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Saturday, February 22, 2014

Peças básicas...que faltam SEMPRE nas lojas.



Era de esperar entrar numa loja comum e encontrar estas peças em todas as colecções, em qualquer loja ao virar da esquina, certo? Afinal, são roupas e acessórios do mais básicozinho, que fazem sempre falta e dão sempre jeito, etc.  Errado.

Costumo insistir bastante na ideia de smart shopping precisamente por ter  aprendido a driblar o problema e a encontrar as coisas indispensáveis em pontos de venda diferentes. Um pouco de high-lo fashion, encomendar pela internet, comprar roupa de Inverno durante o Verão ou vice-versa e outras dicas que já partilhei aqui  ajudam a construir o guarda roupa como uma profissional. Mas a não ser que se tencione dispender algum tempo e dinheiro, não é fácil. A máxima "os básicos são as peças em que deve investir mais" é correcta não só porque as peças essenciais devem ser de qualidade para durar mais tempo, mas também porque às vezes não estão disponíveis nas marcas mais em conta.

Essa uma das razões que me fazem torcer o nariz às Zaras deste mundo: enchem 80% da colecção com tendências passageiras e dedicam pouquíssimo espaço a roupas que se usam ano após ano e precisam de ser renovadas com frequência.

Ninguém gosta mais de  investir numa boa peça de griffe do que eu, mas por vezes era bom encontrar, sem esforço, básicos de última hora:

1- Vestidos clássicos abaixo do joelho
Já contei a odisseia que é encontrar um bom sheath dress. Quando encontro um agarro-o imediatamente, porque se a Dolce & Gabbanna ou a Gucci os fazem estação após estação, o mesmo não se pode dizer de marcas mais corriqueiras.  Não percebo onde é que  ouviram que é adequado ir trabalhar de mini saia, para fazerem tantos mini vestidos pouco práticos. O remédio? Coleccioná-los quando aparecem e canalizar parte dos gastos mais significativos para comprar as versões griffé. Ao menos duram, e duram, e duram...

2- Saias lápis que sejam MESMO lápis...e sirvam na cintura
Este ano já encontrei algumas porque as cinturas subiram, valha-nos isso. É uma boa fase para adquirir algumas, antes que desapareçam. Mas em geral, o que as lojas high street entendem por saia lápis é uma saia a direito com uma cintura larguíssima (mesmo que seja alta) e que faz tudo menos o que se espera. Para saias não há nada como Christian Dior, Tibi e similares ou vintage, já se sabe. Nas versões acessíveis, há que prestar atenção aos modelos bandage ou coccoon (se o tecido for espesso, fazem o truque) ou mandar ajustá-las.

3- Calças cigarrete
Idem. Se não pode ser Prada, Yves Saint Laurent ou Armani, é estar atenta, porque a Zara vende algumas muito bonitas... quando o rei faz anos. 

4- Botas longas, pretas. De pele, não de camurça. 
Não vou falar do facto de nem sempre a relação qualidade-preço ser muito compensadora nas lojas vulgares, mas qual é a dificuldade de fazer botas normais, sensatas, em pele preta? Já repararam que o castanho e a camurça são muito mais comuns? O que não é tão versátil nem apropriado para a chuva, por mais bonito que seja. Botas dessas representam sempre o meu maior investimento de tempo (para encontrar boas oportunidades) e meios (porque é inevitável apostar  nas marcas que realmente as fazem).

5- O calçado sensato da estação (sempre 6 meses atrasado)
Aqui não me refiro só às grandes cadeias, mas também a algumas marcas nacionais. Aderem aos modelos mais extravagantes rapidamente (as Litas continuam on fire, vá-se entender) mas demoram séculos a lançar o calçado mais usável, mais prático e que acaba realmente por pegar que se vê nas passerelles. Depois continuam a fazê-lo quando toda a gente já se cansou dele. Encontrar cruissardes, vulgo botas thigh high,  bonitas e com um salto normal? Impossível. Os pares que tenho obrigaram-me a dar muitas voltas mas ainda estou à procura de mais, o que não é tarefa fácil. Daqui a um ano conversamos: vão estar por toda a parte, quando eu já não precisar delas. Thanks a lot.

6- Casaco clássico...e canadianas
Pea jackets com fartura, blusões, modelos difíceis de vestir, tudo certo. Experimentem procurar um casaco abaixo do joelho com um cinto. Ou uma boa canadiana. Por outro lado, casacos e sobretudos são daquelas coisas que convém comprar em casas de confiança, pois convém que durem. Um Max Mara nunca mais acaba, um belo casaco vintage de tecido ou pele não se pode comparar a coisas produzidas em série. Ainda assim, não faz sentido nenhum!

7- Gabardinas
Fazem poucos trench coats, e quando há raramente assentam. Nada substitui uma Burberry ou um modelo forrado da velha guarda, mas podiam esforçar-se mais um bocadinho. Quem é que vive sem gabardinas?

