A propósito deste "boneco" que coloquei no Facebook do Imperatrix (porque se se os outros têm o direito de poluir as redes sociais com expressões lamechas, abrasileiradas ou do tipo "se caíres levanta-te", volte Lili Caneças que está perdoada, eu também posso dizer o conteúdo original que me passar pela molécula) uma amiga começou uma conversa na caixa de comentários.
Estávamos nós a trocar impressões tão elevadas como "quem não sabe fazer laranjada, aprenda" acerca das criaturas que pedem desculpa e lamentam muito mas continuam a fazer exactamente as mesmas maldades, quando outra pessoa amiga se junta e atira a pérola "Azari, azarou".
Que é assim o mesmo que dizer "temos pena", mas menos fanado. Vulgo, alguém vir pela milionésima vez com a lamúria:
- Ai, desculpa, estou tão arrependida (o)...
E vocês:
- Paciência, pensasse nisso antes...Azari, azarou!
Isto das expressões é como os sapatos,convém ir comprando novos dentro do mesmo género para não dar sempre cabo dos mesmos...
Confesso que "azar, azarito" eu já tinha ouvido, e costumo dizer "olhe, azar dos Távoras" para transmitir exactamente a mesma ideia, mas "Azari, azarou" nunca tal houvera visto.
Como há quem acredite que dizer o antónimo de "sorte" atrai a má fortuna, este eufemismo vem mesmo a calhar. E é tão irritante como as outras formas de mandar alguém à fava ou à lentilha com três cestinhos rotos, ou cavar terra de manhã à noite, convenhamos.
