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Saturday, October 25, 2014

Jogo dos 7 erros: disparates que uma rapariga deve evitar a todo o custo


A mulher que ao chegar aos late 20s ou early 30s nunca pensou "quem me dera ter dezoito anos e saber o que sei hoje" que atire a primeira pedra. Porém, tenho para mim que se pudéssemos entrar numa máquina do tempo e avisar o nosso eu de 18 anos das asneiras mais comuns, o futuro continuaria na mesma. Porquê? Primeiro, porque o natural era a nossa versão mais nova achar que sabia tudo e mandar-nos passear; depois porque há certos comportamentos que tendem a tornar-se padrões e que são tipicamente femininos, logo só à custa de experiência podemos aperceber-nos do erro e dar-lhe atenção suficiente para mudar alguma coisa. 

Aqui ficam as 7 maravilhas da tolice, sem nenhuma ordem especial:


1- Tomar decisões quando está carente...ou nervosa



É sabido que não se deve ir ao supermercado de estômago vazio, porque até as piores porcarias parecem apetitosas. Com amizades e relacionamentos, 
passa-se o mesmo: conhecer pessoas novas quando se está a passar por um mau momento leva a que se atropelem passos e se ignorem desconfianças naturais, o que pode conduzir a precipitações e arrependimentos. Na mesma linha, nem sempre é boa ideia seguir os nervos e dizer a primeira coisa que nos passa pela cabeça, em modo não vá a ocasião desperdiçar-se. A palavra dita, como a flecha atirada, não volta atrás.  O conselho vale ainda para questões práticas ou de carreira: a pressão pode dar-nos uma coragem que de outra forma não teríamos, mas convém aproveitar esse impulso para pequenas coisas; em escolhas que possam virar a sua vida do avesso é preferível respirar e analisar com calma.

2- Fazer mudanças porque sim...ou para arreliar alguém



Nem a mulher mais sensata, doce e disciplinada está livre de assomos de rebeldia ou da boa e velha ira justa - e isto em qualquer idade. Mas fazer escolhas potencialmente erradas - e que se está mesmo a ver que vão dar para o torto - só porque era o que os seus pais não gostariam e está farta de que tentem controlar a sua vida, ou para se vingar daquele ingrato do seu ex namorado, ou porque está cansada de ser a santinha de serviço, pode correr mal...para si. Certo, eles ficarão aborrecidos, obterá uma saborosa desforra, mas no final é você que terá de andar de vassoura em punho a apanhar os estilhaços. A retaliação é a mais espinhosa das motivações.

3- Desdobrar-se para agradar



Os seres de saias gostam de ver toda a gente feliz à sua volta. Foram programados para sorrir, usar de diplomacia, consertar tudo, ter uma tolerância de Buda e descobrir soluções. Não é por acaso que muitas empresas preferem contratar mulheres! Mesmo as mais dignas e orgulhosas, que passam longe do terrível estereótipo de mulher da luta, não gostam de desistir sem mais aquelas dos projectos, pessoas e relacionamentos em que se empenham. E se errarem farão tudo para compensar o erro, o que pode levar a aproveitamentos e abusos. Regra simples: quando estamos no lugar certo, onde somos realmente apreciadas, não é preciso fazer um esforço sobre humano; as coisas fluem naturalmente. E quando se trata de pessoas, não vale a pena tentar ser perfeita: quem se importa connosco gosta de nós exactamente como somos, terá compreensão e não exigirá mundos e fundos. Virar-se do avesso raramente compensa.

4- Dar tudo por tudo sem garantias



Fazer todas as horas extra e todos os sacrifícios sem recompensa e pior, sem fazer ideia de qual é o seu futuro na empresa, alimentar relacionamentos indefinidos...o medo de perguntar e de pôr as coisas em pratos limpos acompanhado da mania de dar boa impressão, achando que todos são justos e honestos, é o mesmo que carregar um cartaz a dizer "puxem o envelope à vontade". A vida são dois dias e quanto menos se confiar em "acordos de cavalheiros" melhor. Ninguém respeita pessoas demasiado tímidas e passivas - além de que não perguntar pode dar erradamente a impressão de que não se importa com aquilo para que se tem sacrificado.

