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Tuesday, August 26, 2014

VMAs: quando menos é...menos.

Não sei se Amber Rose engordou se foi cortesia do "não vestido" Laurel DeWitt, mas...é bom não tentar isto em casa (especialmente se foi mãe há pouco, como a modelo).

Os VMAs - como qualquer evento da MTV, de resto - são geralmente material para a sátira e não tanto para a inspiração. Embora pudessem ser o palco certo para os designers porem em prática as suas ideias mais arrojadas e menos convencionais sem perderem de vista aquilo que os devia caracterizar (a habilidade e engenho que distinguem uma peça de griffe de um trapinho barato) na maioria dos casos não é isso que sucede.

Ou por culpa deles, ou das extravagâncias dos artistas que enchem as passadeiras encarnadas, ou por corridas contra o tempo (diz que Nicki Minaj teve um problema qualquer com um fecho que tive medo de apurar) a maior parte da fatiotas, mais do que reduzidas, mais do que vulgares, parecem...mal acabadas.

 Ao dar uma olhadela às principais publicações de moda depois de cada entrega de prémios não consigo evitar, ano após ano, a impressão de estar a olhar para um desfile organizado por uma escolinha qualquer - uma escolinha com pais pouco conscientes e um orçamento da lojinha do chinês, bem entendido.

 Aqui não se trata só de modéstia (que é non grata em festas destas) ou de gosto, mas de algo mais tangível: por vezes, menos é menos. Menos tecido, menos tempo, menos por onde trabalhar, menos qualidade. 


Nem Donna Karan substitui a magia de um bom soutien,
para quem veste mais que 32 C.

Por muito boa figura que uma mulher possua, por muito tonificada que esteja... a não ser que tenha uma silhueta de Twiggy (e mesmo assim...) é muito difícil parecer bem com pano a menos, pelo simples facto de haver partes do corpo que precisam de suporte e partes do vestido que precisam de estar presas a outras, ou de reforço, para assentar onde devem. Há coisas que só se podem vestir numa sessão fotográfica; são impossíveis de suportar em movimento.


Este formato de vestido não se presta a todos os tipos de corpo, e este decote é o menos democrático - no tipo e tamanho de peito errado, é um desastre.


Os "adesivos de Hollywood" (leia-se, fita de perucas que se usa para manter certos decotes no lugar) não são mágicos. Não seguram o "insegurável", não aguentam uma noite inteira. Na maioria dos casos, os "não vestidos" só têm o efeito de fazer uma mulher parecer mais gorda, mais malfeita ou mais imperfeita do que é na realidade: basta desviarem-se uns centímetros para revelarem aquilo que deviam esconder ou destacarem o ângulo errado.

 Em eventos assim, a receita possível será ir pelo "arrojado mas seguro" - Nina Dobreve optou por um Zuhair Murad num estilo "vampiresco" que não cabe em mais lado nenhum e Lady Gaga parece ter dado pouco tempo a Prabal Gurung para lhe acabar o vestido,mas o formato é um clássico que não tem nada que saber, só o material é mais fora do vulgar - ou pela boa engenharia, como Jennifer Lopez. 


Quando na dúvida, um modelo clássico num tecido arrojado nunca desilude.

Aprove-se ou não o estilo, a verdade é que "bem destapar" é uma arte que nem todas dominam. E Jennifer Lopez sabe exactamente (ou contrata quem sabe, o que também é prova de sabedoria)  o que deve esconder e descobrir para favorecer a sua silhueta. Um vestido como este Charbel Zoe que usou (de malha metálica com aberturas, a lembrar uma corista de Las Vegas) não precisa só de um corpo no ponto para resultar: é necessário o tecido com a consistência certa e que o alfaiate saiba exactamente o que está a fazer. 

Mas na dúvida, mais às vezes é melhor...antes passar por circunspecta do que por tola, lá dizia Mme. de Maintenon. Mesmo na MTV, digo eu.





1 comment:

Paula said...

O vestido da Amber Rose é de susto!
Acho que não se viu ao espelho caso contrário não deixaria que ninguém a visse nessa figura.
Eu continuo a preferir vestidos que tapas, esculpem, em lady like!
Paula
vidademulheraos40.blogspot.com.

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