8- Sandálias elegantes para o dia-a-dia
Sandálias "p´ra casório" com um salto altíssimo que se usam uma vez por outra? Check. Scarpins em colour block com tacão de metal, cópia do último modelo icónico da temporada? Check. Sandálias rasas de praia, estilo hippie? Não faltam. Para tudo o resto...toca a partir o porquinho mealheiro, ou a procurar que nem peregrinas. Been there, done that.

9- Calças de amazona, que não sejam leggings
 Esta é complicada porque sempre que peço tal coisa, acabo encaminhada para a prateleira das leggings (que vergonhaça!)...já desisti de explicar a diferença. Mas ao menos, fabriquem-nas em tecido que não brilhe, que não seja molengão, e não inventem. Já encontrei modelos simpáticos nestas lojas; o que não percebo é porque deixam de as fazer. Nem toda a gente quer tachas, aplicações de napa, rendinhas, tigrinhos e porcariazinhas a enfeitar as pernas.

10- T-shirts de bailarina e bodies: de manga comprida, simples
É sempre uma canseira encontrar isto. Ou toda a gente anda de manga curta no Inverno, ou acham que é suposto vestir bodies rendados todos os dias que Deus deita ao mundo. Ora, tops de algodão são daquelas coisas que me recuso mesmo (até ver) a comprar em lojas mais exclusivas. É algodão, não é física quântica. Devia haver sempre, certo? Ná.

Frase para hoje: quando o Diabo quer simpatia.


"Chassez le diable, il reviendra au galop"

Dizem os franceses que se rechaçarmos o Diabo ele voltará a galope - ou na tradução livre de José Rodrigues Miguéis,  se expulsares um problema pela porta, ele entrará pela janela.

 Há questões recorrentes que não podem simplesmente ser exorcizadas: o velho método de reconhecer o problema (ou o fantasma) chamá-lo pelo nome e esperar que desapareça não se aplica. É preciso alterar o padrão e fazer alguma coisa diferente para que tudo passe a funcionar de outra maneira, trocar a peça defeituosa de modo a que o motor role suavemente.
Mas essas, mesmo as mais complicadas, são as situações que dependem só de nós: da nossa decisão, força de vontade e lucidez.

 Depois há os diabos que, para deixarem de ser diabos, de arrombar portas e janelas e de galopar pela casa, teriam de colaborar  em vez de obrigar os outros a puxar pela Cruz e pela água benta. Tentar mudar um bocadinho, reflectir, tornar-se mais decentes ao invés de gritar que os julgam, que não os aceitam como são, que os condenam injustamente e que ninguém tem simpatia pelo Diabo, coitadinho.

 Bom, não se aceitam tais pessoas tal como são, não pela mania de julgar mas porque, enfim, conviver com diabruras, viver numa casa infernalmente assombrada é um bocadinho complicado. E enquanto o exorcista amador de serviço e o diabrete não se entenderem, não cooperarem, não fizerem por trabalhar em equipa considerando o outro, o padrão não muda.
 Caçam-se, acusam-se, batem com portas e janelas, cavalam escada acima escada abaixo, e o filme de terror nunca mais acaba. 
 Há coisas que não se resolvem com um Vade Retro. Nem com Sympathy for the Devil.

Friday, February 21, 2014

"Feia" mas na moda e...ai de quem não goste.


Eu ainda não vi a tão falada, supostamente inteligente, supostamente escrita-para- as-raparigas-que chegaram- à -idade-adulta-inspiradas-por-Sex and the City, Girls. E muito provavelmente, não vou ver MESMO. 

Bem sei que é suposto não criticar nada antes de ver para formar uma opinião, mas o tempo e a experiência ensinam que muitas vezes, não é preciso gastar horas preciosas que ninguém nos devolve só para evitar o fanado argumento "não fales do que não conheces". Quem é observador não precisa de se debruçar sobre pessoas/coisas desagradáveis para confirmar uma ideia: dois mais dois são quatro, tira-se pela pinta, se anda como um pato e grasna como um pato muito provavelmente é um pato, etc. Só quem não está seguro das suas convicções precisa de testar tudo, averiguar tudo.

Não me tenho dado mal com a abordagem e quando acontece perceber que estou errada (o que sucedeu pouquíssimas vezes) reconheço que me enganei, que afinal aquela coisa/pessoa até é impecável e pronto, problema resolvido. 

E Lena Dunham, vendida pelos média como um génio, um  "Woody Allen de saias", super politizada, a meter colherada em tudo, auto-proclamado baluarte do feminismo de pacotilha não é, de todo, a minha chávena de chá. O porquê explica-se facilmente, em tópicos:

- Cenas de sexo toleram-se num determinado contexto: cenas desagradáveis à vista e piadas escatológicas com a desculpa "ai que isto é um programa muito inteligente e atrevido"...poupem-me, haja estômago.

