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Sunday, September 7, 2014

Tanta roupa feia numa festa só.



Entre as revistas -masculinas -com- mulheres-na-capa a GQ costuma ser a mais respeitável, a tender para a fotografia de moda e não tanto para o género "glamour model" na forma como apresenta as modelos e actrizes que ilustram as suas páginas.
  Nos eventos que promove, é hábito as convidadas escolherem toilettes interessantes para quem acompanha estas idas e vindas (bloggers e jornalistas, por exemplo!). Então, que se passou desta vez?


 Não sei se terem elegido Kim Kardashian como Mulher do Ano (com uma hipotética cena pouco abonatória pelo meio) teve alguma coisa a ver com o assunto, mas a verdade é que na festa não se viram praticamente visuais que jeito tivessem.

Se calhar prova-se aqui  que o perfil da rainha da festa dá o tom para o resto da assistência...e nem me vou pronunciar sobre uma escolha tão popularucha e tão óbvia quando entre empresárias, modelos, actrizes, socialites, cantoras, cientistas, atletas, designers, escritoras e beneméritas haveria decerto percursos mais relevantes e beldades mais dignas de atenção.

 Isto a julgar pelas imagens. Se calhar só captaram as piores (porque já se sabe que nisto de festas há sempre alguém que não acerta no dress code ou que simplesmente faz uma escolha errada) mas custa-me a crer que numa gala inteira não tivesse praticamente aparecido uma indumentária que se diga "Benza-te Deus":



 Do vestido  Ralph & Russo de Kim Kardashian - síndroma "estou complexada e a tentar emagrecer mas preciso de andar meio despida por aí senão morro"- feito à medida mas que seria se não fosse porque não faz nada por ela ao tecido Modas Gininha, roupa de cerimónia do vestido de Nicole Scherzinger, o cortejo não foi muito inspirador.

Ora vejamos - e aviso já que sobre os cavalheiros nem me adianto, deixo para quem percebe mais da especialidade do que eu porque se no dress code feminino anda tudo às avessas, na ala masculina é a rebaldaria completa...nem consigo perceber qual era o código estabelecido para a noite no meio de tanta trapalhada. 

Supostamente seria black tie, o que implicaria vestido comprido para as senhoras -  não demasiado solene tendo em conta que se trata de uma revista como a GQ. Algo do género Roberto Cavalli estaria bem, certo?

Adiante:

1- Vestido curto

Embora os tempos vão mudando, gala ainda pressupõe vestido comprido. Quanto mais não seja porque as ocasiões de usar um vestido magnífico são mais raras e é uma tolice optar por um modelo que se pode levar a outro sítio qualquer. Os vestidos de Jenna Coleman (de Saint Laurent) Lara Stone (Christopher Kane) e Natalie Dormer (Emilio Pucci) podiam ter sido guardados para outra ocasião. Nem sempre menos é mais. 

2- Modéstia/formalidade a mais...ou a menos

Nem oito, nem oitenta. Se temos uma gala à noite, oferecida por uma publicação pouco tradicional, essa é, ao contrário de outras, a oportunidade de vestir alguns corpetes, decotes, aberturas ou modelos mais justos, um bocadinho mais irreverentes. Bainhas tea lenght (como os BOSS brancos usados por Caroline Issa e Pippa Middleton) decotes totalmente fechados, cabelo apanhado de forma demasiado composta ou bordados românticos e jóias muito clássicas (como a mãe e filha Le Bon) ficam um nadinha fora de contexto. Por outro lado, se um jumpsuit ou smoking de senhora pode ser uma alternativa chic nestas situações e mostrar um pouco de pele é bem vindo, fazer como Daily Lowe é má receita: a vulgaridade nunca cai bem. Ainda que se tenha um busto bonito.


3 - Feiinho e ponto final
A questão "gostos não se discutem" está sempre presente em ocasiões destas, mas uma coisa é um vestido correctamente feito e que assenta bem na pessoa não agradar a todos, outra é um material esquisito, uma peça mal feita, inapropriada ou que não cai como deve. E.L. James devia consultar um bom personal stylist com os milhões que ganhou a pôr as mulheres malucas com as 50 Sombras xaropentas, o vestido/macacão de Rita Ora está demasiado largo e quanto a Charlotte Dellal, não sei o que se passa ali, mas não tem sentido nenhum...

4 - Salva a honra do convento, but not quite

As modelos cara Delevingne (de Burberry Prorsum) e Jourdan Dunn (de Zuhair Murad ) e a cantora Rita Ora ( idem) foram as únicas a trajar adequadamente para a ocasião - vestidos compridos de noite bem modelados, que não parecem baratos, com o toque sexy que se espera numa festa da GQ e que - nota bene - dificilmente servem para outro tipo de evento. O único problema é que a receita das transparências já tem barbas a chegar ao chão. Sou suspeita porque não morro por tecidos translúcidos (e sinceramente, espero que se fartem depressa destes não- vestidos que deixam ver tudo) pessoalmente não são o meu cup of tea mas enfim, há lugar e ocasião para certas toilettes; aqui escapam por simples sentido de oportunidade. Ainda assim, com tanto por onde escolher podiam ter feito muito melhor.


E pronto, às vezes aprende-se mais depressa sabendo o que não se deve fazer...















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