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Saturday, August 9, 2014

As coisas que eu ouço: redondinha e com orgulho.


Ouvido hoje no mercado ( acho que todos as bloggers deviam visitar feiras e mercados; arranja-se belíssimo material se mantivermos as orelhas arrebitadas).
  Uma senhora redonda como uma bola, sentadita na sua banca,  descrevia o "lindo vestido sem costas e cheio de folhos" que levou ao casório da filha. 
 Não tenho nada contra a autoconfiança alheia - more power to you, minha senhora - mas aquilo era muito disparate junto numa frase: Misericódia, as costas da pobre mulher davam para passar lençóis a ferro ou para rebater toda a maledicência de quantas comadres há; depois, um casamento NÃO é o local certo para levar uma fatiota assim tão descascada, principalmente a mãe da noiva que ainda por cima já não ia para nova. Tantos vestidos bonitos que uma senhora gordinha pode usar sem escândalo e dá-lhes para isto....

 Vi qualquer coisa que me interessava mais adiante e segui. Dali a nada passei por lá de novo, que nestas coisas dá-se sempre voltas, e a senhora lá continuava com a sua t-shirt de cava americana e leggings, desta feita a  debater petiscos e receitas, tão ingénua e tão contente que não parecia precisar da ajuda de uma stylist rigorosa, ou de um nutricionista capaz, ou de um personal trainer para rigorosamente nada.

 Then again, cada um é feliz à sua maneira. Por vezes penso cá com os meus botões que se a ignorância é uma bênção, a sem noção (da harmonia estética, pelo menos) não o será também...

Friday, August 8, 2014

Mestre Sun Tzu dixit: acorda, papa açorda.

Takeshi Kaneshiro

À minha cabeceira há sempre as duas Artes da Guerra: a de Maquiavel (no mesmo volume de O Príncipe)  e a de Sun Tzu. E se o sábio italiano frisou bem que nenhuma guerra pode ser adiada sem vantagem para o inimigo e que a sorte favorece os audazes, 2000 anos antes o general chinês já avisava:

"A pressa pode ser má conselheira, mas nunca vi demora que fosse prudente".

É errado querer tudo para ontem, sem respeitar o ritmo dos outros nem olhar ao desenvolvimento natural das circunstâncias. Roma e Pavia não se fizeram num dia e a ansiedade, o facilitismo, são apanágio de gente chata, sem noção... e amiúde frustrada, pois depressa e bem não há quem.

 Mas o contrário é igualmente mau. Adiar, deixar para amanhã, para o mês que vem, para o Dia de S. Nunca, para a semana dos nove dias; ter rodeios, patinar na maionese, enrolar, não ser claro nas intenções nem nos actos, acobardar-se, andar para trás e para a frente, mudar de ideias, procrastinar ad aeternum...são hábitos que numa guerra deixam as tropas desesperadas e em qualquer outra circunstância conduzem inevitavelmente ao fracasso, a mal entendidos, à monotonia, ao desânimo, a brechas e ao esmorecimento das melhores ideias ou dos projectos mais promissores. Amanhã Deus dará e o destino a Deus pertence...mas não exageremos. Uma coisa é ser prudente, outra coisa é ser paspalho. Ou ser papa açorda e depois queixar-se da sorte. Os mestres bem avisam...


Resposta torta express #1: brejeirices não se desculpam.




Ontem vi nas redes sociais uma frase pequenina que resume  o "miolo" de um dos temas que têm sido abordados por aqui. 

"Não é a roupa que faz o carácter; é o carácter que faz a roupa".

É que falando curto e claríssimo quem tem gosto, verguenza na cara e não se sente confortável com atenção indesejada/piropos desagradáveis...nem morta seria apanhada vestida como a Rihanna no meio da rua. Da próxima vez que um desses "homens feministas" ou mulheres muito descontraídas vierem desculpar a vergonha alheia que não se importavam de cometer com o argumento do "hábito não faz o monge",  ou dizer a frase-que-dá-náuseas- mas-devia-era- dar-pelourinho " o que é bom e para se ver"  já há resposta pronta sem perder muito latim a debater o indiscutível.
 É que gente séria e honrada não gosta de certas coisas nem as defende; não há cá áreas cinzentas nem necessidade de perder demasiada energia a tentar corrigir essas pessoas na vã esperança de as modificar. Cumpre-se o dever moral de as avisar e depois dedica-se atenção apenas às pessoas de pensar limpo e de bom gosto com quem é saudável conviver...





Thursday, August 7, 2014

Momento "nem eu entendo as mulheres" do dia.


É que há algumas que nunca estão satisfeitas.