- Nada contra uma menina rica e talentosa q.b. que emprega os meios/influência dos pais para os seus projectos. Se a família a apoiou para produzir e protagonizar uma série,óptimo para ela. Se isso a qualifica como uma mente brilhante e porta voz da sua (nossa...) geração? Não, tenham dó. Não há nada pior que uma mulher armada em espertinha...

....a não ser uma rapariga armada em espertinha que faz questão de ser feia, vestir o que lhe fica péssimo, aparecer nua e/ou mal arranjada e dizer que com isso representa as mulheres "reais", levando os media atrás para obrigar toda a gente a dizer que ela é linda, no maior espírito feminista, histérico e  aguerrido da treta "ugly is the new pretty".

Atenção, não estou a afirmar que ela é feia (isso depende, eu acho) ou gorda ou o que seja. Digo que faz por isso, na tentativa de chamar a atenção para a bandeira provocadora "não sou perfeita, não me esforço, mas sinto-me tão bem na minha pele, shame on you". E pior ainda, quando questionada sobre a sua insistência em aparecer como veio ao mundo, Lena responde: "se não me acham bonita, deviam procurar ajuda profissional", seus misóginos nojentos. Então em que ficamos? E um bocadinho de noção e de modéstia, que cai bem a qualquer mulher, bonita, feia ou assim assim?

- Por fim, a rapariga-que-não-se-rala-com-a-beleza realiza o contraditório sonho de aparecer na Vogue, gerando uma polémica desgraçada, que ao que parece era o seu objectivo em primeiro lugar. E a menina que não se rala, a pirralha coberta de péssimas tatuagens que aparece suada e cheia de gordurinhas na TV, fica muito, muito chateada, porque alguém revelou as suas imagens antes de passarem pelo Photoshop.

Se há coisa que me maça, é gente egocêntrica, que se acha com direito a tudo e que ainda por cima não é coerente. E ainda quer que se goste dela? Ná, prefiro pessoas mais bonitas e menos complicadas. Péssimo exemplo. Péssimo.











Um belo casal de...Judas‏.


 Madalena da Suécia, que foi mãe hoje mesmo, antes de casar com o seu belíssimo marido teve aquele desgosto que toda a gente sabe e que eu comentei por aqui
 O que eu desconhecia (pois não ando propriamente atenta às revistas de mexericos) era que na altura - antes de escapar para Nova Iorque para curar as mágoas - a Princesa contou com o apoio das amigas, como qualquer mulher numa situação destas, e que uma delas lhe saiu melhor que a encomenda
Stephanie af Klercker, assim se chama a menina, não só serviu de ombro à destroçada noiva, como mal ela virou costas... tratou de consolar também o noivo-traidor-e-dispensado. Dali a juntarem os trapinhos, casarem e terem uma criança foi um fósforo. Como era de esperar, a Princesa não levou a bem a desfeita e deixou de falar à ex amiga. 

Uma vez que todos os envolvidos frequentam o mesmo meio pequeno e têm o mesmo círculo de amigos, foi muito delicado gerir quem comparecia ao casório do casalinho de Judas ou quem servia de dama de honor sem melindrar a ex que, apesar de estar a refazer a sua vida, não contava com *mais* uma traição tão feia.

 Ao que percebi, actualmente já tudo voltou à civilidade: o que lá vai lá vai, a Princesa
 livrou-se ao mesmo tempo de um namorado do piorio e de uma best friend forever que ninguém merece, cada um conseguiu ser feliz para seu lado, vitória vitória acabou-se a história

O que não sei é se isto mostra que não se pode de facto confiar em ninguém, ou que realmente há pessoas que se merecem umas às outras.

 Then again, se os Judas deste mundo casarem todos entre si em vez de se aproximarem de pessoas fiéis e honestas, já não se estraga tudo. Lá diz o povo, quando se faz uma panela, faz-se o testo para ela.


Thursday, February 20, 2014

Usar shorts com classe? Si, se puede!


Hoje, logo pela manhã (e depois à hora do almoço, porque uma desgraça nunca vem só) com esta chuva teimosa e um friozinho pouco convidativo, tropecei em duas raparigas rechonchudas (nada contra as rechonchudas...) com uma toilette nada recomendável. Sem que tivessem combinado, ambas traziam mais ou menos a mesma fatiota e a tragédia era de tal ordem que eu teria dificuldade em começar a enumerar tudo o que estava errado com o visual delas.

O look compunha-se de, coragem Sissi, mais ou menos do seguinte:

- Shorts de ganga. De Verão.
- Uma camisolita baratuxa sem graça nenhuma.
- Blusão de ganga fininho, curto e mal acabado (a obsessão de muitas portuguesas por blusões e a sua incapacidade para usar casacos "à séria" já foi, aliás, discutida aqui).
- Botas de camurça demasiado apertadas, a cortar ao meio a barriga da perna.
- Collants transparentes,a  exibir os "presuntinhos" roxos de frio.

