Recomenda-se:

Netscope

Saturday, August 23, 2014

6 erros de bagagem que quase toda a gente comete.


A nobre arte de fazer as malas é algo que só se aperfeiçoa com tempo e experiência  - de preferência, ganhando prática a emalar para tipos diferentes de viagens (recreio, trabalho, fim de semana, férias, deslocações que exijam algum tipo de compromisso social e assim por diante) .
 Em todo o caso há sempre vícios que tendem a repetir-se quando o assunto é malas, e quem nunca caiu neles que atire a primeira pedra. Afinal, o mantra da minha avozinha "é só roupa, roupa, roupa" aplica-se bem aqui e pode confundir a pessoa mais sensata!

1- Levar um necessaire enorme cheio de cosméticos...quando a rotina habitual se resume ao básico e já se sabe que não vai haver tempo para grandes produções. Uma boa base e pó, o bâton do costume e um mais escuro para a noite, a máscara de pestanas, escova para as sobrancelhas, o blush preferido, um kit de pincéis e uma paleta pequena de sombras com os tons imprescindíveis constituem um arsenal mais que suficiente em termos de maquilhagem. Escova, pente, duas a três molas, um mini secador e um kit de ferros modeladores + protector de calor e laca chegam para tudo o que se faz com o cabelo.

2- Não deixar espaço extra: nem para o saco da lavandaria que possa eventualmente trazer, nem para as compras que invariavelmente se fazem durante a estadia.

3- Arrumar roupa a menos. 
Esta acontece muito aos cavalheiros, por isso às esposas amantíssimas pede-se o favor de não darem ouvidos quando eles barafustam "não preciso de mais coisas!" - fica o aviso. 

Ao fim de muitos anos a virar malas, posso dizer com alguma segurança ( nisto nunca há certezas, vá) que o ideal é um conjunto para cada dia + outro mais formal por noite, e algumas peças de reserva a contar com tudo isso. O mesmo vale para o calçado. Se não levar extras-para-eventualidades, sujeita-se à Lei de Murphy do sapato que se parte, do cappuccino que se vira para cima de si ou do fecho que encrava inexplicavelmente.

4- Arrumar roupa a mais.
 O contrário também é péssimo, especialmente quando se cai na tentação de pôr na mala tudo o que não apeteceu vestir durante o resto do ano, "a ver se é desta". O mais certo é que as peças voltem por estrear...mas mais amarrotadas. Pode incluir aquele vestido que ainda não usou para se obrigar a vesti-lo numa das noites, mas não abuse. E também não são precisos dez fatos de banho, outras tantas saídas de praia...se não tem a certeza, experimente tudo antes de arrumar e leve só o que lhe fica mesmo bem.

5- Ignorar os casacos, ou levar quantos casacos há.
Nunca se sabe se o tempo muda de cara, por isso eu sigo outra regra da minha avozinha "a manta e o cajado nunca carregam ao pastor". Mas também não é preciso encher a bagageira de casacas e casaquinhos. Um cardigan de malha, um casaco (ou blusão) para o dia ou situações informais, uma gabardina e se tiver um evento formal, um bolero - com excepção do trench coat, tudo peças pequenas - chegam e sobram para todas as ocasiões possíveis.

6- Levar não sei quantas carteiras
Vá por mim: a não ser que tenha de estar em vários eventos de alguma formalidade e vá ser fotografada em todos, não precisa de muitas carteiras. Duas para o dia (porque há quase sempre uma que parte as alças, por muito boa e cara que seja) e uma clutch não muito pequena para a noite cobrem todas as necessidades.


E acho que é tudo....


A equação de Madame d´Étampes...




...a amante do Rei Francisco I, devia ser reproduzida por muitos elementos do belo sexo.

Não no estilo de vida, como é óbvio, e se calhar não no carácter (já que Madame era conhecida pelo mau feitio) mas na combinação rara entre beleza e inteligência.

 Até à chegada de Catarina de Medici, Anna de Pisseleu, que passou à História como Duquesa d´Etampes, foi a única mulher capaz de enfrentar Diana de Poitiers em pé de igualdade (Diana ganhou porque bem, o Rei morreu, viva o Rei e  tinha o herdeiro do Trono apaixonado por ela, além de ser enfim, a grande Diana de Poitiers). 