Ouvindo muitas mães queixarem-se de que só há roupa interior sem graça no mercado para quem acabou de ter filhos, a lindíssima e sempre impecável Dita Von Teese, a mulher que mais perceberá de lingerie à face do planeta (se considerarmos o conhecimento de causa) desenhou uma colecção-cápsula de roupa interior para mamãs

  A linha serve basicamente a premissa "lá porque uma mulher teve um filho não tem de se resumir a roupa interior com cara de hospital" ou "só porque se pôs uma criança no mundo e se está com o corpo dorido não quer dizer que não se possa estar linda", apresentando soutiens para amamentação e cintas modeladoras em versão luxuosa.


 Falando superficialmente, eu acho muito boa ideia. Qualquer menina ou senhora, mesmo antes de pensar em ter filhos, sabe (ou deve saber) que uma mulher jamais pode deixar a beleza e feminilidade de lado -  mesmo, ou especialmente, numa fase que pode ser de grande felicidade, mas menos lisonjeira para a auto estima. 
  Convém que a cada segundo se combata a infernal tentação, que assalta muitas recém mamãs, de esquecer o seu lado mulher e esposa para passar a assumir-se redutoramente como "uma mãe". 

 Foi algo que as mulheres da família sempre me martelaram aos ouvidos; não quer dizer que todas tenham de recuperar a figura a velocidade de Hollywood, não quer dizer que valores mais altos não se levantem durante os primeiros tempos, mas o desleixo é fatal para a beleza e para a felicidade conjugal. 

   Ora, se as cintas são imprescindíveis para devolver tudo ao seu lugar, sempre há-de ser mais motivador vestir uma cinta bonita do que uma com cara de ligadura. 

 Conheço mais casos do que gostaria de mulheres que entraram em modo "super mãe" e prolongaram esse péssimo hábito muito além das primeiras semanas, muito além dos meses de amamentação, muito além do razoável: ou porque o pequeno dorme mal e passam a ficar no quarto da criança, ou a não se embelezar porque não têm tempo para nada, ou porque o bebé lhes suja a roupa toda, ou a deixar-se engordar porque "é mesmo assim". Até pode ser mesmo assim (e nós, mulheres, vimos programadas com uma enorme capacidade de sacrifício a contar com isso mesmo) mas a disciplina não pode ser deixada de parte porque o preço é demasiado alto. Para o espelho e para a vida amorosa.

 Depois os homens zangam-se, não sem uma certa razão, porque uma coisa é serem cooperantes e compreensivos (que é a sua sagrada obrigação) outra é casar com uma mulher e sair-lhes outra. E depois Aqui D´El Rei, que não sei que bicho mordeu ao meu marido.


 Ora, a colecção de Dita Von Teese não foi lá muito bem recebida por algumas mães, por motivos que até são plausíveis...e por outros que nem por isso. E "é óbvio que a Dita nunca foi mãe" é a desculpa número um. 

Como de costume, há muitas ideias New Age e feminismos parvos a preencher colunas de jornal...

- Algumas alegam que a última coisa que lhes apetece ver à frente é soutiens com rendinhas, porque a pele está muito dorida: isto até se entende, embora haja rendinhas que arranham (e essas nunca se devem usar, quanto mais em casos desses) e rendas macias. É de esperar que um soutien de amamentação seja extra fofinho. Suponho que este seja- é o mínimo - e além disso, não só um dia não são dias (pode sempre usar-se algo mais bonito em ocasiões especiais) como a amamentação é um processo longo, pelo que não se estará sempre no mesmo grau de intolerância às rendinhas, eu acho.

- Outras dizem "a última coisa que eu quero é parecer sexy - tomara eu que o meu marido me deixe em paz!!" - ah, cuidado com o que pedes, lá diz o ditado. O cavalheiro pode mesmo fazer-lhes a vontade . Então vai de se porem o mais feias possível? Boa receita para criar um filho sozinha. E depois nem é uma questão de parecer sexy, é uma questão de parecer BONITA, feminina,quanto mais não seja para lhe mostrar que a espera vai valer a pena. O romance é algo permanente, não se destina só ao imediato. Mas estas senhoras não aprenderam nada?

- E ainda há as forretas que dizem que rondando cada soutien os 40 euros (não é muito barato, mas é o preço de uma peça do género na maioria das marcas médias) que a promoção compre 4, oferecemos o 5º é um disparate, porque nenhuma mulher precisa de tanto soutien. Calma lá, precisa sim, especialmente destes que se sujam muito mais com leite e cremes hidratantes  e ADN de bebé, logo precisam de maiores cuidados de limpeza e se estragam mais depressa. Estas senhoras além de tudo acham que a maternidade confere o direito sagrado de andar por aí "perfumada" de leite azedo e com a lingerie manchada? Ah, e esperam que o pai da criança seja um amor e ature isso tudo...pois.

Moral da história: ou há mulheres que foram muito mal educadas em casa, ou as hormonas dão-lhes mesmo volta ao juízo. Sempre disse que quem vai ser mãe precisa de um companheiro super firme e sensato, e de amigas e familiares extra firmes e sensatos que não as deixem fazer parvoíces...



