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Friday, September 19, 2014

Ai o que me foi lembrar (máxima da noite).

A propósito de nada, recordaram-me esta canção que a avó cantava quando nos apanhava a fazer alguma maroteira. Tinha-me era esquecido totalmente a última estrofe:
A mim não me enganas tu
A mim não me enganas tu
A mim não me enganas tu
A panela ao lume
O arroz está cru

Está cru deixá-lo cozer
Está cru deixá-lo cozer
Está cru deixá-lo cozer
Dizem mal de mim deixá-lo dizer.

Conhecem? Olhando bem, a cantiga não deixa de encerrar uma certa filosofia. Primeiro, há pessoas que já conhecemos tão bem, mas tão bem, que as suas malandrices se anunciam a quilómetros e já sabemos o próximo capítulo. Dizem que puseram o arroz ao lume, mas...nunca mais cozinham nada que se veja ou então queimam invariavelmente o arroz. Como cada um tem defeitos e é melhor o diabo que se conhece que o diabo que não se conhece, vai-se levando à paciência.
Depois, se o arroz não está pronto - seja qual for o arroz, por arroz entenda-se qualquer objectivo que não anda nem desanda - é deixá-lo cozer, que remédio, e quanto ao mal que digam...nenhuma pessoa de bem se deve apoquentar com isso. É deixá-lo dizer, porque certas pessoas, pobrezitas, não têm outro entretém...



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