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Monday, September 1, 2014

Um leitor atento dixit: marcha do orgulho conservador.




E dixit muito amavelmente (só tenho de dar graças por ter amigos e seguidores assim neste modesto salãozinho) que gosta do IS porque aqui se diz "o que as outras pessoas também pensam mas não se atrevem a falar com medo que lhes chamem conservadoras". E acrescentou "isso deve dar-te alguns dissabores na tua vida privada!".

Fiquei cá a pensar nisso, e a conclusão foi mais ou menos o que já se escreveu aqui.


Hoje em dia tem-se mais medo de parecer conservador do que de parecer indecente. É preferível, aos olhos do mundo, desculpar brejeirices a ser chamado bota de elástico.

  Cai pior reparar "aquela rapariga vai quase sem roupa pela rua fora" do que ser essa rapariga. Gosta-se pouco de regras, é um facto. E há sempre de quem não goste de ser posto no lugar, de que lhe exijam respeito - porque tão pouca gente se dá ao respeito que isso parece uma exigência muito estranha!

O status quo é ser modernaço, tolerante, fofinho, revolucionário, muito à frente, indulgente, não julgar, não condenar, não abrir piu, aprovar os piores descalabros, experimentar tudo porque não se pode falar do que não se conhece - o preconceito é crime de lesa majestade, atenção - ou como disse há temposActualmente ser open minded, cidadão do mundo, muito tolerante a todas as extravagâncias é quase de rigueur. Cai mal admitir que se é tradicional, que se tem critérios, que se é, enfim, um careta.

Agora, se isso traz dissabores a nível pessoal? Nem por isso. Obviamente será preciso desistir de algumas pessoas que se vem a descobrir, aplaudem o que nos é intolerável. Mas essas não fazem grande falta, é tratá-las de longe com o respeito que se deve a qualquer ser humano e pronto. As pessoas que realmente importam têm valores semelhantes... logo, tudo em paz. 

 Mas às tantas caía bem arranjar-se aí uma marcha (já que agora há marchas para tudo) do orgulho careta, pelo direito de ser conservador à vontade. Tudo com gente gira e composta a reclamar "quero ser tradicional sem sofrer o preconceito alheio". 
  
A questão é que há melhores coisas para fazer...e ninguém disse que ser o Sal da Terra era pêra doce.

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