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Saturday, November 15, 2014

Karl Lagerfeld dixit (II) : pensar menos, trabalhar mais.



"Não pense demasiado (...) é preciso manter-se em movimento. 
 Se nunca parar de trabalhar, nunca irá bloquear"

O genial criador deu o conselho acima numa entrevista em que partilhou algumas máximas a aplicar no ano que vem, acrescentando que teve um bom ano mas espera que o seguinte seja melhor pois "é preciso que nos habituemos aos anos bons".
Gosto sempre de ler as ideias de quem tem um percurso tão impressionante como o de Herr Lagerfeld, mas aqui estou mesmo de acordo.

 Poucas coisas desorientam tanto como o overthinking: quem ouve demasiado o diálogo que vai na sua cabeça deixa instalar a dúvida, o desânimo e o medo; gasta inutilmente capacidade de raciocínio preciosa que vai fazer falta mais tarde; põe-se a pensar em coisas tristes que já lá vão e no que podia ter feito de forma diferente...e por fim sufoca o instinto, que é um dos instrumentos mais preciosos para agir de forma eficaz e inspirada.

 Mais vale mexer-se mais e pensar menos; ainda que às vezes se dispare em varias direcções, só com trabalho, esforço e movimento se evitam águas paradas. A estagnação é um perigo e por sua vez leva a que se pense inutilmente, num ciclo vicioso.

 Por fim, também costumo defender a ideia de ser preciso habituar-se às coisas boas: o sucesso é um hábito, o fracasso também. Quando várias coisas seguidas correm mal, é urgente fazer surgir algo muito bom para quebrar esse ciclo. Se um padrão de insucesso e tristeza se instala é muito difícil sair dele. Mas é preciso ter abertura a coisas boas para que elas apareçam e assim se tornem um hábito. Contar com boas surpresas, em vez de se encolher com medo do pior. E pelo caminho, acostumar-se a contar bênçãos (mesmo as disfarçadas) e a reparar nessas coisas boas. É que às vezes não se dá por isso.
 
 Onde alguns vêem solidão, outros apreciam o sossego e a independência.
Onde uns só consideram uma fase parada de um negócio, outros apreciam o tempo para relaxar, reavaliar estratégias e investir no que precisa de ser melhorado.

 Há muitas coisas que não estão na mão de cada um, mas aquilo em que se repara, aquilo em que se gasta o pensamento e os hábitos que se permitem instalar são uma opção. Subtil, mas uma opção.




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