Muito bem, está dito. Eu sei que faço imensa troça dos calções, não porque não goste deles (gosto, e uso às vezes) mas porque a maioria das pessoas não os sabe vestir, oferecendo quadros ora cómicos, ora deploráveis. 
 A necessidade de chamar a atenção, concorrendo umas com as outras a ver quem mostra mais pele (ou mais gordurinhas) é tanta que se sobrepõe ao bom gosto, ao decoro, ao estilo e mesmo ao conforto. Só me resta dizer:  se fazem questão de exibir o traseiro, ao menos façam-no com classe! Há formas (e ocasiões)  de usar shorts - assim como mini saias -  sem fazer tristes figuras.

É fácil corrigir os erros dos visuais que vi hoje na rua:

- Para começar, calções exigem uma figura esguia e pernas elegantes. Lamento, mas quem tem extremidades muito fortes (ou demasiado musculadas) e um derrièrre volumoso terá de os usar com certas cautelas  ou passar sem eles.  É de notar que modelos mais soltos são sempre mais democráticos, e que os de cintura subida, não colados à perna, alongam a silhueta.



- A bainha dos calções deve terminar na parte mais magra da perna, e não realçar "coxas grossas" - isso resulta vulgar em qualquer uma.
                                         


- Não é impossível usar calções denim no Inverno, mas são muito mais difíceis de coordenar. Sinceramente?  É preferível reservá-los para a praia, passeios no campo ou festivais de Verão. 
Tecidos adequados ao frio (lã, tweed, fazenda) que sejam espessos e com boa caída são uma aposta segura e mais confortável.

                                               

- Quando se usa uma peça curta, há que fugir de tops duvidosos ou decotados: o ideal é optar por uma camisa, sweatshirt ou camisola em material nobre, bem modelada e de preferência, não exageradamente justa.

                                                 


- Um blazer de lã oversized, uma canadiana ligeiramente acima do joelho ou um casaco solto (de tweed, peles...) são os agasalhos ideais para contrabalançar os calções- equilibram a figura e substituem o ar "de stripper" por um visual composto, quentinho e bonitinho, que é muito mais sexy do que mostrar tudo por aí, a tiritar de frio e ainda por cima com uma roupa feia!


                       
- Se vai mostrar as pernas, não convém que o calçado as "corte" visualmente. As melhores opções são botins cavados q.b, botas longas (ver aqui os devidos cuidados) sapatos que não cubram demasiado o pé de modo a adelgaçar o tornozelo - sempre com saltos médios ou vá, razoáveis . Para as magrinhas de pernas compridas (principalmente para as meninas mais altas) o calçado raso é uma escolha elegante.
                                         





- E finalmente...na dúvida e no frio collants pretos, opacos, nunca nos deixam ficar mal.


                                           
Assim sim!

O casal perfeito‏


Lá em casa há discórdia de cada vez que Sex and the City é reposto, ou se fala em novo filme  - dada a automática desaprovação de um homem da família que acha a série uma depravação danada pontuada por muitos sapatos e farrapos que só põe as mulheres a pensar em disparates, a querer ser como elas e a viver em Nova Iorque (ou pior, a fingir que Lisboa é Nova Iorque) contraposta por esta  firme argumentação  da minha parte: 

a) a série é muitíssimo bem escrita/produzida, a fotografia é óptima e o figurino não se fala; um clássico, em suma.

b) embora espelhe algumas situações da vida real, é preciso ser muito desmiolada para cair no exercício deprimente de  levar aquilo a sério;

c) mau exemplo, mau exemplo é a falhada, bêbeda, galdéria e reconchuda Bridget Jones (se aquilo representa as mulheres, renego o meu género) ou a insuportável Anatomia de Grey, em que supostos profissionais de saúde perdem o tempo que deviam gastar a salvar vidas embrulhados uns com os outros no armário das vassouras; além de não se poder apreciar roupas porque andam todos de bata (quando a trazem vestida, vá) nunca vi uma fábrica de citações ordinarecas para raparigas atiradiças e desesperadas tão grande como Anatomia de Grey. Sem ofensa a quem gosta, a verdade é não conheço uma única rapariga carente e necessitada que não adore tal coisa. Ao menos Sex and the City é mais honesto.

d) Se  portuguesas com pouco mundo entenderam que por causa de Sex and the City haviam de ser muito "urbanas" e fazer "brunch" e comer maccarons, bom...a televisão americana não tem culpa da falta de sofisticação dos outros, não é?

Claro que há a velha questão, inevitável e assaz pirosa, de se pensar "eu sou como a Carrie" ou "eu queria ser como a Samantha", etc, porque como é óbvio as personagens estão escritas para terem aspectos com que todas as mulheres se identificam. 

Se quiser fazer esse exercício parvo, posso dizer que sou cínica/céptica/sarcástica como a Miranda, tenho a confiança da Samantha (e não me importava de ter uma amiga tão forte como ela, porque ser sempre o rochedo do grupo é muito cansativo) as questões de moda da Carrie e em tudo o resto, Charlotte é a minha preferida.
 