Wednesday, August 6, 2014

A carteira da nossa vida é como o amor da dita cuja: exaspera.


Lembram-se das 10 carteiras essenciais para qualquer mulher? Pois bem, se quiséssemos ser extra espartanas e reduzir a lista a duas e apenas duas (está- bem- abelha... mas façam lá o esforço de imaginar) eu recomendaria que se tivesse um bom saco a tiracolo (Lancel, de preferência!) e o item nº 6: a carteira média com corrente - uma Chanel 2.55 maiorzinha, ou um modelo similar de pele boa.
 É que a carteirinha presta-se a tudo: vai do dia à noite sem fazer má figura, permite encafifar lá dentro uma quantidade razoável de coisas imprescindíveis sem rebentar nem dar cabo dos ombros (graças ao seu desenho equilibrado) usa-se lindamente com jeans ou vestido de noite, é um ai Jesus.

 Encontrar o exemplar certo pode ser um desafio e por vezes compramos várias até chegar "à carteira". Aquela que não dispensamos e nunca desilude. Que dá óptimo ar instantaneamente mesmo à toilette mais simplória. Por causa disso, tenho umas quantas do género. 

Mas embora todas se pareçam e goste muito de cada uma delas, volto sempre à mesma. Olho para a estante das carteiras-médias-versáteis-com-correntinha mas se A CARTEIRA estiver à mão e a postos, é essa que vai.

E gostar tanto dela pode ser frustrante. Porque se se estraga irremediavelmente, a roubam ou a perdemos é um desgosto: mesmo que remotamente se encontre uma 100% igual, já não estará "amassada" e moldada à nossa maneira. Mas também porque irrita ter tantas opções, fazer voto de as usar mas fugir-nos sempre a mão para aquela. Pode não ser perfeita - há sempre qualquer coisita a precisar de arranjo ou manutenção -  mas se calhar não a trocaríamos nem por uma Chanel novinha em folha.
  
 A carteira da nossa vida é como o amor da dita cuja: é preciso enganar-se algumas vezes para lá chegar, e é uma fonte de alegrias...mas também de arrelias, porque gostar demasiado do que quer que seja é uma complicação. Há o constante receio da perda e embora nada nem ninguém seja insubstituível, sabe-se que não seria bem a mesma coisa. E pode não ser uma perfeição suprema, mas fugimos sempre para lá. 

 Seria um bocado tolo chamar ao mais que tudo "minha carteirinha 2.55" mas não deixa de ser verdade. Em todo o caso, antes isso do que "môr" ou coisa que o valha...






Tuesday, August 5, 2014

8 cosméticos de que toda a rapariga precisa (mesmo que ainda não saiba)


Embora as casas de cosmética divulguem novidades todos os meses, tentando viciar-nos na última-fórmula-imprescindível-sem-a-qual-vivíamos-lindamente-até-aqui, uma mulher experiente na matéria sabe que a sua mesa de maquilhagem não precisa de abarrotar de coisas- ou pelo menos de coisas novas que não sabe muito bem para que servem. Pessoalmente o meu toucador está mais preenchido do que seria aconselhável, mas quase tudo são produtos testados e aprovados que se compram em quantidade, não vão as marcas lembrar-se *mais uma vez* de os descontinuar de um momento para o outro.

 Se ainda não encontraram as vossas versões insubstituíveis destes 8 produtos (ou não costumam usar alguns deles) recomenda-se que os incluam rapidamente na vossa lista de compras.

1- Uma base de confiança

Uso: diário.

Líquida, em creme, stick, etc...(e quem diz base, diz BB ou CC Cream). Podemos ter várias e mais não sei quantos correctores, primers, pós e assim por diante mas todas precisamos da panaceia que tem a cor certa, a textura ideal, a cobertura que se adapta a nós e que dá à pele um ar tratado e dispendioso em menos de um minuto. Quando se está muito limitada em termos de tonalidades e tolerância como eu, encontrar o fond de teint ideal pode ser uma carga de trabalhos. Neste momento gosto muitíssimo da base mate da Catrice, da mousse da Essence e do BB Cream pálido da Sleek, que nunca falham.

2- Uma boa sombra bege (e uma restante paleta fiável)

Uso: frequente.

...acreditem, não é tão fácil encontrá-la como parece. É certo que actualmente há sombras em lápis ou creme, supostamente mais fáceis de usar, mas nada substitui a velhinha sombra compacta! 
A sombra de um tom equivalente ou ligeiramente mais claro que a nossa pele, mate (ou seja, sem qualquer nacarado)  bem pigmentada e fácil de espalhar é um básico para muitas maquilhagens de olhos - do smokey eye a desenhos mais sofisticados. Durante anos fui fiel à baratíssima e muito eficaz Constance Carroll, que nenhuma sombra toda pipi conseguiu substituir...actualmente, como essa marca se tornou complicada de encontrar fora do Reino Unido,  gosto de uma da Catrice e vou usando outras de marcas profissionais ou de perfumaria, sem destaque especial. 
  Paletas de tons nude (do bege ao preto) e outra de cores vivas (para quem gosta de inventar) também são essenciais. Muita gente não se lembra que pode usar a sombra (preta, castanha escura, antracite...) como eyeliner ou kajal, aplicando-a com um pincel fino ou de esfumar pequeno. É mais natural e durável. 