Aliás, quando a noiva Medici pôs os pés na corte francesa Diana não fez caso porque já tinha afiado as garras o mais possível nas suas escaramuças palacianas com a d´Etampes, que além de ser tão esperta como ela era muito mais ousada e mazinha...uma Rainha, Medici de mais a mais, não era caso que lhe metesse medo.

  Anna de Pisseleu era descrita como "a mais bela entre as cultas e a mais culta entre as belas". Esses predicados 
conservaram-lhe o favor real até à morte do monarca - altura em que o filho, Henrique, farto dos atrevimentos da senhora, e Diana, igualmente cansada das suas manobras, a convidaram a retirar-se para os seus domínios e a deixá-los em paz..

  Retirou-se vencida mas em grande estilo - afinal, não tinha mais nada a fazer ali, a sua estrela já brilhara o que tinha a brilhar.

 O mais estranho é que apesar de a instrução estar hoje muitíssimo democratizada (ou precisamente por causa disso) -  e de não ser um privilégio (de mulheres não só bem nascidas mas filhas de pais com ideias largas) não se vêem assim tantas mulheres realmente inteligentes. E não há pior que uma mulher obtusa a tentar passar por culta ou inteligente, principalmente se lhe faltar beleza para distrair do resto...

 Já tenho dito que não sei o que é pior: se mulheres abertamente patetas, se mulheres completamente patetas, pouco polidas e pouco brilhantes, com uma camada fininha e recente de verniz cultural ou um diploma na mão. A conversa das segundas é capaz de ser ainda mais insuportável...sinais dos tempos!







Friday, August 22, 2014

Um namoro mui decente.


Os meus avós tiveram um verdadeiro namoro à antiga portuguesa (e terrivelmente romântico) do qual já contei peripécias aqui e aqui.
  Eram um lindíssimo casal e estavam muito enamorados, mas nada de atrevimentos- uma vez quase se iam zangando porque ele, empolgado, lhe fez uma festa na manga da camisola quando ela, num gesto de coquetterie, disse "vou para casa, estou com frio" só para se despedir mais cedo e deixá-lo assim mais apaixonado. Truques daquele tempo!

 Normalmente namoravam sentados num grande tronco de árvore que havia na quinta do meu bisavô, sob vigilância dos adultos. Para que estivessem relativamente afastados para trocar "ai tanto que eu gosto de si!"e outras delicadezas de namorados sem ninguém ouvir mas não lhes passasse nenhuma tolice pela ideia, normalmente cabia a um dos irmãos mais novos fazer de pau de cabeleira. O mais comum era calhar a fava ao benjamim da família (meu tio avô) que coitado, não entendia patavina do que diziam - a sua "vigilância" consistia em brincar por ali e representar a autoridade do Pater Familias....


  Mas não deixava de ser um empecilho e numa ocasião em que os dois quiseram conversar mais à vontade ou chegar ao assomo de um rápido abraço, o avô lembrou-se de um estratagema: deu-lhe dinheiro para ir à loja (que ficava ao fundo da rua) e trazer um pacote de rebuçados para comerem todos juntos. Ele lá foi todo contente, e os pombinhos contentes ficaram, mas passado um bocadinho começaram a estranhar tanta demora.

 Dali a um pedaço o pequeno lá apareceu, com a cara lambuzada...e rebuçados, que é deles.

 Naturalmente perguntaram-lhe e ele, com a maior cara de espanto, respondeu-lhes:

"Os rebuçados?...Comi-os! Então não eram para mim?"

E assim ludibriou, na sua inocência, a "manipulação" dos apaixonados... porque com as crianças nem o Diabo quis nada, quanto mais o Cupido.

Diana King dixit: ode ao rapaz tímido



I don't want no fly guy
I just want a shy guy

But I don't want somebody
Who's loving everybody
I need a shy guy
He's the kinda guy who'll only be mine

Oh Lord have mercy, mercy, mercy...


Há dias ouvi esta canção velhinha na rádio e não consegui que saísse da minha cabeça (cantiga mais orelhuda, não admira que se tornasse um êxito). 
 Em boa verdade a melodia de "Shy Guy" nunca foi das minhas preferidas mas sempre me agradou a letra, porque foca um aspecto dos relacionamentos que é pouco visado nestas coisas: o homem ideal é, segundo a cantora, um rapaz tímido; aquele que "não ama toda a gente", que é discreto, fica num cantinho (às vezes por tempo demais) e que se dedica inteiramente a uma mulher só. O fanfarrão muito dado, muito pretendido, muito concorrido e popular  pode ter a sua graça ao longe, socialmente; pode ser excelente como amigo (conheço alguns assim e são boas pessoas lá ao seu modo) mas não é para levar a sério.

