Tuesday, November 4, 2014
Elizabeth Taylor dixit: as coisas do Mundo valem muito pouco.
Kim Kardashian - e eu que nunca pensei que um episódio com jeito viesse de tal personagem - teve ocasião de conversar com a lendária actriz quando ela ainda estava entre nós.
A estrela de reality shows sentou-se com a beldade de olhos violeta numa entrevista para a Harper´s Bazaar - o que só prova a que extremos pode ir a graciosidade (e paciência!) de uma verdadeira Senhora.
Afinal Liz Taylor não precisava disso para nada, mas condescendeu responder às perguntas (algo ingénuas e tontas) de Ms. Kardashian, e fê-lo com grande gentileza. Até prometeu seguir Kim de volta no Twitter "Yes, of course I'll follow you, love", ressalvando, no entanto, que é preciso ter cuidado com as redes sociais: "os fãs hoje sabem demasiado sobre as estrelas e isso estraga o sonho".
Acho que o conselho entrou por um ouvido e saiu por outro, mas vá.
De qualquer modo Kim estava mais interessada em saber dicas sobre fama e jóias (e se estivesse interessada noutras coisas até seria esquisito); podia ter feito imensas perguntas interessantes, mas focou-se nos aspectos mais superficiais e materialistas de uma vida tão cheia como a de Elizabeth Taylor. Felizmente classe e sabedoria não se compram, e a actriz aproveitou a deixa para dar algumas lições preciosas a todas as mulheres:
Quando questionada sobre o diamante Krupp, e se o tamanhos das pedras importa:
"A dimensão [de um diamante] importa, mas importa igualmente o tamanho da emoção por trás dele".
Sobre se ainda estaria casada com Richard Burton, caso ele estivesse vivo:
"Era inevitável que nos casássemos de novo, mas isso não está em aberto" (o que são pedregulhos comparados com um amor destes?)
Resposta à *que raio de * pergunta de Kim Kardashian "A Elizabeth é o meu ídolo, mas faltam-me seis maridos e algumas grandes peças de joalharia. Que devo fazer?"
"Nunca planeei ter um monte de jóias nem uma série de maridos. A vida aconteceu-me, como a toda a gente.
Fui supremamente afortunada na vida por ter conhecido o amor, e é claro que fui a guardiã temporária de algumas coisas incríveis e lindas; mas nunca me senti mais viva do que quando via os meus filhos encantados com qualquer coisa ou do que quando assistia à actuação de um grande artista, nem mais rica do que quando passava um grande cheque para o combate à SIDA. Siga a sua paixão, siga o seu coração e as coisas de que precisa virão".
Assim se dão lições e se passam testemunhos com grande elegância. Ser um ícone não é para todas, mas meio caminho andado para a felicidade estará na consciência da nossa insignificância enquanto mortais, na preocupação com os outros em primeiro lugar e na certeza que do mundo nada se leva a não ser as emoções e experiências.
Se a Rapariga Mais Bela do Mundo sabia que não somos nada, não há desculpa para todas as outras.
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