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Saturday, September 20, 2014

Há que couraçar - ou como diz a outra, Shake it off.



Esta semana fiquei muito espantada ao ver várias pessoas minhas amigas muito sentidas, à beira de um ataque de nervos, de se enfrascar em pirolitos ou coisa pior, por causa de coisas que lhes dizem, ou que dizem delas.

Claro que é mau tropeçar em gente intriguista e atrevida que tenta sabotar os outros por inveja - só quem é muito desgraçado nunca passou por isso e quanto mais sucesso tiver, mais espécimes desses encontrará pelo caminho. É como um jogo de vídeo: quanto mais se avança, piores vão ficando os monstros que fazem trinta por uma linha para fazer o Super Mario ou o Sonic gastar as vidas. Os monstrinhos só existem para causar GAME OVER na vida alheia, é a função deles.

  Para que isso não funcione, primeiro é preciso ganhar uma certa couraça, aprender a fazer muito ouvido mouco, muita vista grossa, praticar a arte marcial do entra-por-um-ouvido-e-sai-por-outro. Só nos deve preocupar o que as pessoas chegadas, ou as que admiramos, pensam de nós - e essas não costumam deixar-se afectar pelo diz-que-disse. Se deixarem, se calhar anda-se a conviver com a multidão errada e é melhor mudar de círculo, ou convocar uma reunião de emergência para pôr tudo nos eixos. Ter medo é que não.

 De resto, é irrelevante o que pessoas insignificantes rosnam ou espalham. 

Tomemos um exemplo histórico: os lacónicos tinham tanta confiança na sua capacidade bélica que nem se maçavam a murar nada. Esparta era tão superior que a cidade não tinha muralhas. Não havia o que temer. Preocupemo-nos pois somente e apenas com os ouvidos de quem nos pertence ou dos superiores perante quem temos de responder.

 Depois, é preciso ter um pouco de humildade também: não tomar cada desfeitazinha, cada olhar de soslaio ou cada má criação alheia como crime de lesa-majestade. Ter honra é essencial, quem não se sente não é filho de boa gente, mas ser melindroso e ressentido é muito feio. A atitude "fez-me isto, a mim?" não atrai nada de bom. Gente bem maior que nós sofreu injustiças piores - é preciso relativizar.

 Por fim, conheço muito quem não se atreva a confrontar quem o ofendeu, mas seja igualmente incapaz de perdoar. Pois, mas não se pode ter sol na eira e chuva no nabal: ou bem que se pede satisfações à pessoa e fica-se quite, tira-se o agravo do sistema e pronto; ou bem que não se faz nada e se dá o desconto ao pobre idiota, perdoa-se, esquece-se e passa-se adiante.

 Remoer cobardemente ou andar às alfinetadas fica pior ao ofendido do que ao menino que começou...

Há que fazer como diz a canção e sacudir essas emoções mesquinhas para longe. Se pararmos no caminho a analisar cada parvoíce, nunca chegaremos a parte nenhuma...


2 comments:

Sandra Marques de Paiva said...

Eu ainda ando a remoer numa coisa :\

S* said...

Como costumo dizer, "sorrir e acenar".

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