É a mais elegante, a mais refinada, uma rapariga tradicional, "das Regras"; e também é um bocadinho elitista, sem problemas em reconhecer os seus "critérios de admissão". Por isso sempre me entristeceu que ela se tivesse de conformar com outro final que não o conto de fadas que tinha idealizado. 

Torci para que o casamento com o príncipe perfeito, Trey, funcionasse: porque os casais bonitos, mesmo ficcionais, são uma prova da harmonia e beleza do universo. Como ela dizia, "o meu casamento é como uma Fendi falsa" - perfeito por fora, disfuncional por dentro. Trey tinha problemas no quarto e recusava-se a tratá-los ou admiti-los -  esperando mesmo que ela se resignasse a uma vida privada do amor conjugal "há tanto entre nós para além disso", dizia o marido perfeito, mas incompleto. O problema era fácil de resolver, mas ele não quis. Escolheu a saída fácil e ela teve de procurar a felicidade a que tinha direito em moldes menos...picture perfect.

Esse final sempre me incomodou, confesso: se Carrie conseguiu consertar Big, Charlotte tinha o mesmo direito. Quando se está tão perto da perfeição, arriscar tudo por causa de fraquezas que tinham solução, por questões que não valem nada,  é devastador. Ao menos na ficção, podiam criar finais felizes para casais lindos. Era o mínimo.

Wednesday, February 19, 2014

II Guerra Mundial: a tropa manda desenrascar...e estar bonita.

A frase "go through your wardrobe" não podia estar mais na moda nos tempos de crise que vivemos. 

Hábitos já esquecidos (ou segredos bem guardados das fashionistas e profissionais de Moda) como o uso da roupa vintage ou segunda mão, o DIY (do it yourself, vulgo costura ou modificação de peças) as trocas e a reutilização de tesouros ou mesmo truques de styling, alguns bastante exóticos, que permitem multiplicar os coordenados do guarda-roupa, tornaram-se mainstream. Antes de ir ao shopping, faz-se indoor shopping.

É natural que em fases de menor abundância se repensem os hábitos de consumo. A moda é um fenómeno social como qualquer outro, e dos mais permeáveis às convulsões da economia.

Mas a frase não é nova: "go through your wardrobe" era a palavra de ordem durante o esforço de guerra britânico  a partir de 1941, quando foi introduzido o (imaginem-se a passar por isto, meninas que não sobrevivem sem a visita semanal à Zara) racionamento de roupas. Medidas semelhantes foram implementadas noutros países europeus e as mulheres americanas não tardariam a seguir o exemplo.

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 E racionamento significa, como saberão, que mesmo tendo dinheiro não se pode comprar mais do que X, para garantir que todos têm direito à sua justa parte. Afinal, em tempo de guerra não se limpam armas: não só o transporte marítimo de bens estava condicionado como os têxteis eram necessários para fazer fardas e pára quedas; as próprias fábricas eram escaladas para produzir armamento e outros produtos de primeira necessidade. Por isso, recomendou-se às mulheres a máxima "make do and mend" (fazer chegar e consertar). Ou como se diz em bom português " a tropa manda desenrascar" - e as mulheres aplicaram-se à tarefa com ânimo patriótico... encorajadas por tutoriais como este:


      Todos os adultos recebiam um dado número de cupões por ano (o que permitia, mais ou menos, compor um, e só um, coordenado por pessoa). Para poupar material, os saltos dos sapatos só podiam ter no máximo 5 cm e os fatos de homem um determinado número de bolsos, por exemplo. E não falemos no sarilho que era calcular o tamanho certo das roupas para criança - o que fazia com que estas tivessem de passar de mão em mão entre os pequenos da mesma família à medida que deixavam de servir. O mesmo acontecia com vestidos de noiva ou de cerimónia, e sobretudo com as meias de seda. As calças ainda não eram tão banais como isso mas parecia mal andar de pernas nuas, por isso recorria-se a truques: a Max Factor inventou o primeiro autobronzeador, que dava a ilusão de meias, e pintava-se uma "costura" com eyeliner: eram as chamadas "meias da vitória".


                          
                              

 É claro que havia o mercado negro para os consumidores mais abastados, mas era arriscadíssimo. Porém, a escassez e o perigo não significava que as mulheres se empenhassem menos em estar bonitas - pelo contrário, era mesmo uma forma de resistência encorajada pelo governo para manter a moral elevada . Civis e militares eram incentivadas a usar maquilhagem - "put your best face forward" apesar de alguns cosméticos também estarem racionados. 
 Quando acontecia faltarem esses produtos, improvisava-se: talco em vez de pó de arroz e sumo de beterraba para substituir o bâton: um lipstain natural que durava todo o santo dia. Se não acreditam, tentem tirar uma mancha de beterraba...
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Apedrejem-me lá por isto, mas...

