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Thursday, November 20, 2014

Quando se trata de moda, a idade ainda será um posto?


No processo de construção de um estilo próprio - ou na escolha de qualquer toilette - convém que se considerem sempre diversos factores: o lifestyle, o tipo de silhueta e de beleza, as exigências da rotina diária ( que determinam a quantidade de roupa formal, de trabalho, casual e assim por diante a ter no armário) e...a idade.

  As regras em relação às peças que é correcto ou aceitável usar aos 20, 30, 40, 50 e mais além já não são tão rígidas como antigamente: o reinado do streetstyle, o prolongamento da juventude e a popularidade nos social media de movers and shakers e it girls de várias idades - como Alexa Chung e Anna Dello Russo - vieram modificar a forma como encaramos a moda ou mais concretamente, o estilo pessoal. Depois, nos últimos anos os designers têm procurado voltar aos clássicos, criando roupas de aspecto mais "crescido" que são apetecíveis para todas as idades. Tudo isto diluiu fronteiras que seriam inultrapassáveis há pouco tempo atrás.



 Se nos anos 90 podia parecer estranho uma adolescente usar uma saia lápis ou uma rapariga de vinte anos vestir um tailleur, hoje já não será assim: há uma ironia, uma certa fantasia na forma como algumas peças são usadas. Ninguém dirá que Alexa Chung, com as suas blusas de governanta e "vestidos de avozinha", parece demasiado "matrona" para a sua idade. E do mesmo modo, ideias que eram "proibidas" a mulheres de 40 anos - como o cabelo comprido ou saias acima do joelho - são agora vistas como elegantes desde que usadas da maneira certa, ou antes...de certa maneira.



 Nada disto, no entanto, é desculpa para deixar de parte o indispensável bom senso: não considerar a idade na equação pode envelhecer o visual, pesar ou conduzir a vícios de estilo perfeitamente dispensáveis.
 Ou seja, o factor idade já não é tão determinante como foi em tempos, mas continua (associado a outros mais relevantes) a contar pontos. O sentido do decoro, do adequado e do ridículo aplicam-se a qualquer idade e estilo, mesmo ao mais original.



 Há mulheres que sempre se sentiram mais adultas do que a sua idade real, optando por um visual clássico que mantêm por toda a vida (Anna Wintour, por exemplo). Outras que sempre tiveram um aspecto juvenil, como Kate Moss e Jennifer Aniston, acharão difícil mudar radicalmente - e encontrar uma estranha ao espelho - só porque o BI assim o determina.

Se uma mulher se transformar demasiado, perderá a sua personalidade.
Se recusar ir actualizando o seu visual, parecerá uma caricatura de si mesma.

 Para encontrar o equilíbrio, é sensato ( e mais simples) procurar a harmonia estética em vez de se focar exclusivamente nas convenções sociais, pois o que é correcto para fulana pode ficar terrível em sicrana



Heidi Klum e Claudia Schiffer, ambas na casa dos 40, ficam fantásticas de mini saia, jeggings e botas overknee - um look que também cai bem às meninas de vinte que tenham figura para isso. As duas modelos não parecem ridículas porque

a) Têm uma silhueta impecável
b) Mantêm um rosto jovem e um ar gaiato
c)Todas estas peças são juvenis, mas usadas de modo "adulto": sem mostrar excesso de pele, escondendo o que devem esconder e de forma sofisticada, polida

Podem usar-se peças como a saia curta, as calças justas, as botas ou mesmo os crop tops - mas numa versão de melhor qualidade e em conjunto com peças intemporais e de ar dispendioso, que a partir dos late twenties é imperdoável não ter no armário .



Não da mesma forma que se usou aos dezasseis ou vinte anos. Convém que o visual seja moderno ou mesmo edgy, mas clean. No entanto, nada disto é obrigatório para manter um look jovem -  é preciso que esteja de acordo com o espírito de quem veste. Uma saia lápis é uma solução mais elegante e democrática, que dependendo do espírito e dos acessórios, pode ficar arrasadora em qualquer fase da vida. 

Essencial, dizem os experts, é evitar tudo o que seja demasiado apertado, enfeitado, pintado, curto ou ameninado (pois tudo isso engorda, empobrece e envelhece, acrescento eu).

Segundo a Harper´s Bazaar, "com a idade vem a chance de vestir com uma sofisticação devastadora"...e é verdade. Pode-se nascer elegante, mas descobrir um estilo próprio ou delinear um "uniforme" que sabemos que resulta requer maturidade, experiência, reflexão e um grande conhecimento de si mesma. 

 Por outro lado, a maturidade é relativa - há quem a alcance aos 25 ou aos 30, há quem demore um bocadinho mais...










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