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| Slingbacks Carolina Herrera (via Man Repeller) |
Há dias a blogger Leandra Medine, no seu célebre Man Repeller, queixava-se de que os slingbacks - vulgo sapatos-sem-calcanhar- são adoráveis, mas não funcionam para ela porque a tira que os prende ao pé acaba inevitavelmente por deslizar do sítio, fazendo deles uma coisa híbrida que não é mule nem é sapato.
Verdade, ou quase sempre verdade. Muitos slingbacks (tal como muitas sandálias) sofrem desse pequeno inconveniente, sejam de marcas exclusivas ou mais acessíveis. Mas na qualidade de rapariga com um número a modos que inconfessável de slingbacks no armário, devo dizer que as vantagens compensam de longe os handicaps.
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| Slingbacks Pura Lopez |
Esse modelo - assim como os mules e outros tipos clássicos de sapato - fez um regresso às passerelles e às ruas nos últimos dois anos, acompanhando a tendência ladylike que se instalou. Fiquei felicíssima com a variedade (começava a ficar cansada de tantos compensados e biqueiras redondas) mas mais do que isso, por haver alternativas às sandálias: para quem pés sensíveis, andar de sandálias todo o santo Verão é pedir sarilhos. Outros modelos aparentados, como os D´Orsay, são realmente lindos mas quase sempre dolorosos ao caminhar.
O slingback é fresco, arejado, equilibrado (não empurra o pé para a frente nem para baixo) e mais do que isso, estável e elegante.
Há quem consiga usar sapatos fechados em dias quentes (gostava de saber como) mas eu não sou uma dessas pessoas, logo o slingback faz o efeito "pump fingido"...
Depois, tem a vantagem da versatilidade: dá um ar cool e polido a um par de jeans, mas usa-se lindamente (escolhendo o salto certo) com um vestido ou saia. A minha colecção inclui uns quantos nude, pretos, castanhos, you name it: o importante é escolher a marca certa e, em caso de amores à primeira vista cuja tira desilude, levá-los a um bom sapateiro.
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| Slingbacks vintage, Charles |
E mais do que tudo, prestam-se a Primavera, Verão e dias amenos de Outono. Chovisca um pouco? O slingback aguenta. Faz calor, mas não apetecem sandálias? O slingback é o sapato certo.
Os pares preferidos lá em casa são Bruno Magli e Maud Frizon, ax aequo com um da Zara por quem ponho os pés no fogo (talvez mercê de um engenhoso velcro no calcanhar). É que os danadinhos já me acompanharam por passeios, dias de trabalho extenuantes, tardadas de compras e procissões sem torcer, amolar nem magoar.
(A Zara, se houver o cuidado de escolher bem os materiais, costuma ser uma marca fiável e com sapatos resistentes, logo é uma boa opção de qualidade-preço para quem quiser experimentar sem investir horrores).
Por isso, acho que Leandra Medine não está bem a ver o cenário na sua totalidade. Uma tirita aborrecida que se remedeia facilmente não é motivo para deixar de parte um leque de comodidades tão grande. Mas isto, os gostos e as embirrações não se discutem...


