Senhor, dai-me serenidade para suportar as coisas que não posso mudar - entre elas, as idiotices que as filhas de Eva vão fazendo por este Mundo fora e que nos deixam ficar mal a todas.
1- Ontem vi nas redes sociais a imagem acima (à esquerda) e comentei para a família "coitada da Jessica Athayde, que ângulo péssimo que lhe apanharam" - sendo que ela está lindamente e que maus ângulos e má luz acontecem às maiores beldades, especialmente se forem fotografadas em movimento. Quem nunca teve um retrato em que está tão mal que nem se reconhece que atire a primeira pedra e... como eu costumo dizer, "antes ficar mal num do que ser como certas pessoas, coitadas, que não ficam bem em nenhum".
Nada a dizer e se alguém merece censura é o editor mauzinho que entre imensos instantâneos que sem dúvida tiraram da actriz foi escolher o pior de todos, já a adivinhar falatório e logo, buzz nas redes sociais.
Claro que um dos cavalheiros cá de casa atirou de imediato que a Jessica estava deliciosamente bem feita, como diria o Eça - prova provada de que homem que é homem não se rala com mariquices- e não fiz mais caso do assunto até perceber o sururu que ia nos feicebuques da vida à conta disso.
Mas o mulherio, ou certo mulherio - aquilo a que o tio Eça, ai que falta que ele faz a este país, chamaria sem dó femeaço, - tratou logo de fazer desta trica um caso de "fat shaming" (com as ressabiadas a chamá-la gorda e coisas piores) e de "skinny shaming" (com as que gostariam de enfardar à vontade mas não podem a defender Jessica insultando por sua vez as modelos magrinhas de "cabras cocaínadas" e coisas assim). Moral da história: invejinha, teu nome é mulher. Vergonha alheia, imensa.
2 - As feministas francesas estão histéricas com uma estátua gigante evocativa da imagem icónica (e terrivelmente romântica) do beijo no VJ - Day em Times Square: sabem, aquela em que um marinheiro beija entusiasticamente a primeira rapariga gira que apanhou a jeito para comemorar estar vivo depois de uma guerra horrível. Coisas que se fazem após momentos tão maus, mas tão maus, que até parecia mal negar um beijinho a quem tinha andado a arriscar a pele pela pátria.
A escultura foi emprestada por um ano ao Museu Memorial da Normandia para comemorar os 70 anos do fim da II Grande Guerra, mas isso não interessa nada: as embirrentas, que carecem de sentido de humor e de um mínimo de capacidade para sonhar, dizem que
hão-de tirá-la dali para fora porque "não se assinala a paz com uma imagem de assédio sexual". A enfermeira beijocada em causa, Greta Friedman, nunca se queixou do atrevimento do moço, George Mendonza (abaixo) mas pronto, elas sabem tudo e ai de quem as contrarie.
Se calhar nunca ninguém as quis beijar assim tão apaixonadamente, daí a birra, e de certeza que não sabem nem sonham o que é uma guerra ou o esforço de guerra que as mulheres americanas e europeias fizeram (muitas delas, a sobreviver a assédio sexual a sério e coisas bem piores). Um beijo é crime, o twerk da Nicki Minaj é libertador. Go figure.
3- Por sua vez, dizem as feministas brasileiras que não convém ao seu país ter uma Primeira Dama "linda, loura, rica e de cabelos lisos"...e explicam esse grave problema com os argumentos escritos abaixo. Letícia Weber tem 35 anos, dois bebés gémeos e é formada em moda, crimes gravíssimos para as Madame Min da vida que só gostam do que é feio.



