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Friday, October 3, 2014

Be free, be free, mas?


Imagem:Tommy (Ken Russell/The Who)

Be free with your tempo, be free, be free

Surrender your ego - be free, be free to yourself

(Queen- Innuendo)


Estava cá a pensar em como alinhavar este post, e veio-me à ideia a canção fabulosa dos Queen e por conseguinte, este anúncio onde a canção entrava e que eu, que não sou muito dessas coisas, achava do mais romântico:



Adiante. A liberdade, a liderança e a independência são coisas que têm muito que se lhes diga. Bem dizia o outro senhor, se soubesses o que custa mandar, gostarias de obedecer.  A História está repleta de grandes líderes que não queriam mandar, mas que foram obrigados a isso pelas circunstâncias: ter capacidade de liderança não significa gostar desse papel. Grande nau, grande tormenta; poucas coisas são tão solitárias como o poder, ainda que seja somente o poder sobre o próprio destino. Quem está entregue a si próprio, ao leme, tem todo o potencial criativo...e iguais probabilidades de falhar. No caos que antecede a ordem, tudo pode acontecer. 

É uma sensação fascinante mas assustadora, e só um temerário não se receia disso.

Parece muito mais confortável entregar as rédeas a outra pessoa. Muito mais imediato que  digam faz assim, faz assado, não faças isto nem aquilo, e a única preocupação ser cumprir, apoiar as metas comuns ou de outrem. A obediência, a disciplina, tudo isso é necessário; mas a maior obrigação e o fardo mais pesado de cada um é consigo mesmo. Um militar- que aprende a obedecer sem fazer perguntas - terá mais cedo ou mais tarde soldados sob o seu comando. Eis a verdadeira prova de cada um: gozar a liberdade, fazer do seu caminho o que bem entender, sem se deixar embriagar por ela.

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