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Friday, December 26, 2014

A única lição de moral de "Frozen": bad boys, no thanks.



Confesso que resisti bastante ao último mega sucesso da Disney, muito badalado em blogs e sites femininos por ter, supostamente *mais uma enjoativa* "lição feminista".
 Mas a curiosidade levou a melhor e lá acabei por ver: é um filme engraçadinho, com a sua magia -  a única coisa a apontar é a música pop desenxabida, que podia ser bem melhor.
 De feminista não vi nada (talvez por isso chegasse ao fim sem me arreliar; estava a imaginar duas princesas totalmente serigaitas, destas que estão na moda e foi um alívio perceber que não era bem assim): lá porque a Rainha Elsa não arranja par, isso não quer dizer batatas; simplesmente não era importante para a história.

 Mas com a Princesa Anna já podemos todas aprender alguma coisa...e que tem mais de dignidade feminina do que de modernices.

* Alerta spoilers* para quem ainda não viu: a ingénua Princesa Anna, criada sem muitos amigos, apaixona-se à primeira vista pelo Príncipe Hans, que parece perfeito para ela. Porém, ele revela-se muito má pessoa, um escroque desalmado. E a Princesa Anna, logo que percebe que ele é má pessoa e um escroque desalmado, deixa imediatamente de gostar dele.

É certo que para tão rápida decisão também conta o facto de entretanto ter conhecido um rapaz mais bonito e muito mais bem formado, apesar de não ser príncipe, mas isso é secundário. O que importa é que a Princesa Anna não fica a lamentar-se que o Príncipe Hans seja mau para ela, ou a dar voltas à cabeça porque é que ele fez isto ou aquilo, ou a pensar no que pode fazer para mudar o comportamento dele, nem a torturar-se se voltará a vê-lo ou se farão as pazes.

No momento em que ele mostra maus fígados, é um arrefecer de sentimentos e um pontapé no real traseiro que dá gosto ver.

 Ora, não é isso que a maior parte das mulheres faz: mesmo quando um príncipe se revela um sapo de marca maior, quando um homem faz asneira atrás de asneira e não se importa minimamente de causar angústias ou sofrimentos, continuam feitas tolas a inquietar-se com ele, a gostar dele na mesma. Quem nunca caiu neste disparate em maior ou menor grau (e por menor, leia-se ficar a roer-se enquanto se finge indiferença perante o mundo e o visado) que atire a primeira pedra.

 E no entanto, a premissa é tão simples: se a pessoa por quem se apaixonou se revela completamente diferente daquilo que fazia crer, então é impossível estar apaixonada por alguém que não existe, quanto mais ralar-se com isso. Princesa esperta...








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