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Thursday, September 4, 2014

Mundo feiinho que o nosso é às vezes.



Em que as pessoas não se alegram com as coisas  bonitas e tentam estragá-las.

 O caso das actrizes a quem roubaram imagens privadas é apenas um exemplo. 

Está certo que cabe a quem é famoso resguardar-se, que não há necessidade de uma exposição dessas nem entre quatro paredes e que é uma estupidez porque hoje nada é seguro, mas o que faz impressão aqui é a constante necessidade de descobrir carecas, de revelar o lado mais frágil ou mais imperfeito de cada um.

 Ninguém se contenta em admirar uma actriz ou modelo no seu melhor, porque é linda e inspira a humanidade- importa fotografá-la sem maquilhagem, sem photoshop, despida,  com os copos como qualquer mortal ou no pior ângulo com o intuito de ridicularizar. Se não se consegue, rouba-se ou recorre-se a outro estratagema infame qualquer. 

Só assim estão tranquilos, só assim o ressabiamento acalma um bocadinho.

 Se alguém tem êxito, importa descobrir os podres, provar que o ídolo tem pés de barro. Se aparece um casal lindo e apaixonado, logo se levantam intriguistas ou aproveitadores para minar tudo. Que aconteceu ao ficar feliz pelo bem dos outros? À admiração que se devia sentir pela beleza, o talento, o amor ou o êxito? Há toda uma cultura do "eles também são como nós" do falhanço, do bota abaixo ou do "nivelar por baixo" - afinal, elevar-se dá muito trabalho, não é para todos. Rebaixar os outros ao mesmo nível é muito mais fácil.

 Feio, feio, feio. Horroroso.

2 comments:

Sandra Marques de Paiva said...

concordo, concordo e concordo. Houve um ressabiadinho que tento estragar o meu casamento, não o conseguiu, mas a verdade é que não me sai da cabeça as palavras horrorosas que me disse. E porque? E porque logo no dia do meu casamento? Até dá pena....

Imperatriz Sissi said...

Sandra, conheço o género! E no masculino consegue ser ainda mais repugnante. São incapazes de ser felizes ou de fazer alguém feliz, então aproveitam tudo para estragar a mais ínfima possibilidade de alegria aos outros...
Ainda bem que falhou - graças a Deus, como dizia a avó "o que tem de ser tem muita força".

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