3- Bons pincéis

Uso: diário.

 Podemos usar a maquilhagem mais luxuosa, mas sem pincéis e esponjas de qualidade não há habilidade que valha. Recentemente começaram a surgir opções muito acessíveis, como a Gosh ou a Ubu, que têm pincéis óptimos e são uma alternativa, quanto mais não seja para nos libertar do "pânico de perder um pincelinho que custou os olhos da cara".

4- Óleos mágicos

Uso: diário/ocasional

Baratinhos, baratinhos e valem um cavalo na guerra. As nossas avós já sabiam estes truques, mas  actualmente...muita gente se esquece deles ou compra cosméticos caríssimos à base dos mesmos ingredientes (que pouco mais adiantam) para fazer o mesmo efeito. O óleo de amêndoas doces é fabuloso para retirar toda a maquilhagem sem agredir mesmo a pele ou olhos mais sensíveis - been there, done that. Basta limpar o excesso e finalizar com água de rosas, água termal ou o tónico do costume. Além de deixar a pele hidratada, com o uso continuado ajuda-a a expulsar as impurezas. Há quem utilize óleo de camélia ou de alperce com o mesmo fim, mas ambos são mais difíceis de encontrar. Isto é um dos usos possíveis, mas serve para muito mais coisas.
 Já o óleo de rícino convém usá-lo nas unhas, nas pestanas com frequência para impedir que enfraqueçam (e ajudá-las a crescer espessas) para fortalecer as sobrancelhas e corrigir asneiras nas ditas ou como máscara para o cabelo: fortalece, ajuda-o a crescer mais depressa e dá um brilho polido lindíssimo. É um bocadinho pegajoso, mas retira-se bem e vale o sacrifício.

4 - Blush natural

Uso: frequente.

Um toque de blush em pó bem aplicado dá um charme enorme, mas sou-vos honesta: é muito fácil pintar-se sob a luz errada e sair por aí corada demais. As versões em creme/ stick (a Kiko, Burberry ou Basics/Clarel têm uns laranjas lindíssimos) ou tinta, como o famoso Benetint da Benefit ou a Blush Tint da Catrice (que é basicamente a mesma coisa) dão o rosadinho que se quer mesmo às mais trapalhonas. 


5- Trio para fazer beicinho

Uso: frequente.

Eu não passo sem bâton - principalmente encarnado ou laranja - mas recomendo que o acompanhem com um bom lip stain (que poupa a maçada do delineador tradicional, dá uma boa base de cor e dura 24 horas) e um gloss volumizador (lip plump). Nas meninas de lábios cheios, realça essa característica e nas de lábios mais finos dá aquele ooomph que falta. Mas não é tudo: como activa a circulação, ajuda a manter a juventude da boca e a ressaltar o seu colorido natural.

6 - Uma boa máscara de pestanas

Uso: diário

Por mais que inventem visuais que não realçam as pestanas, acho que isso nunca vai pegar...todas precisamos de uma máscara à prova de bala e de borrões. Embora se inventem novas constantemente, a melhor opção são sempre as de volume (que também alongam e fazem tudo o resto).

7 - Um desmaquilhante expresso...e toalhitas desmaquilhantes

Uso: diário

Ninguém se pode dizer livre de pecados de beleza, mas dormir maquilhada é tão incómodo que não sei como ainda há pessoas que o fazem!
  Porém, como ninguém gosta de sofrer (nem de arrancar pestanas) os melhores são os que têm algum óleo na composição, para fazer o frete um ápice. Estou encantada com o da Essence que se pode usar sem dó e que retira até tatuagens (bom, quase). A água micelar é outra moda recente que funciona bem em peles sensíveis (usei a da Diadermine e gostei; fórmula inócua para peles reactivas).
 Já as toalhitas não é indicado usá-las constantemente: ninguém me convence que limpam com a profundidade desejada ou que deixar os resíduos do produto na pele seja boa ideia, mas em SOS depois de um longo serão, ou para ter no toucador enquanto se maquilha e remediar estragos/borrões não há nada melhor. A Garnier, a Primark e a My Label (com óleo de amêndoas doces) têm toalhitas óptimas por um preço ridículo.