                                        

...em certos casos, ser ensaísta não se me afigura mais útil ou mais "profundo" que a nobre profissão, salvo seja, de socialite. Vacuidade por vacuidade, a segunda é mais honesta, tangível e despretensiosa. 

Isto ocorreu-me ao tentar ver um episódio de uma série que aprecio muito, mas desta feita sobre um livro super existencialista que-toda-a-gente-lê-porque-é-suposto-e-sai-nos-exames-mas-tem-vergonha-de-dizer-que-detestou (ou pelo menos, que não entende tanta histeria à volta da veneranda obra).

Vi o episódio, ou tentei ver - na tentativa de mudar a minha opinião, confesso. Tinha de haver algo de transcendente que me tivesse escapado naquela história de um rapaz que chega a uma terriola, diz meia dúzia de coisitas sobre o sentido da vida e da morte e com isso revoluciona tudo, põe toda a gente maluquinha: uns a matar, outros a morrer, outros a ver se morrem enquanto se interrogam furiosamente porquê. 

 Mas desenganei-me rapidamente porque os iluminadíssimos convidados, em vez de me esclarecer, se puseram com frases bonitas e assaz inúteis do estilo "a personagem não toca a música da partitura, toca a música da alma". Coisa subjectiva, no mínimo. E depois, zás: põem-se a dizer que tudo aquilo é tão subjectivo, ora muito obrigada. Cá para mim também não perceberam nada, mas deleitam-se com a oportunidade de conjecturar do alto do seu pedestal - olhem para mim, falo de uma forma que só os eleitos percebem. Pior do que o subjectivo autor, que ao menos produziu alguma coisa, só o ensaísta que faz vida de analisar tais sumidades.

Tenho para mim que as mentes realmente brilhantes possuem poder de síntese e são capazes de se explicar numa linguagem clara, incisiva, acessível à maioria - não precisam de se esconder atrás de palavras caras. Quem usa de rococós, de floreados, tem muito pouco a dizer.

Voltando às socialites, conheço algumas senhoras dessas com mais espírito, mais capacidade de alinhavar uma frase e certamente mais sentido prático do que muitos supostos intelectuais que se dedicam a fingir que pensam, que escrevem, que reflectem sobre as "visceralidades da alma". 

 E se calhar essas senhoras tão criticadas, as da velha guarda pelo menos, ainda fazem caridade - o que sempre aproveita mais a alguém do que intermináveis sermões e dissertações, carregadas de forma, pejadas de figuras de estilo e vazias de conteúdo que sirva para alguma coisa, mas tudo tão elaborado que ninguém se atreve a dizer " que grande parvoíce!" - ou como estou a imaginar que Eça de Queiroz diria, "o senhor é um asno! uma besta!" sem ficar na fama de mentecapto.

 Superficialidade por superficialidade, antes a que está à vista e se limita aos arrebiques, ao socializar de forma inofensiva com gente remotamente apresentável e ao não fazer descaradamente nenhum. Os pseudo intelectuais, os pseudo poetas, os pseudo estudiosos de coisa nenhuma fazem o mesmo, mas com roupas mais feias, bebidas mais reles e ar de mártires super politizados. De todos os snobismos, o da cultura é de facto o mais feio. 

Por incrível que pareça, há indivíduos assim:

                                  


Como o Frollo....


E o Amon Goeth:



Gostam de alguém, não querem admitir e quanto mais se importam, pior tratam o objecto das suas afeições. Não estou a dizer que o mandem assar na fogueira ou passem das palavras aos actos, mas o perfil psicológico não anda muito longe disto. Vê-se cada bad romance na vida real que é de uma pessoa se benzer. Ora, considerando que o Frollo é um fanático religioso (para não dizer um desenho animado) e o outro um nazi de primeira ordem, qual será a desculpa dos outros todos que pipocam por aí? Estou como a Britney Spears: a frase a guy like you should wear a warning aplica-se a muito boa gente.



O cabelo "azeiteiro" está na moda? Help.

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Não percebi o sururu com o (des)penteado molhado de Beyoncé na entrega dos  Grammys, muito menos os tutoriais que se espalharam por aí a ensinar a fazer tal trabalhinho- sim, porque *parece que* é preciso trabalho para ter aquele ar de quem saiu do duche a correr, pronta para deixar a cabeleira absorver toda a poeirada, poluição e porcaria que anda no ar. Blhec. A isto chama-se lavar o cabelo para o sujar de propósito.
Que querem? Tenho uma embirração tremenda com qualquer visual "de efeito molhado" - para raparigas e rapazes. Cristas à jogador da bola? Turn off imediato. Caracóis longos com montes de espuma visível, tipo cabelo de plástico - com espuma efeito molhado, ainda por cima? Hello, subúrbios carenciados. Juntem-lhe umas argolas grandes e temos um look moro-no-ghetto-e-não-gosto-de-tomar -banho. E os rabos de cavalo arrepiados, esticadinhos, colados à cabeça com montes de gel...efeito molhado? 
Não tenho nada contra um penteado do estilo "brushing do dia anterior" ou  "salto da cama" (na Brigitte Bardot resultava) em quem tem cabelo e palminho de cara para o aguentar; aceito que até há penteados que se fazem melhor de um dia para o outro. Mas com texturas secas e algum volume; com aspecto limpinho e compostinho. Cabelo com ar de sujo,  não há nada que salve. 

