Há dias avisava eu cuidado com os homens feministas, sem sonhar que o homem feminista mor, o na-cama-pela-paz John Lennon fazia mesmo justiça à frase.
Cruzei-me com a informação esta semana por acaso, tão pouco se fala nisso.
Já aqui disse que nunca embarquei na letra radical-fofinha da canção- porta-estandarte-da-paz-com-imagens-sinistras-pelo-meio, Imagine.
Tanta paz e amor era demasiada querideza para ser verdade. A ideia utópica e ultra socialista de ninguém possuir coisa nenhuma já era terrível, mas vinda de alguém que vivia em grande estilo em Nova Iorque nem sequer era honesta. O mesmo, exactamente, se pode dizer da sua postura feminista e subserviente a Yoko Ono. A abstenção radical soa sempre a mecanismo de defesa e compensação, no caso, sei muito bem que tenho tendência a zurzir mulheres, por isso vou tornar-me super passivo e arranjar uma generala que mande em mim.
Desculpo-lhe porque em contrapartida escreveu coisas geniais -entre elas Jealous Guy, uma das minhas canções preferidas (embora prefira a versão de Brian Ferry).
E é precisamente essa que dá uma pista para o passado de John Lennon. "I,´m sorry that I made you cry..." é capaz de ser mais literal do que parece: o próprio Lennon admitiu que quando era mais jovem, dava tareia em mulheres. O hippie, o pacifista, o feminista, cometia violência doméstica. Se não teve tempo de se redimir como deve ser (porque a morte se atravessou no caminho) teve tempo de reconhecer em entrevista que tinha sido muito mau rapaz.
Claro que com a morte veio a imortalidade e aí já não convinha a ninguém desfazer na imagem fofinha do músico. É do conhecimento público, mas um facto pouco falado.
Agora já percebi. Era naturalíssimo que tentasse super compensar com uma imagem de paz e amor exagerada. Nunca me cheirou bem. Se há coisa que detecto à distância é pantominice e aldrabice.
Isto não retira nada à boa intenção de não voltar a agredir quem é mais pequeno do que ele.
É pena que não tenha encontrado um meio termo, porque um homem não tem de se transformar num paspalho para fazer a sua obrigação de ser decente com as mulheres. Há umas coisinhas que se chamam auto domínio e cavalheirismo, que permitem que um homem se afirme e imponha respeito sem chegar a isso. Para espancar a cara metade é preciso ser um cobarde de primeira, e se calhar a primeira solução que ocorre a alguém assim é o outro extremo da cobardia: transformar-se em tapete. E daí, que uns safanões moderados à maluca da Yoko para ver se ela se acalmava...até eu lhos dava de boa vontade, mas tudo se quer com peso e medida.
Seja como for lá se entenderam e a Yoko Ono também deixou uma canção de que gosto bastante, Kiss me. Antes beijos que estaladas, vá.
Agora já percebi. Era naturalíssimo que tentasse super compensar com uma imagem de paz e amor exagerada. Nunca me cheirou bem. Se há coisa que detecto à distância é pantominice e aldrabice.
Isto não retira nada à boa intenção de não voltar a agredir quem é mais pequeno do que ele.
É pena que não tenha encontrado um meio termo, porque um homem não tem de se transformar num paspalho para fazer a sua obrigação de ser decente com as mulheres. Há umas coisinhas que se chamam auto domínio e cavalheirismo, que permitem que um homem se afirme e imponha respeito sem chegar a isso. Para espancar a cara metade é preciso ser um cobarde de primeira, e se calhar a primeira solução que ocorre a alguém assim é o outro extremo da cobardia: transformar-se em tapete. E daí, que uns safanões moderados à maluca da Yoko para ver se ela se acalmava...até eu lhos dava de boa vontade, mas tudo se quer com peso e medida.
Seja como for lá se entenderam e a Yoko Ono também deixou uma canção de que gosto bastante, Kiss me. Antes beijos que estaladas, vá.

