No seu último videoclip, Beyoncé põe as infernais das leggings (e alguns modelos bem feiinhos, diga-se de passagem) onde elas pertencem: dentro de casa. Ou no caso, num quarto de hotel. (O mesmo vale para aqueles calções-cueca que se vendem na Oysho e companhia e que certas meninas insistem em levar para a rua).
É que as leggings, essas ceroulas do demo (não sei se é um nome lá muito justo, pois sempre ouvi dizer que o Príncipe das Trevas é um cavalheiro bem vestido) têm muita utilidade, sim senhora: são boas para fazer exercício entre quatro paredes e para usar em em privado, para jardinar, limpar ou desabar no sofá a ler ou a ver televisão. São uma daquelas roupas que não são bem pijama, mas quase, assim um lounge wear que se alguém adormecer com elas e com uma camisola não vem mal ao mundo, e até se pode abrir a porta ao carteiro sem parecer que se está de pijama.
No máximo dos máximos, leggings podem ser usadas numa festa do dito pijama com as amigas - e foi isso que a cantora fez no seu último vídeo onde até troça da Nicki Minaj num momento que é quase um diz o roto ao nu mas enfim, Beyoncé sempre tem mais classe.
Ainda bem que ela está a mostrar ao mundo (ainda que de forma subtil, por isso acredito que muita gente não vá entender) o verdadeiro uso dessas não-roupas.
É que, volto a dizer, na rua usam-se riding breeches, skinnies, jeggings ou quando muito, calças de malha espessa a que muitas vezes as lojas chamam erradamente leggings. A culpa também é das marcas que às vezes deseducam...
Em todo o caso, se o tecido é fino demais, brilhante demais ou com estampados, só tem um lugar: dentro de casa. Já que não me dão ouvidos, pode ser que a cantar percebam.