5- Mudar de visual antes de uma ocasião importante



E usar roupas difíceis de vestir quando está com pressa, ou experimentar um perfume que nunca usou antes de uma reunião sem saber se vai deixar toda a gente (incluindo você) enjoada. Há roupas fáceis de vestir, que resultam sem esforço - e que devem ser usadas nos dias de stress ou pressa - e aquelas que exigem ponderação, logo é imperativo guardá-las para quando tem tempo. Se nunca tem tempo, não inclua essas coisas no seu guarda roupa e problema resolvido.
 De igual modo, não convém mudar de penteado antes de uma grande apresentação ou estreia onde sabe que terá os olhos postos em si: ninguém pode garantir que mudará para melhor e mesmo que a mudança seja pequena, pode ser o suficiente para dar cabo da confiança de ferro que levou tanto tempo a construir. Isto também se aplica ao dia do casamento: nunca percebi as noivas que nunca tendo usado frufrus ou cabelo apanhado na vida, aparecem no altar de chignon e vestido de suspiro. Na pior das hipóteses, o noivo pode embirrar que não quer casar com uma estranha; na menos má, ficará com um álbum que a vai envergonhar o resto da vida ou pôr os seus futuros filhos a perguntar "quem era esta, pai?".

6- Excesso de subtileza



As mulheres são por natureza misteriosas e a discrição é das melhores qualidades femininas, mas tudo se quer na medida certa. Se ninguém percebe as suas intenções, pode estar a passar a mensagem errada e ganhar uma pontaria péssima para os seus objectivos. Por vezes as pessoas são muito despistadas. Se um cavalheiro de quem gosta toma a iniciativa como deve, lhe faz uma corte assídua mas nunca obtém uma resposta que se entenda, pode ficar intimidado e pensar que não quer nada com ele; se está ansiosa por uma promoção no emprego mas não o demonstra (por timidez ou por medo que alguém tente atrapalhá-la) podem julgar que não está interessada ou que não tem garra suficiente para assumir esse papel. Um cavalheiro deve sempre querer dizer aquilo que demonstra, mas às vezes isso também se aplica a nós.

7- Nadar na maionese...e perder tempo



Estar pelos cabelos com um emprego que mal paga as contas mas não fazer uma pesquisa de mercado no sentido de arranjar outro porque anda tão cansada. Ficar presa a um relacionamento que não vai a lado nenhum porque o diabo que se conhece é melhor que o diabo que não se conhece, ou tem medo de magoar o Manel que é tão bonzinho, mesmo que a longo prazo isso vá resultar em infelicidade para ambos. Querer dar um salto de carreira mas ir adiando porque não dá jeito ou sabe-se lá. Estabilidade, segurança e apreciar o que se tem, tudo isso é muito importante; nunca é bom ser imprudente ou encher-se de soberba (vulgo, achar-se tão fantástica que cem pretendentes melhores que o Manel ou 100 cargos fabulosos vão cair aos seus pés assim que puser um pé na rua). 
 No entanto, manter-se em situações sem saída ou que a fazem infeliz por medo de espreitar lá para fora, por achar que amanhã será ou porque não se dá ao trabalho de imaginar um cenário diferente e melhor não só conduz a frustrações graves como causa o efeito "onde é que eu torrei os últimos cinco anos da minha vida"? Tempo é dinheiro e convém levá-lo a sério.








1 comment:

Ana Andrade said...

Impressionante como todos eles são realmente erros comuns nessa faixa etária e o péssimo é que me identifico com todos.....já os cometi e alguns ainda cometo........por vezes só lendo para sabermos onde estamos....

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