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Wednesday, November 12, 2014

Moral do café, dos zombies, do ioga e do sumo de laranja (porque a moral anda em toda a parte)


1- Esqueci-me de comprar cápsulas de café; como recorri às reservas em pó do dito cujo acabei com esse também e tive de sair de propósito para ir buscar mais.
 Quando voltava do supermercado, comentei lá em casa que se não existisse café era o fim do mundo...e perguntaram-me que faria eu se vivesse no universo de The Walking Dead, onde mesmo que se apanhe café em pó e filtros dificilmente há tempo para tomar o pequeno almoço em termos todos os dias.
Respondi que das duas uma: ou era das primeiras a marchar porque ficava tão mona pela manhã que um morto vivo me pilhava logo, ou então, como eu própria sou uma espécie de zombie até beber café, eles me tomavam por um deles e não queriam nada comigo.  Argumentou-se que a adrenalina da luta pela sobrevivência seria um substituto aceitável para a cafeína, mas fiquei cá com as minhas dúvidas.
 E isto, eu que nem tomo muito café (um pela manhã e pouco mais). Imagino os viciados...era uma mortandade.

2- Quando andava à procura das cápsulas, passam dois rapazotes a comentar entre si
 "qualquer dia compro sumo de laranja e embebedo-me!". Olá, esta nunca tinha ouvido. Fiquei na dúvida se me escapou algum ingrediente que pretendiam juntar ao sumo ou se ando desactualizada e se trata apenas de uma expressão de desalento, na linha 
apetece-me gritar e comer ameixas verdes ou só me apetece trepar aos pinheiros (ou aos postes) e faltar ao respeito às pinhas (ou às lâmpadas)
 Antes isso do que dizer palavrões, sempre dá que pensar a quem passa.

3 - Diz a Tara Stiles (instrutora de ioga com cara de elfazinha do Senhor dos Anéis que é um amor e eu recomendo muito!), quando um movimento é difícil de executar, "não faz mal se os vossos braços tremerem; só quer dizer que têm braços!".
 Agrada-me bastante este tipo de lógica: se alguma coisa é difícil, custa, dói, dá trabalho, nos obriga a correr e sofrer, só significa que nos faz sentir vivos. E temos de aplicar a fórmula gentil que a Tara recomenda, de ir tentando sem crispação. Lá porque dói, não quer dizer que tenha de ser um calvário. É preciso dar o desconto a nós mesmos, dar o desconto aos outros, puxar todos os dias um bocadinho até que o esforço seja substituído por uma emoção mais agradável. O que for, logo se vê.



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