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Tuesday, September 2, 2014

Ovídio, S. Paulo, Camões e Catullus dixit: with or without you.



Sic ego nec sine te nec tecum vivere possum/Et videor voti nescius esse mei.
Perdoem o meu fraco latim (no liceu percebi que essa é uma língua a estudar por carolice, não por obrigação..) mas a tradução é alguma coisa do género, salvo melhor opinião "não consigo viver contigo nem sem ti, e parece que não entendo os meus próprios desejos". 

  Já aqui tinha referido, a propósito do mesmo autor, que o amor é uma coisa cheia de medos ansiosos. E que Ovídio também disse "o apaixonado acredita naquilo que mais teme". 

Ora, outro poeta romano, Catullus, descreve também o mesmo tormento: Odi et amo. quare id faciam, fortasse requiris? nescio, sed fieri sentio et excrucior. Odeio e amo: porquê, perguntarás? Não sei, mas acontece e estou em agonia.

  Paulo de Tarso, porém, afirma que o amor não é ciumento, tudo sofre, tudo crê, tudo suporta. Assim sendo, pode supor-se que os poetas romanos caracterizaram o amor (ou a paixão, que é o mais provável) como ele é, e o Apóstolo dos Gentios descreveu o que o amor deveria ser. Deu-nos uma versão idealizada ou antes, prescreveu o remédio contra as ruins paixões que estragam tudo. Afinal, na Catequese ensinam " contra a ira- paciência".

 Ou é isto ou nada faz sentido e quem tem razão é Camões quando diz que o amor é muito contrário a si mesmo; que nunca está saciado e que consiste na bela coisa de ter com quem nos mata, lealdade.


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