8-Água termal

Uso: frequente/ diário

Para finalizar a limpeza, acalmar pele reactiva, para os dias em que se sente a cara a repuxar e usar tónico não parece boa ideia ou em que se apanhou demasiado sol...bom, para quase tudo. Uma pele frágil só tem a ganhar com o uso de água termal.  As melhores são as da Vichy ou Evian - esta última vê-se pouco por cá em spray, mas já encontrei nas lojas Fabio Lucci (que às vezes vende também outras marcas francesas em latas enormes, boas para levar para a praia e abusar como se não houvesse amanhã!).



Isabel, uma Imperatriz portuguesa - e linda.

Retrato de Ticiano, pintado 9 anos após a morte da Imperatriz
Nestes tempos em que a História de Portugal não tem nos currículos escolares o peso que deveria, muita gente não recordará duas Imperatrizes portuguesas - e como a segunda, Isabel (1503-1539) foi uma belíssima, amada e ditosa Imperatriz.

 Eu própria, tendo um blog com este nome, já me devia ter lembrado de dizer alguma coisa sobre Dona Isabel de Portugal- especialmente considerando que ela era filha e neta de alguns dos meus monarcas preferidos: D. Manuel I de Portugal e os Reis Católicos.

                                                            Isabella Lusitana Imperatrix

Começando por aí, Isabel de Portugal, Imperatriz do Sacro Império Romano-Germânico, não tinha  a quem sair feia e muito menos tola (bom, se pusermos de parte a sua tia Joana, a Louca, mas essa ensandeceu de ciúmes pelo lindíssimo marido que lhe coube em sorte; antes tudo indica que era uma moça sã e escorreita e além disso a "nossa" Isabel foi bem mais feliz ao amor, como veremos). 
  O seu pai, o Senhor D. Manuel I, foi um dos nossos mais formosos reis, e por via materna a beleza das mulheres daquela família era bem conhecida: Catarina de Aragão era uma bonequinha ruiva quando casou com Henrique VIII (além de muito culta) e Joana era uma beleza antes de perder o juízo. A mãe de Isabel, Maria de Aragão e Castela, foi a segunda filha dos Reis Católicos com quem El-Rei O Venturoso casou, e a história provaria que ele era muitíssimo sensível à beleza quando se tratava de escolher mulher...

 Mas voltemos a Isabel. Com 22 anos contraiu matrimónio, como fora decidido por El-Rei seu pai, com Carlos I, seu primo direito (e futuro Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico). Não só ele viria a ser o maior Senhor da Cristandade como era um belo cavalheiro de 25 anos, com tudo para agradar a uma jovem noiva.


A união foi felicíssima- o primo Carlos rejeitara a filha de Henrique VIII (e prima de Isabel) Maria, em prol de Isabel, e não deu por mal empregada a escolha: apaixonaram-se à primeira vista e a dizem que a Lua de Mel só acabou com a morte de Isabel, 14 anos depois. 

Embora os deveres do Imperador o afastassem amiúde dos braços da mulher, a paixão dos dois não diminuía e de cada vez que se reuniam, a Imperatriz ficava de esperanças: ao todo tiveram três filhos que vingaram. O primeiro selo de um casamento tão afortunado foi um primogénito varão, o que deixou o marido louco de alegria, como é de imaginar: o futuro Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal) que receberia da mãe um grande amor à pátria Lusitana. (Diz-se que aquando do nascimento deste, a Imperatriz se recusou a mostrar dor durante o parto, dizendo estoicamente "morrerei mas não gritarei!").

Não só Dona Isabel era uma de uma beleza intemporal, como correspondia ao ideal da época, física - a "mais bela mulher daquele tempo"-  e intelectualmente. Tinha a pele clara, os traços finos e os cabelos acobreados tão à moda, mas fora também criada no esplendor de uma das cortes mais ricas e cultas da Europa, o que implicava  receber uma educação humanista esmerada, de preceptores portugueses e espanhóis. Possuía uma vasta biblioteca de livros piedosos e romances de cavalaria, além de falar muito bem latim. Logo, embora preferisse não se  ocupar de política, estando o marido ocupado em diversas campanhas militares e acções em defesa da Igreja Católica, ela agiu duas vezes como regente por longos períodos.

A sua morte, em consequência do último parto, precipitou o marido amantíssimo num luto profundo: tal como se isolara com ela nos primeiros tempos de casamento, fechava-se agora no Convento de S. Justo a contemplar o retrato da Imperatriz horas esquecidas.

  Diz a lenda que o Duque de Gandia, o futuro S. Francisco Borgia (bisneto de Alexandre VI, nem mais) e que fora casado com uma dama portuguesa,  ficou de tal forma abalado ao contemplar o cadáver de Dona Isabel e os estragos que a morte causara numa mulher tão deslumbrante que jurou nunca mais servir senhor que pudesse morrer, vindo mais tarde a tornar-se Santo.