Tuesday, February 18, 2014

Espalhanço do dia.


Por vezes acontece-me ver algo de que gosto ou que me prende a atenção, não fazer mais caso do assunto e dali a nada, pimba: essa coisa/pessoa/circunstância aparece do nada e num ápice, está instalada na minha existência. Não sei como faço isto, juro, mas é um super poder que gostava dominar para usar só quando dá jeito.

 Há dias reparei nesta saia rodada em pele, usada por Olivia Palermo em Londres, e pensei "tão gira". Depois abafei a vontade de comprar uma porque sem que o tenha feito de propósito, o meu armário deve ter quase *ênfase no quase* tantas saias de couro como o de Olivia, todas lindíssimas, de cores e modelos diferentes. Certo, não tinha nenhuma de balão, mas até há um modelo amplo, vintage e francamente, esta não é uma peça-uniforme, que se use todos os dias. Tomara eu dar uso às que já para ali andam, etc. Depois, as que tenho visto são quase todas em napa - material que não é bem vindo cá em casa- e investir numa da Tibi (abaixo) não era uma prioridade, muito menos aconselhável. Paciência, não se pode usar tudo.
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 Mas o Universo pensou de outra maneira e hoje, quando fui toda contente buscar uns sapatos que tinha encomendado, eis que me aparece a saia mais bonita que eu já tinha visto - qual Tibi, qual carapuça, destas já não se fabricam. De pele macia, preto retinto, modelo New Look, cintura alta...e um preço completamente pateta. Filha única e milagre dos milagres, com uma cintura tão pequena que não vou precisar de lhe mexer. A senhora da loja com a técnica irresistível ai que bem que lhe fica, essa não serve a mais ninguém etc e a saia a luzir para mim ao preço de uma camisola e...eu não sou de ferro. 
 Valha-nos que apesar de serem peças de uso esporádico, saias e calças de pele são um clássico. Encontrar uma que nos fique a matar é um investimento para o resto da vida, por isso consideremos este um espalhanço sem consequências de maior.



Nunca cases com um escroque.

Se me perguntarem qual é o meu vestido longo perfeito para eventos de muita formalidade direi provavelmente, sem pensar duas vezes, "o vestido de Madame X".  Mas se falarmos de cores ricas, a minha selecção irá para a maravilha cor de fogo (criada, corrijam-me se estou errada, pela histórica House of Worth) que a socialite e autora nova iorquina Elizabeth Wharton Drexel usa neste retrato de Giovanni Boldini (1868). 
 A beleza da modelo, o primor e requinte do vestido, tudo sugere uma imagem de perfeição. Mas a pobre Elizabeth, que vivia numa gaiola dourada de privilégio e inocência, teve dois grandes desgostos: a morte do primeiro marido...e o segundo que lhe calhou em sorte.

Em 1901 Elizabeth, fragilizada pela viuvez, levava uma vida bastante retirada. Através de amigos comuns conheceu Harry Lehr - um daqueles alpinistas sociais a tempo inteiro que se dedicam à estranha arte de ser recebidos na melhor sociedade, vestir nas melhores casas e jantar nos melhores restaurantes sem gastar um cêntimo, graças às suas palhaçadas e encanto escroque. De nascimento humilde, com agudíssimos complexos de inferioridade e sem um tostão furado, Harry, "the Fun Maker" ficou conhecido por divertir, engraxar, venerar e ao mesmo tempo ressentir-se dos "The Four Hundred" (as únicas 400 "pessoas que interessavam na cidade"); agia de forma mais snob que os próprios snobes, tinha maneirismos ridículos mas como apesar de tudo era bem vindo nas casas mais distintas, havia quem se deixasse enganar pelos seus modos de bon vivant, tomando-o por um bom partido.

                                               
 Quando Harry conheceu Elizabeth, viu que tinha ali a vítima perfeita e não perdeu tempo a fazer-lhe a corte. Ela apaixonou-se e aceitou casar com ele...apenas para ouvir isto na noite de núpcias:


"Dear lady, do you really know so little of the world that you have never heard of people being married for their money, or did you imagine that your charms placed you above such a fate? I must tell you the unflattering truth that your money is your only asset in my eyes."

