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Saturday, August 30, 2014

Até tu, Max Azria? Que desgosto.



BCBG Max Azria é uma daquelas marcas que, não sendo  a minha primeira favorita, é de confiança e que associo a certa classe e bom gosto. 
 Recentemente usei um coordenado de vestido e casaquinho de seda do designer tunisino para um casamento, e as outras criações suas que tenho não desiludem.

 Pois bem, ontem ia toda contente a dar um giro pelas montras e ao ver isto em exposição, disse "que lindo fato de banho!" - porque me pareceu um maillot estilo anos 50.
 Aproximei-me para ver melhor, e só então percebi que era um...vestido. E palavra de honra, que ao vivo esta coisinha de poliéster parece muito mais curta e de "tecido de fato de banho" do que no site. Não sei se terão colocado a bainha fora do lugar de propósito para ficar mais minúsculo ainda ou quê, mas dava pela coxa do manequim - um disparate!

 Bom, eu compreendo que as griffes, por muito pouco que gostem disso e que devesse ser ao contrário, precisem de se adaptar ao público. É por isso que eu nunca daria uma boa dona de boutique; não tenho espírito de caixeira: quando chegassem lá jogadores da bola a perguntar por t-shirts com brilhinhos ou fatos de tecido irisado, ou dondocas emergentes a pedir "o mais caro que houvesse"  eu teria mais prazer do que pena em perder um cliente. 


 Não consigo evitar: para mim a moda, no segmento de luxo especialmente, prende-se com rigor, beleza, exclusividade; na minha imaginação devia ser como antigamente, quando os costureiros desenhavam para senhoras de sociedade, cabeças coroadas, para as grandes estrelas da época dourada do cinema, para as personalidades mais elegantes do planeta. E embora se entenda que isto é um negócio e que as Kim Kardashians ou Nicki Minajs da vida e as suas admiradoras - as Silvanas Sóraias que encontraram um atleta tatuado que as tire do salão das unhas para as revistas do social, as filhas do Senhor Alcino emigrante bem sucedido na la France, as meninas que foram à Casa dos Segredos e que agora é suposto comprarem roupa mais cara, e tudo o que gosta de vestir assim - são uma população a considerar, eu não sei se isso é boa ideia.

 Quanto mais não seja, era deixar esse público ser tratado por Casas como Versace ou Cavalli, que embora tenham as suas virtudes (é inegável que lá saber fazer roupa bem feita, eles sabem) sempre tiveram uma certa condescendência com a possidonice e com o excesso de sensualidade a roçar o vulgar.

 Mas isso sou eu que digo pois repito, faltam-me instintos instintos mercenários e gosto de saber com o que conto em tudo, até no posicionamento das marcas....

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