não estará "amassada" e moldada à nossa maneira. Mas também porque irrita ter tantas opções, fazer voto de as usar mas fugir-nos sempre a mão para aquela. Pode não ser perfeita - há sempre qualquer coisita a precisar de arranjo ou manutenção -  mas se calhar não a trocaríamos nem por uma Chanel novinha em folha.
  
 A carteira da nossa vida é como o amor da dita cuja: é preciso enganar-se algumas vezes para lá chegar, e é uma fonte de alegrias...mas também de arrelias, porque gostar demasiado do que quer que seja é uma complicação. Há o constante receio da perda e embora nada nem ninguém seja insubstituível, sabe-se que não seria bem a mesma coisa. E pode não ser uma perfeição suprema, mas fugimos sempre para lá. 

 Seria um bocado tolo chamar ao mais que tudo "minha carteirinha 2.55" mas não deixa de ser verdade. Em todo o caso, antes isso do que "môr" ou coisa que o valha...






1 comment:

Sandra Marques de Paiva said...

Eu chamo "môr" e ele também me chama assim :)

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