Acontece que a única mulher por quem Harry se interessava era a própria mãe (que precisava, aliás, de sustentar): teve mesmo a desfaçatez de a desenganar logo ali, dizendo que ela o repugnava. O casamento nunca foi consumado, mas durou 28 anos, até à morte do marido de fachada. Profundamente católica e presa às regras do seu tempo e do seu meio, Elizabeth não se atreveria ao divórcio: vingou-se escrevendo e tendo alguns casos amorosos. Quanto a Arthur, tudo lhe correu às mil maravilhas: sustentado até à morte pelo dinheiro da mulher, empreendia esforços titânicos para ser considerado o arbiter elegantiorum do seu círculo. Sem grande êxito, porém: a crème de la crème tolerava-o por gostar de rir das suas graçolas, mas sabia-lhe a crónica toda e nas costas, fazia questão de o desprezar ou mesmo de lhe dirigir piadas pouco lisonjeiras nos jornais. Tudo na vida é  ilusão e engano, lá dizia o Carlos da Maia.



Monday, February 17, 2014

Mr. Miyagi dixit: raízes profundas




"If root's strongtree survive"


Apesar de gostar de artes marciais desde que me lembro de ser gente, o franchising Karate Kid nunca me disse muito ( no entanto, achava a Tamlyn Tomita lindíssima). Mas no fim de semana, quando fazia zapping para encontrar um filme engraçado, reparei na frase se as raízes forem fortes, a árvore sobrevive.
 E é verdade. Se uma família está consciente das suas raízes, se se apoia no passado e na tradição para olhar para o futuro, permanece unida e o seu legado não se perderá completamente, por muito madrasta que a Fortuna seja. Com um País, passa-se o mesmo. 
Connosco, outro tanto: quem sabe quem é, conhece o seu valor e não se deixa abater pela adversidade ou por opiniões irrelevantes.
 Mas é nos relacionamentos que a metáfora é mais válida: se as raízes entre duas pessoas são fortes e profundas, não importa que os ramos ou as folhas sofram, que o terreno (neste caso, as circunstâncias) não seja o ideal, que a água seja insuficiente - os golpes, as rupturas, os danos não alteram o mais importante, e a "árvore" desabrocha mesmo no local mais inóspito, exposta a todas as intempéries. 
 As ligações que não deixam marca são como flores de estufa: precisam de ser constantemente regadas, protegidas, paparicadas. São muito bonitas mas não têm significado porque é necessário tocar-lhes com pinças, pisar ovos, levá-las à loja para que sejam tratadas, falar-lhes com jeitinho, implorar que não murchem, esconder o que realmente somos para que sobrevivam. Fenecem à primeira contrariedade e não há nada que as ressuscite. 

Mas uma árvore forte revive depois do pior incêndio. Mesmo que no início não pareça uma beleza, é uma questão de tempo até se lançar orgulhosamente para o alto. Não sei quanto a vós, mas eu nunca gostei de flores de estufa: prefiro raízes profundas, mesmo que estejam sujeitas a ficar um pouco chamuscadas...








Coisas que me deixam inexplicavelmente bem disposta.

                                                   

Nunca fui grande fã de desportos de Inverno; talvez porque não têm muita expressão cá - ou porque embora goste de "ir à neve" a ideia afigura-se-me sempre um bocadinho assim: uííí, já desci, tão lindo, vamos outra vez, o que ao fim de um bocado se torna algo repetitivo e porque a ideia de branco, branco, branco até onde a vista alcança me aflige- se estiver numa paisagem onde não haja mais nada para fazer senão escorregar na neve, bem entendido. Numa cidade, ou se houver uma agenda social que me permita usar casacos e vestidos bonitos (e fazer os percursos num magnífico trenó, com um deslumbrante casaco/capa estilo Rainha das Neves, isso sim!) já sou capaz de achar graça. Manias.
 No entanto, sempre tive alguma pena de não haver muitas ocasiões de patinar no gelo. Era algo que me via a fazer, se se tivesse proporcionado, muito por culpa da avó que às vezes se sentava comigo na saleta a ver as competições de patinagem artística. Um desporto que mistura movimentos de ballet, auto-domínio, moda, glamour e música tem definitivamente algo a ver comigo. Dançar deslizando por ali fora, sem peso nos pés, deve ser uma sensação de liberdade incrível.


 Isto para dizer que fiquei absolutamente siderada pela prestação avant garde deste rapaz. Para além de ter uma abordagem totalmente vogue à sua arte, não parece humano - antes uma fada ou um diabrete, uma personagem de Shakespeare ou uma sílfide, com uma pitada de toureiro e de artista marcial, tudo ao mesmo tempo. Há muito tempo que não via uma performance artística de qualquer tipo que me prendesse tanto a atenção. Haverá quem não fique fã das suas escolhas musicais - eu que não sigo exactamente Lady Gaga acho Bad Romance uma das canções pop mais comoventes da década, e...bem, o melhor é mesmo cada um julgar por si.



 Elevou-me o espírito e só me apetecia juntar-me a ele a rodopiar por ali fora (isto fantasiando, porque já não me equilibro em patins há séculos e decerto não ia ser fácil manter níveis mínimos de graciosidade, mas sonhar não custa, certo?).

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