   Desengane-se porém quem pensa que o homem tímido é aquele que tem poucas qualidades vistosas ou nenhumas características Alfa, biologicamente falando .

 Existe muito quem - ou por ser selectivo, ou por discrição, ou por razões morais, ou por insegurança - tenha todas as características para se portar como um pavão e não o faça. E isso é sempre encantador. 

É verdade que uma mulher tradicional não atura homens que esperam que ela tome a iniciativa... mas por outro lado,  também não gosta de gente atrevida. Um homem deve ser discreto e sério.


Tão sossegadinho!

Pode parecer um paradoxo, mas alguns dos exemplares masculinos mais decentes e reservados com quem me tenho cruzado têm  as qualidades típicas do Alfa (beleza, porte, meio, recursos) sem que ajam como engatatões ou toleirões. Talvez porque nunca precisaram de se esforçar muito, talvez porque receberam uma educação como deve ser ou ainda porque muitas vezes a beleza, a riqueza e o sucesso caminham de mãos dadas com a inteligência e a modéstia. 

 Um deles está casado com uma das minhas melhores amigas e apesar de ter uma figura de capa de revista, sente um horror tal a comportamentos menos correctos que ninguém precisa de se preocupar com ele. Outro (não vou dizer nomes, claro) é um dos actores mais belos e conhecidos da nossa praça; um verdadeiro deus grego na aparência mas com tanta vida interior que não tem tempo para pensar em tais parvoíces. É daqueles que se apaixonam assim, à primeira vista, e lá ficam, imunes a quaisquer solicitações. E outros ainda, que não vou citar por falta de espaço, mas cuja amostra me permite dizer: escolham o rapaz tímido, porque esse raramente se apaixona mas quando apaixona é a sério.




Lá diz o povo, "quem é amigo de todos não é amigo de ninguém" - só quem é selectivo e se resguarda tem tempo para cimentar afectos e lealdades. E quem ama todos, não pode amar ninguém.

  Nos meus tempos de liceu, muitas raparigas detestavam os rapazes "convencidos" -ou seja, os introvertidos que calhava serem bonitinhos e que não davam conversa ao "posso-te conhecer?" de desmioladas. 

Eu nada tinha contra supostos convencidos, desde que fossem caladinhos. Só havia perigo nos que eram convencidos E fanfarrões, que agiam como se fossem o máximo e pouco tinham para além da basófia.


Demasiada confusão.


 Eu percebia os "convencidos" porque sempre gostei do meu canto.

 Está certo que nos dias que correm, em que as mulheres habituaram mal o sexo oposto com atitudes descaradas que inverteram os papéis, um rapaz tímido pode levar o acanhamento longe demais e demorar séculos a explicar-se ou procurar mil subterfúgios para isso- principalmente se o alvo dos seus afectos é uma rapariga mais à moda antiga, que espera que seja ele a desenrolar o novelo. 



Pode ter atitudes contraditórias, às vezes. Mas vale a pena porque sendo tão sossegado, está mais em contacto com a sua voz interior, logo  sabe instintivamente o que quer. Não toma passos maiores do que a perna, não exige as coisas para ontem (mesmo que no seu coração já saiba o que pretende)  por isso dá tempo e espaço para conhecer a alma antes de avançar sobre tudo o resto; conhece o seu lugar e respeita o dos outros; e como se dedica a pouca gente, tem ocasião e meios para valorizar quem escolhe para o seu círculo íntimo.

 Os que dizem tudo o que uma mulher quer ouvir, os que avançam demasiado rápido, que são muito solidários e queridinhos, que falam muitíssimo (sobre tudo, mas principalmente de si próprios) que prometem mundos e fundos, que são muito sociáveis e têm milhares de amigos no Facebook e centenas cá fora, que cumprimentam meio mundo na rua e tratam tutti quanti pelo nome...esses hiperactivos, esses bonacheirões...é preciso levá-los tão a sério como eles levam as pessoas na sua vida, ou seja, acenar-lhes de longe. 

  Afinal, nenhuma pessoa exigente gosta daquilo que é demasiado acessível...logo, o homem "loving everybody" não lhe serve. 

Oh Lord have mercy, mercy, mercy...

