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Friday, November 14, 2014

As avós japonesas é que sabem: pele radiosa.


No que toca aos cuidados da pele, os conselhos de outro tempo sempre me caíram melhor do que muitas novidades recomendadas pelas marcas de cosméticos.
 Havia os da avó, muito orgulhosa da sua pele branca e linda "fugir do sol, dormir bem, evitar os nervos, beber muito leite e consumir ovos!" os de velhos manuais de beleza, onde aprendi a fórmula limpeza abrasiva qb compensada por hidratantes mais ricos que nunca me deixou ficar mal e um livrinho que, na minha adolescência, veio com uma revista de Moda (creio que a Elle), criado em parceria com a Shiseido: Receitas e segredos Japoneses de Beleza, ou coisa que o valha.

 Ainda o tenho algures e achava-o o máximo, porque adorava a Shiseido (que ainda é uma das minhas marcas preferidas) e tinha uma paixão pela cultura nipónica.

 Certa vez, em Budapeste, tirei um retrato com uma turista japonesa dos seus sessenta e muitos anos, que passeava em traje tradicional, um kimono escuro lindíssimo, e fiquei maravilhada com a pele dela - luminosa, macia, sem sombra de rugas. Isso bastou para me confirmar a perícia das asiáticas quando se trata de conservar uma pele invejável.


O livro, que tinha uma panóplia de receitas para o rosto, corpo e cabelo, abria com uma série de conselhos das avós japonesas, do género nada contribui tanto para a beleza como estar apaixonada e para vos manterdes sempre belas, à medida que passam os anos, procurai não invejar os rebentos em flor. Porém, o que me marcou mais foi "o segredo de uma pele bonita está na limpeza, não na maquilhagem".
E para a limpeza, as avozinhas japonesas recomendavam chá verde (que retira as manchas e é anti oxidante) e aguardente de arroz (uma maravilha, só há que ter cautela por causa do cheiro!).

 E isto é absolutamente verdade, é sabido. Com excepção de algumas pecadoras inveteradas, todas usam desmaquilhantes, tónicos e por aí fora, com uma exfoliação ou peeling que convém ser semanal e a ocasional limpeza de pele na esteticista.

 Mas é na limpeza diária que está o truque e é aqui que muitas falham sem o saber, com a melhor das intenções e apesar de gastarem bastante em produtos caríssimos.

Actualmente as marcas procuram fórmulas não agressivas, banindo quase totalmente o álcool e ingredientes de efeito semelhante (como o hammamélis) das suas composições. Isto tem uma razão de ser, que é não fragilizar a pele - ou, numa de teoria da conspiração, tenho cá para mim que é para o resultado não ser tão fantástico e levar as mulheres a comprar mais cremes e séruns específicos.


  Consequência? A pele parece limpa, mas na realidade não está. E quando os poros não estão realmente limpos e não há uma exfoliação ligeira quase todos os dias, perde-se luminosidade, ganha-se um ar cansado, aparece acne e poros entupidos e a tendência para as rugas é maior.

Se depois da limpeza "normal" passarem um algodão com um tónico "à moda antiga", (como o da Clinique, água de hamammélis ou saké, como vinha no livro, ) no rosto e pescoço, verão como o algodão fica sujo - e isto depois de duas ou três voltas com desmaquilhante, ou até de lavagem com gel ou sabonete apropriado. Uns dias disto, e verão a diferença!

A poluição, cosméticos que penetram profundamente na pele (como os BB Cream) e o próprio "filme" gorduroso causado pela acumulação de produtos são mais difíceis de retirar do que parecem.

 Digo isto sabendo que muitos especialistas em beleza (e até alguns dermatologistas) poderão não concordar, mas como dona de uma pele extra fina, sensível e reactiva posso afirmar que desde que se hidrate bem a  seguir - principalmente nas zonas sensíveis como o contorno dos olhos -  a pele só tem a ganhar com isto, até para que os cremes façam melhor o seu trabalho.

 Por isso, se sentem que a pele não está tão radiosa como devia, se parece sem graça e baça, antes de investirem um ror de dinheiro em cremes para todas as necessidades do calendário, considerem os produtos e métodos de limpeza que estão a usar.

A diferença pode estar no tónico e numa boa escovinha ou esponja de limpeza. Andar por aí de cara-suja-que-parece-limpa, não dá.




1 comment:

Liliana Pereira said...

*em miúda, lavava a cara com água de lavar o arroz, o meu pai dizia que era para atenuar as sardas, ele também o tinha feito em criança. Talvez tenha uma relação com peles branquinhas e sensíveis

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