Ella Adelia Fischer, The Woman Beautiful (1901)
A maquilhagem, por muito sofisticada que seja, deve servir para realçar os traços...não para pesar ou dar nas vistas por más razões.
Actualmente, temos à disposição duas "correntes de maquilhagem" por onde escolher: o natural "no makeup look" e um visual cuidado ao extremo, com vários truques de contouring, reservados até há uns anos atrás aos profissionais e connoisseurs e amplamente divulgados agora junto do público graças a celebridades instantâneas como Kim Kardashian e aos tutoriais de maquilhagem disponíveis nas redes sociais ou no Youtube.
Em ambos os casos, convém encontrar o meio termo: recursos como o smokey eye e o bold lip podem resultar lindíssimos e ser, em si mesmos, um acessório de moda; o contouring habilmente aplicado pode dar "cara de boneca" sem que se note que lá está.
Convém que o que está a vista pareça real, vivo, que uma mulher possa agir à vontade e receber uma festa ou beijo no rosto sem parecer que vai sujar a pessoa que a cumprimenta!
O que é preciso é sensatez, conhecimento (para saber o que nos cai bem e evitar gaffes e visuais datados, como as sombras brilhantes e o excesso de gloss) um pouco de prática e olhadelas frequentes e discretas ao espelho (para evitar borrões que acontecem a todas).
Tendo em mente que a boa maquilhagem serve apenas para enaltecer o que a Natureza deu a cada uma e que, para ser uma mais valia e não um incómodo, não deve fazer-nos perder demasiado tempo pela manhã, estar-se-á no caminho certo. Uma boa rotina não tem de ser longa nem angustiosa. Quanto à diversão de experimentar truques novos e elaborados...uma forma excelente de garantir que não se exagera é reservá-la para a noite e ocasiões especiais.
Mantenhamos as coisas simples, pois disse Arlene Dahl e muito bem "demasiado rouge é sinal de desespero".
