Recomenda-se:

Netscope

Friday, October 17, 2014

Pequena facadinha...grandes patins.



"Aquele que é fiel nas pequenas coisas
 também será fiel nas grandes"

Lucas 16:10


Uma amiga chamou-me a atenção para este interessante texto - "10 maneiras de ser infiel ao parceiro sem saber como" - da autoria de um casal que se dedica a workshops e terapia das relações.

 Na opinião dos autores, o velho adágio a ocasião faz o ladrão é o pai de todos os "pular de cerca"

  Não sei se estou totalmente de acordo com essa ideia (quem é fiel não quebra os seus votos por muito grande que a tentação seja e por muita ocasião que haja) mas subscrevo inteiramente alguns tópicos e a ideia de que "a infidelidade entra de mansinho pela porta dos fundos, geralmente mascarada de comportamentos inofensivos". 

 Se tivéssemos um euro por cada relação fantástica que é destruída por coisinhas "inocentes" e "inofensivas" não faltariam por aí milionários.

 É certo que nenhuma relação sobrevive sem confiança e que nos dias de hoje em que as pessoas têm carreiras e precisam, por exemplo, de ir a almoços de trabalho e coisas assim, mal estaríamos se a receita para a fidelidade fosse não arredar pé de junto do (a) conjuge.  

Um relacionamento não precisa de ser sufocante; se para garantir a lealdade for necessário instalar um chip de modo a saber constantemente onde o outro está e com quem, algo não bate certo.

 Mas a minha avozinha sempre me avisou para desconfiar de cavalheiros com muitas amizades femininas, estilo Manuel dos Plásticos, e creio que os mesmo vale para as mulheres...
 Comportamentos como flirtar "inocentemente", aceitar certas brincadeiras, passar muito tempo com outra pessoa (pessoal ou virtualmente) ou o pior dos piores, fazer confidências a um ombro potencialmente interesseiro, dizem muito da  faltinha de integridade de quem cai neles: "quando revela a alguém do sexo oposto os seus problemas, está a colocar-se numa posição de fragilidade. Pode parecer inofensivo. Afinal, você só precisa de um ombro para chorar. Se tem um problema, discuta-o com o seu parceiro, um parente de confiança, sacerdote ou terapeuta. Não com alguém que possa considerar isso um convite para a intimidade", avisa o artigo. E com carradas de razão.

É que se calha a pessoas assim terem a seu lado um marido/esposa/namorado (a) com pouca sorte para ter escolhido tão mal, mas que tenha dois dedos de testa e um bocadinho de dignidade, a brincadeira corre pessimamente. E depois choram com razão no ombro de quem quiserem, pois aplica-se-lhes a receita que vinha nos Maias: manda-se o traidor ou a traidora para o ombro onde andou, com um bilhetinho a dizer "guarde-o" (a). O que é muitíssimo bem feito.

  

No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...