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Wednesday, November 5, 2014

4 "amizades" que gente séria deve evitar como a peste.



Pessoas simpáticas tendem a ser educadas com toda a gente; depois, é natural que na era da internet e do networking a rede de "conhecidos" se alargue. No entanto, há monstrinhos sociais que servem mal para conhecidos e muito menos para amigos: são caixas de Pandora e só trazem complicações. Aqui fica uma lista resumida das amistades peligrosas:

1- O rapaz "amiguinho e bonzinho"



Sabem aquele mocinho tímido, se calhar um pouco inadaptado socialmente, que vos segue para toda a parte, vai convosco às compras, faz de ombro e está sempre disponível? É uma espécie de melhor amigo gay, só que...sem o ser. 

Embora possa haver amizades 100% desinteressadas entre pessoas do sexo oposto, casos em que um rapaz e uma rapariga são apenas compinchas como dois irmãozinhos, diz quem sabe que situações dessas são raras

90% das vezes a amizade é unilateral e o rapaz que vos trata fraternalmente pode ter um problema de não saber sair da friend zone. Ou seja, confunde as leis da atracção e alimenta um sentimento platónico, acreditando que em algum momento *de carência* a grande amiga o verá como outra coisa, apesar de ter todas as provas em contrário. 

O problema? É que primeiro, ele dá todos os sinais errados, logo a rapariga em causa não se apercebe que o pode estar a magoar sem necessidade; depois,  ninguém é assim tão bonzinho. Obviamente o "amiguinho" de serviço não faz nada sem segundas intenções: pode mesmo espalhar intrigas ou minar relacionamentos só para tentar ver a amiga sozinha e carente. Afinal o "bonzinho" tem motivo, meio e oportunidade para causar danos.
 
  Quem é capaz de se aproveitar das fraquezas alheias é capaz de tudo! 

Na sua cabecinha, os favores que faz são realmente...favores e ele trata de os contabilizar. Isso é tudo menos amizade. A dada altura vai sentir que lhe devem alguma coisa, que como muito aturou tem direito a ser recompensado passando a um nível seguinte que só existe na sua imaginação.

 E quando se vê rejeitado, das duas uma: ou fica de rastos (se for um pateta, mas boa pessoa) ou fica ressentido (se não for assim tão boa pessoa) e vira-se contra a pobre coitada. De ressabiado, é capaz de tentar estragar-lhe a reputação ou arruinar os relacionamentos dela com pessoas que ele vê como "rivais" usando a informação privilegiada a que teve acesso como grande amigo.
 Em última análise, é arrepiante pensar que se chorou no ombro de quem estava mortinho por se aproveitar disso. 

NOTA: Isto também acontece no feminino, embora mais raramente. Mas quando sucede, dão-se casos assustadores estilo Atracção Fatal, o filme. Cuidado!

2- A (o) frenemy


São amiga (o)s desde a Batalha de Aljubarrota e a ligação manteve-se apesar dos solavancos da vida; por vezes, há mesmo uma certa picardia ou rivalidade, mas não deixam de ser próxima (o)s por causa disso.
 Tudo muito lindo e em certos casos alguma competição pode ser saudável, pois ninguém quer ficar para trás: se alguém tem de puxar por nós, que sejam os nossos amigos.

 No entanto, se a pessoa já cometeu uma série de "pequenas" deslealdades (dar-se com pessoas que não podem consigo e não ver nenhum mal nisso ou revelar segredos seus, por exemplo) se nunca está disponível quando é necessário mas aparece magicamente quando lhe dá jeito, se some do mapa quando arranja amigos novos e só reaparece quando tudo lhe corre mal ou faz pequenas coisas que magoam sem pensar duas vezes, se só os problemas dela (e) é que são dignos de registo porque você é a pessoa super forte que nunca precisa de nada, aí há um problema grave.

 A vida não é uma telenovela e amizade só é digna desse título se houver mútuos sacrifícios e igual investimento de parte a parte. Conselheiros, psicólogos, motoristas, personal stylists, palhaços, terapeutas, etc, são profissionais pagos. Se é só para isso que a relação serve, talvez deva encaminhá-la (o) para quem presta esse tipo de serviços...ou pensar em ter com a pessoa uma relação estritamente de negócios. É  a mesma coisa, mas com benefícios e zero envolvimento emocional, capice?

O tempo é demasiado precioso para ser gasto com pessoas egoístas e sem bússola moral.

3- O (a) "amigo (a)" comprometido (a)



Aqui aplica-se novamente o que foi dito acima: amizades 100% desinteressadas entre pessoas do sexo oposto são raras. 
Se já se conhecem há muitos anos e têm por hábito trocar impressões é uma coisa;outra muito diferente é dar conversa ao cavalheiro que se queixa constantemente da namorada/noiva/mulher só para testar o seu poder de atracção sobre as outras. 