 Louvada pelos seus contemporâneos pela beleza,honestidade, modéstia, inteligência e segundo Damião de Gois, por ser "muito elevada de pensamentos e isenta da sua condição", Gil Vicente eternizou-a, aquando do seu casamento, com a cantiga seguinte:


Par deos, bê andou Castela, 
pois tem Raynha tam bela. 
Muyto bem andou Castela 
& todos os Castelhanos, 
pois tem Raynha tam bela, 
Senhora delos Romanos. 
Par deos, bem andou Castela 
com toda sua Espanha, 
pois tem Rainha tão bela, 
emperatriz Dalemanha.”


Ave Isabella Imperatrix, diria eu. Com tão bons exemplos para as meninas portuguesas, é uma pena que não se fale nisto nos bancos da escola...









Monday, August 4, 2014

Momento National Geographic: só no Correio da Manhã.



As "meninas da página 3" existem um pouco por todo o lado há muitos anos, mas tenho para mim que por estas bandas, olá...nem o Brasil nos leva a palma em descalabro. Já avisava Eça de Queiroz: em Portugal, copiam-se e exageram-se as modas até à caricatura.

 Vi isto na padaria (diz muito de nós que jornais com tais conteúdos sejam deixados assim ao Deus-dará e ao alcance das crianças para lhes corromper as ideias) e tive de registar a imagem, fazendo a óbvia censura ao resto do figurino porque isto de conceder na descida de padrões é um bocadinho um dia, mais um bocadinho noutro e daí ao desconchavo completo não custa nada. 

   Nem reparei em que página estava, mas chamemos-lhe página 3 porque é a página-em-que-as-leitoras-mais-atrevidas-ganham-cinco-minutos-de-fama-antes-de-acabar-a-forrar-estantes-de-batatas.
  De qualquer forma nem preciso de mostrar o resto, pois 
adivinha-se...interessa-me apenas traçar a relação (que urge os antroplólogos estudarem) entre brejeirice (ou ousadia, como agora se chama) e todos os clichés da aldeola ou do subúrbio.

 É que reparem, a protagonista em causa (com a maioria das suas irmãs de jornal) é dotada de todas as características que identificam, de imediato, um certo género.

Por certo género, entendam-se as  nativas dos salões de nails do bairro, das discotecas de kizomba e danças latinas, dos retratos indecentes com 500 likes no Facebook, das boutiques de esquina onde se vende uma quantidade impressionante de vestidos de lycra e nas quais a dona adora dizer "o que é bom é para se ver" e bizarrias do género (a ver se impinge mais um modelito para a Senhora Felismina da mercearia oferecer à filha, a Silvaninha Carina, que é uma rapariga muito prendada, rainha da bachata, estudante nas horas vagas e exímia a colocar extensões de cabelo) do tuning e dos ginásios manhosos onde se faz tudo - aumentar glúteos, expandir coxas até ao infinito, ter casos com o Carlão e o Tójó - menos secar gordurinhas e melhorar a postura. 

 Cabelo preto graxa? Check! 

Brincos gigantescos e bijutaria que Deus a dá? Check!

Makeup em três passos que consiste em eyeliner estilo Cleópatra alcoolizada, base escuríssima e bâton cor de zombie? Check

Não sei como as universidades não se debruçam sobre isto -  um estudo sociológico era o mínimo - mas como sou um amor dou já umas pistas: estes visuais, estes comportamentos, são uma mistura entre influências brasileiras da favela e padrões estéticos dos guetos americanos que de repente ficaram mainstream, estilo Jersey Shore ou este pavor aqui. Ou seja, tudo coisas muito edificantes para as raparigas portuguesas...

 Mas a cereja em cima do bolo vem com o discurso muito humilde e muito ingénuo da rapariguinha, benza-a Deus:



"Os homens metem-se muito comigo, tenho o meu valor". Ora aí está um discurso de muito valor, que eu não sabia que o valor de uma mulher se media assim, às primeiras vistas e consoante o tamanhinho da saia ou o diâmetro da perna. Nem sonhava que os caramelos que atiram piropos na rua eram assim dotados de poderes telepáticos, que conseguem avaliar uma mulher de valor apesar de ela estar vestida como uma boneca de feira. Muito me ensina o Correio da Manhã. E esta?





As aparências contam, sim senhor.


Podem enganar, mas contam. Disse Oscar Wilde e muito bem "só pessoas muito superficiais não julgam pelas aparências". Quem é observador e faz uso dos seus neurónios tira os retratos robot às pessoas com quem se relaciona, e usa essa informação a seu favor. Os especialistas em recursos humanos são peritos nisso, e muitos grandes homens de negócios se vangloriam de reconhecer as pessoas pelos primeiros sinais.

O Papa Pio XII, que dirigiu um interessante discurso ao Congresso Latino de Alta Costura, abordando os "Problemas Morais no Design de Moda" (1957), afirmava que "homem pensa com a roupa que veste”.
    