Thursday, August 21, 2014

Três coisas que estão por toda a parte este mês...e que já não se aguentam.



- Sunset parties. Já não é só na praia: fazem-nas na aldeia, em hotéis no meio da cidade, no alto do monte, nas associações recreativas e desportivas não-sei-de-ondenses, em casa da Ti Felismina. Mas só agora é que deram pelo pôr do sol, ou quê?

- Banhos públicos de água gelada (com todo o respeito às boas intenções, quando ouço falar no assunto tenho vontade de me atirar à água, mas é).

- Comemorações de 500 anos do Foral Manuelino, em tudo quanto é vila deste país. Primeiro, o Senhor. D. Manuel há-de ter tido um ano muito desocupado, estava aborrecido de morte e decidiu passar o tempo a distribuir Forais como se o mundo fosse acabar, não vejo outra hipótese. Segundo, está bem que se celebre (e sabemos que umas vilas detestam ser menos que as outras) mas será que TODAS, é que TODAS, senhores, precisam de assinalar a data fazendo feiras medievais (salvo seja?). Porque até não tenho nada contra - gostava mais delas antes de se tornarem mainstream e começarem a ter amadores, trajes do chinês, quinquilharias marroquinas e crepes de chocolate, mas nada contra - só que o que é demais cansa. Não se pode andar em lado nenhum sem que nos salte ao caminho um saltimbanco vestido de bobo, ou um pantomineiro vestido de cavaleiro. Menos, por vossa Fé.


Bikini ou fato de banho? Ambos, com muito bom senso.

La Perla

Relegado para segundo plano até há pouco tempo atrás, o fato de banho regressou à ribalta  recentemente, muito por influência da cultura vintage que assentou arraiais nas passerelles e nas ruas.

 Se há uns aninhos os modelos mais extravagantes, como os trikinis, começaram timidamente a dar um ar da sua graça, agora o fato de banho já não é uma segunda escolha reservada à natação, a senhoras mais velhas ou a quem está em menos boa forma. Existem maillots  tão bonitos que mesmo as adolescentes voltaram a cobiçá-los, e os bikinis de corte "brasileiro" vão perdendo terreno para uma panóplia de alternativas.

Há toda uma tendência (quase uma contra-corrente)  para as linhas clássicas e para sugerir mais do que mostrar, contrariando o status quo dos modelos reduzidíssimos, o que se traduz em opções mais sensatas, alargadas e democráticas de beach wear.

 Mas... usar bikini ou fato de banho - quem, como, qual e quando?

Ora, depende - da silhueta, da ocasião, do local. 

Há que não esquecer também que um ou outro pode e deve ser complementado por  saídas de praia (páreos, túnicas, kimonos, calças pallazo, etc) . É de bom tom usá-las se vai tomar uma bebida ao bar junto à praia, mas nada a impede de as colocar se passear na areia, para evitar olhares indiscretos. 

Muitas meninas e senhoras não fariam tão más figuras com os bikinis que escolhem se os cobrissem um pouco com qualquer saída de praia ao sair da toalha, como as senhoras de antigamente.

- Por costume, os bikinis são mais indicados para praia ou campo e os fatos de banho para piscinas, spas ou health clubs mas salvo indicação específica, não há uma regra rígida e a escolha vai depender da sensibilidade de cada uma.


- Se vai à praia com uma ou duas amigas e não deseja ser incomodada, o fato de banho é obviamente uma opção mais discreta.


- O mesmo vale quando a família do seu mais que tudo a convidou, principalmente se ainda não se conhecem bem. Em alternativa, use um bikini reforçado, estilo pin up, que realce uma bonita silhueta sem sair do lugar nem expor mais que o necessário. 



Estes modelos favorecem sobretudo quem tem uma figura curvilínea, estilo Raquel Welch.

- Os fatos de banho mais comuns, de modelo desportivo, assentam melhor a mulheres de figura atlética, magras, com pouco busto e coxas estreitas. Não tendo apoio interior para o peito, tornam-se desconfortáveis (lembre-se  de que a Pamela Anderson só o vestia por takes,  para gravar as "Marés Vivas", além de não ser exemplo) .

E como não marcam a cintura, cobrem as ancas mas realçam a coxas... tendem a encurtar as silhuetas curvilíneas, mesmo numa pessoa magra. Por isso, fuja deles se não tem o corpo da Kate Moss.