Isso é contribuir para uma forma ligeira - mas não menos grave - de infidelidade e fazer uma grande figura de ursa.

Se não há qualquer má intenção da sua parte, pode ver-se injustamente num sarilho.

Se há, é uma atitude muito feia e que não compensa. 

O nosso instinto diz-nos sempre o que é certo e o que é errado, e a velha lei do não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti nunca falha. 

 Num caso desses, uma amiga verdadeira não dá outra resposta que não seja mandá-lo resolver as coisas com a legítima. É com ela que ele tem de conversar- o resto é pura malandrice!

Mesmo que não haja nenhum interesse da parte da confidente, uma mulher séria tem de ter a coragem para pôr fim a esse tipo de conversinha, para não ser confundida com certo tipo de pessoa...

Alimentar essa proximidade não só é falta de respeito pela outra mulher (que não está lá para se defender) como é falta de respeito por si mesma (está assim tão desesperada por conversar?). 
 Primeiro, um amigo sincero não sujeita uma amiga a mal entendidos: se a namorada souber pode levar a mal e descarregar na ingénua que fez de ombro - porque do fazer de ombro com segundas intenções, então, nem vale a pena falar...

Segundo, ainda que lhe passe pela cabeça que ele seria um belo partido caso as coisas dêem para o torto com a namorada (atitude de vilã, mesmo) ou ele a faça sentir-se especial por a escolher como confidente, é tão certo enfiar um barrete como três e dois serem cinco: quem age assim com uma mulher faz o mesmo com todas, não respeita ninguém. O mais provável é continuar com a namorada em público e manter entreténs privados que nunca iria assumir.  Se ele quisesse mesmo estar consigo estaria consigo, não andava aos cochichos pelos cantos nem a colocava em situações desagradáveis. Quem tem intenções sérias não recorre a esquemas.
 Por isso já se sabe: nem como amiga, nem como outra coisa.

Nota: se um cavalheiro se encontra nesta situação de ombro amigo, então está a ser posto na friend zone. Dificilmente vai levar a algum lado. Quer mesmo perder tempo com isso e pior, arriscar-se a levar um soco se o legítimo souber? Think again.

4- O contacto profissional (ou mentor) da treta



Este espécime sempre existiu - principalmente em certas áreas profissionais. Na era das redes sociais tornou-se mil vezes pior, porque feicebuques e companhia facilitam esse tipo de aproximação, mas eventos de trabalho ou relacionados são igualmente território fértil para isso.
 Ou seja, uma pessoa entra em contacto consigo de uma forma aparentemente inocente, apoiando-se na sua posição de director disto, produtor daquilo ou especialista daqueloutro

Se calhar  vai dizer que o seu trabalho/livro/pesquisa/tese/apresentação/disco *inserir caso específico* é a coisa mais fantástica que viu nos últimos tempos, e que adoraria colaborar consigo ou dar-lhe um impulso na carreira.

E você não vê mal nenhum nisso, porque pode sempre ser um contacto interessante e convém manter boas relações com colegas da mesma área, vale? Hoje em dia o networking é valioso, e não é o que se conhece mas quem se conhece and all that jazz.

Só que vai-se a ver e a alminha em causa fala de tudo menos de trabalho: acha-se no direito de fazer aproximações inapropriadas, elogios que não são para ali chamados, etc, etc. 

Pior ainda - pessoas deste género não costumam desistir nem que saibam ipso facto que o objecto do seu interesse doentio é comprometido ou casado, logo não adianta puxar desse argumento. 

Tentar contornar a questão ou mudar de assunto, limitando a conversa a temas 100% profissionais, vai dar ao mesmo: por muito que lhe custe admitir, criaturas destas não estão interessadas no seu trabalho, nem a (o) tratarão de igual para igual.

 Quem começa uma conversa de forma pouco profissional só tem um objectivo em mente. O único remédio é cortar imediatamente  o contacto. Na dúvida, guarde as conversas escritas, porque nunca se sabe...mas felizmente pessoas assim são cobardes e embora se sintam humilhadas pela tampa categórica, raramente se atrevem a uma vingança aberta; por isso quanto mais cedo melhor. A velha frase "quando se dança com o diabo, as melhores piruetas não valem de nada" é bem verdadeira.

Nota: Escusado será dizer que há mentores diabólicos de ambos os sexos e todas as orientações. Se parece inapropriado, é porque provavelmente é.


Sal e arruda em "inimigos fofos" destes...







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