Se há coisa que me aborrece é ouvir "não julgues as pessoas pela forma como se vestem!".  Mais uma vez arrisco dizer, com base no que tenho visto, que só quem simpatiza com os desvios dos outros (e é capaz de fazer outro tanto) é que se sente incomodado com esse julgamento. É preciso um malandro para defender outro.

 Claro que não é sensato formar toda uma opinião, inflexível e escrita na pedra, com base apenas no visual alheio (ou pelo menos, com uma única observação) mas todos, sem excepção, transmitimos alguma coisa através da forma como nos apresentamos. 

Nos dias que correm, dificilmente alguém usa algo com que não se identifique de todo.

E se essa imagem não é transmitida intencionalmente, a pessoa que o faz é muito ingénua ou carece de orientação. É feio julgar as pessoas por coisas que não são culpa sua,  escolha sua - ou por erros a que qualquer um está sujeito. Tudo o resto...o que é consciente, voluntário e repetido, é passível de ser avaliado pelos demais.

Em marketing diz-se muito "construa a imagem que quer mostrar ao mundo, ou os outros hão-de encarregar-se disso". A roupa, o penteado, a escolha do automóvel mais ou menos discreto, a linguagem, a pronúncia, os lugares que se frequentam, os hábitos...as coisas que - dentro das posses de cada um - escolhemos, aprovamos ou toleramos dizem muito de nós. Um punk é punk porque quer, e não pode ofender-se se o classificarem como tal. Se formos para a rua vestidos de polícia, é natural que nos chamem para acudir a um assalto, e pouco adianta explicar "eu não sou polícia, só estou vestida assim" - quem vê, julga e confunde. 

Logo, aplica-se o velho ditado "quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele". Quem não quer passar por desleixado, por ter uma moral questionável ou por marginal,  não pode
 vestir-se como tal e esperar ser tratado de forma diferente. O que usamos provoca reacções nos outros, logo convém que inspire respeito, admiração e. a atrair atenção, que seja pela positiva.

 Também ouço muito a desculpa esfarrapada "nem toda a gente tem dinheiro para se vestir bem". Ora, felizmente nunca foi tão barato vestir como hoje. Nem toda a gente terá os meios (e a capacidade de os aplicar, que também conta) para comprar peças griffée, mas primeiro, usar roupa caríssima não equivale necessariamente a "vestir bem";  segundo, as roupas reduzidas ou feias não são mais baratas do que quaisquer outras. É uma questão de atenção e de ter gosto - ou de o cultivar porque isso também se aprende.

 Alguns poderão invocar ainda a questão da liberdade: que em democracia cada um veste o que quer, e que se todos gostássemos do mesmo que seria, etc. Pois bem, o bom gosto, o bom ar, a aparência cuidada e uma certa modéstia cabem em todos os estilos. É possível ser gótico, hippie ou o que seja e estar ataviado de maneira a entrar em toda a parte, desde que se saiba adequar as nuances às circunstâncias. Há lugares, horas e situações para roupa um bocadinho mais arrojada ou  à vontade desde que com o devido bom senso, e outros para se estar composto. 

Em última análise, se a pessoa prega aos quatro ventos "eu uso aquilo com que me sinto bem" com que lata é que se queixa?


Sunday, August 3, 2014

Três pequenos apontamentos do dia, para não ser tudo muito sério...

...e depois não virem dizer que ultimamente não se fala de moda nem de disparates por aqui, ou que o Imperatrix se vai tornando solene em plena silly season.

1- Diz-se cá por casa que mais dia menos dia se vai aderir à Bimby. Eu que sou completamente contra modernices e costumo dar cerca de dois anos antes de me converter a qualquer novidade desse género, mas mesmo assim com reservas (actualmente não passo sem café em cápsulas mas foi um sarilho para me convencer, e ainda assim não me apanham nem morta numa daquelas lojas sinistras da Nespresso, nem que o John Malkovich me venha buscar à porta a jurar que é o Todo Poderoso) ...até estava quase, quase a deixar de resistir...até que me disseram que é preciso virem cá umas senhoras fazer uma "sessão de Bimby" para nos mostrarem como aquele bruxedo funciona.
   Alto e pára o baile! Sessões de quê? Se aqui chego e vejo algo que remotamente se pareça com isso tenho um faniquito e nunca mais me levanto. Já agora, o que se segue? Reuniões de tupperware e degustações de batidos da Herbalife? E um workshopzinho de kizomba, não? Brincamos?  Ná, acho que a loja do tio Belmiro vende um sucedâneo qualquer que não exige sessões e se continuamos assim, é essa que vai e mais nada.

