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Wednesday, September 3, 2014

Bruce Lee dixit... fala para a mão.


Houve uma altura da minha vida em que tinha uma paixão enorme por artes marciais. Hoje continuo a achar que -  tal como o ballet, a estratégia e tudo o que implique disciplina física e mental - são uma grande escola para a vida.

 A guerra não se trava só no campo de batalha, acontece um bocadinho todos os dias por mais em paz que se esteja com o mundo. Há sempre uma escaramuça privada a acontecer e temos de saber escolher aquelas que valem o nosso envolvimento. Daí Sun Tzu ser considerado um livro de cabeceira por muitos homens de negócios: as relações sociais, amorosas, profissionais, todas implicam saber pensar, saber falar ou calar-se, 
como mover-se ou  estar quieto. O jogo de xadrez é permanente e só quem opta por
 retirar-se do convívio humano ou pela aurea mediocritas está livre disso. Arrisco mesmo dizer que se pode até experimentar a aura mediocritas, ficar quietinho, discreto e insignificante sem despertar a cobiça de ninguém,  mas se quem a tenta tiver algum brilho pessoal...nem assim será deixado em paz. 

O poder (ou o sucesso)  qualquer que ele seja, é a receita mais rápida para se andar sempre a olhar por cima do ombro, por isso não é para cobardes; mas por vezes, a própria paz, por mais humilde que seja, precisa de ser conservada à custa de fortalezas (bem guardadas por muita pólvora).

 Nesses inevitáveis confrontos, aplica-se a máxima de Bruce Lee, ou a velha ideia oriental: nenhum homem está derrotado até que se derrube a sua confiança. Por muito feias que as coisas pareçam, até ao lavar dos cestos ainda é vindima ou seja,  o resultado final pode mudar. Só quando se aceita a derrota - ou a possibilidade da derrota-ela se manifesta efectivamente. Está tudo na cabeça.

 Por isso, o melhor é fazer orelhas moucas a ameaças, bravatas, provocações. Quem o faz é mesmo por desespero, para causar instabilidade ao adversário- o truque mais óbvio e mais velho do mundo, precisamente para derrotar a confiança do outro.

Os obstáculos naturais e o bluff alheio não são coisa que deva meter medo a alguém ou que mereçam ganhar poder - afinal, lá porque alguém fala e debita uma data de disparates isso não o torna verdade, capice?

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