2- A ser verdade que estes dois estão juntos, ainda há esperança para os casais realmente lindos deste mundo. Ou seja, não comprem imitações: um casal deslumbrante, magnífico, é isto.
 Se há coisa que me desaponta é ver casalinhos sem sal vendidos pela imprensa como bonitos e, embora o amor possa eventualmente ser cego, a bem do equilíbrio estético não acho graça ver gente linda acompanhar camaféus (sou uma rapariga de gostos clássicos, as minhas opiniões tendem para o esteta e para o artístico e aqui não há politicamente correcto, processem-me lá).  
Joe Manganiello, o lobisomem de True Blood, é uma verdadeira estampa com o tipo eterno de perfeito varão medieval e Sofia faz todo o género de Deusa. Uma Deusa um bocadinho barulhenta, certo, a red blooded woman, mas façamos-lhe justiça, Praxíteles não lhe torceria o nariz se a propusessem como modelo para uma estátua de Vénus. Ao que parece o namoro é recente mas o actor, como rapaz de bons costumes, já foi apresentado à família da mais que tudo. Façam figas, que ainda vamos ver uma prole de crianças lindíssimas. Crescei e multiplicai-vos, a bem da Humanidade.

3- Na Primavera/ Verão do ano passado começaram a (re)aparecer nas passerelles os sapatos translúcidos. As maiores casas de moda, de Giuseppe Zanotti a Givenchy, têm apresentado as suas versões e não houve fashionista que não se sentisse tentada, nem it girl que não usasse uns.

 Como sempre que aparece uma tendência pouco prática (porque enfim, plástico e plástico por mais que jurem que é de óptima qualidade...) virei-me para o indoor shopping ou seja, fui ao "arquivo" cá de casa ver se havia alguns que me servissem, pois ia jurar que já tinha visto um ou dois pares guardados na secção compras-que-vão-dar-jeito-um-dia-e-presentes-que não-chegámos -a usar. Havia, mas no número abaixo do meu (logo, foram recambiados para a senhora mãe) e não sentindo uma vontade urgente nem uma necessidade imperiosa de ter uns, fui estando atenta. 

Estes são sapatos complicados de adquirir: não convém comprar  uma versão demasiado acessível, pois já basta serem de PVC- se o molde for duvidoso, é sofrimento na certa e não vão cair como devem. Por outro lado, custa um bocadinho investir numa marca luxuosa porque...enfim, é plástico! Assim, aconselham-se saldos, promoções ou sample sales para obter coisas deste género.

Ora, este ano os sapatos de Cinderela continuam em voga e, completamente por acaso, quando andava à procura de outra coisa, apareceram-me os mules Walter Steiger que já vos mostrei. Um mês e pouco depois, surgiu a oportunidade de ter uns Lanvin vintage por um preço muito simpático e...uma rapariga não é de ferro. São extremamente confortáveis porque a modelagem é de facto perfeita, mas não ponho os meus pés no fogo por eles para os usar horas a fio num dia de muito calor. 

Moral da história: quando se trata de compras não essenciais, de curiosidades estilísticas... compensa sempre esperar e observar. A paciência é uma virtude.
















Oscar Wilde dixit: remédio santo.



"Nothing can cure the soul but the senses" 

                                                    in O Retrato de Dorian Gray


Um ser verdadeiramente superior procura, antes de mais, a perfeição da alma; se a alma for perfeita acabará por contagiar o corpo e a atmosfera à sua volta. Não há elegância no sentido mundano sem elegância do espírito; não há beleza, elevação ou poder exterior que não imane de dentro.

 Mas e quando a alma está ferida? Se o coração ou o espírito sofrerem um abalo grande, fracturante, que tolda a acção e o pensar, que enegrece os dias, que força quem era inocente  a contemplar o abismo - quem olha para o abismo nunca mais volta a ser o mesmo - e a entrar em contacto com o seu lado mais negro, ferindo de volta todos os que o rodeiam até que não haja nada para salvar? Nesses casos, não se chega a parte alguma só pela alma, porque ela não está em acção de fazer nada pelo dono. É necessário baixar as armas e olhar para o terreno, para o básico.

  Deixar a racionalidade de parte, pois a conversa interior só serve para torturar ainda mais a alma magoada e a conversa com o outro, à roda do mesmo tema, não cava senão fossos. É preciso deixar agir os instintos e os sentidos, usar de indulgência, descontrair, pensar menos. Confiar na natureza, que sabe sempre o que faz e deixá-la seguir o seu curso. Perder o domínio férreo de si mesmo para que tudo volte ao seu lugar. Ouvir o coração, que mesmo partido lá sabe como se sente e bate como pode, escutar os sentidos, ficar surdo aos ruídos do mundo e aos gritos da consciência desaustinada. Seguir por uma vez os sentimentos, as vontades, e não os preceitos. Haverá tempo para isso; primeiro urge curar para pensar com clareza e decidir com justiça. Certos gestos substituem horas de debate. Certos silêncios valem por meses de análise. 

O hedonismo, em exagero, é mau - mas aplicado com parcimónia, como qualquer remédio, pode ser a salvação.

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