- Os trikinis e os bikinis ou fatos de banho "de fantasia" (com correntes, lantejoulas, aplicações, recortes e aberturas) estão reservados às figuras esguias com algumas curvas e devem limitar-se a piscinas ou ambientes onde saiba que não vai apanhar muito sol (uma festa à beira da piscina depois de escurecer, por exemplo) porque deixam marca e se tiverem enfeites de metal, podem provocar queimaduras. São portanto uma variante e não devem representar um grande investimento.


- As meninas com cintura de vespa poderão ter mais trabalho a encontrar um fato de banho que não fique largo nessa zona...ou precisar de o mandar adaptar. De qualquer forma, nunca é má ideia levar os bikinis e fatos de banho à costureira, para ajustar alças, cinturas e outros detalhes que fazem muita diferença.
Estes maillots estilo pin up (com cintura vincada e reforço no peito) são a melhor opção para as figuras de ampulheta, tipo Dita Von Teese. Só experimentando poderá escolher o modelo certo, mas os que cobrem ligeiramente a coxa e são justos na zona da cintura e das ancas  alongam e salientam o tão desejado " corpo em S".



- O bikini "triângulo" (ou "cortininha", como lhe chamam os nossos amigos brasileiros) é, embora pequeno, um dos mais democráticos: favorece bustos médios a grandes e apesar de não ter aros, pode ser ajustado conforme convém. 
É também o modelo ideal para realçar uns abdominais trabalhados. Apenas, cuidado com versões muito reduzidas, que faltam à modéstia e ao bom gosto. Um aviso: reserve-os para a praia e livre-se de os usar em aquaparques ou em qualquer outro sítio onde possam sair do lugar.


- Bikinis estilo anos 50 em versão plus size, de cintura subida, são óptimos para esconder cicatrizes ou "barriguinhas" mas atenção - não podem pressionar as coxas nem o estômago, para não ser pior a emenda que o soneto. 
Para as meninas mais cheiinhas, existem modelos que não abafam e dão uma figura muito graciosa.


-Os bikinis cai cai estão por norma reservados às meninas com menos peito. 
Para todas as outras, é má ideia tentar segurá-los por muito tempo e contra as ondas...

Se tem um busto saliente mas não resiste mesmo a este modelo, guarde-o para a piscina do hotel (ou de casa) e opte por versões mais reforçadas, com aros e/ou pelos modelos com alças amovíveis.
Geralmente os bikinis cai cai são também considerados mais desportivos, embora já haja versões glamourosas com decote em coração ou folhos, por exemplo, que ficam bonitas na praia.

 - Para as senhoras ou meninas redondinhas que tenham barriga...bom, o fato de banho é mesmo a melhor opção, mas actualmente há imenso por onde escolher:


Aposte nos decotes bonitos (pode escolhê-los com aplicações)   mas bem apoiados:
 vêem-se imensas senhoras mais fortes com fatos de banho muito cavados nas costas, que não seguram o peito e aumentam o estômago! Isso não ajuda nada. Muitos modelos já oferecem um efeito "modelador", tipo cinta, para alisar quaisquer gordurinhas. Pode ainda optar por um padrão com cores mais escuras nas áreas que deseja "emagrecer". Verifique também se o fato de banho não está apertado na zona das axilas, para não "espremer" a pele.

Dependendo do formato das suas coxas, escolha um modelo mais ou menos cavado na perna, de modo a realçar SEMPRE  a parte mais delgada das pernas.

Et voilá, com um pouco de atenção é possível usar o melhor dos dois mundos...





Vindo destas duas, não podia ser coisa má


Ainda há dias se voltou aqui a falar em colecções desenhadas por celebridades em parceria com marcas. Desta feita, porém, o jogo inverte-se: é uma designer que é convidada a criar uma colecção cápsula em parceria com uma celebridade.

Mais, não se trata de um duo qualquer, mas de duas das mortais cujo estilo eu mais admiro: a sempre perfeitinha Gwyneth Paltrow (uma criatura de Deus invariavelmente tão impecável que até lhe perdoo algumas excentricidades demasiado zen para o meu gosto) e a estilista, princesa e ícone dos anos 70, a sempre elegante Diane Von Furstenberg a quem devemos essa grande invenção que foi o Wrap Dress (em português, vestido "envelope" ou "cruzado") e que tem como lema de vida a frase "o medo não é opção".


Diane com o marido, o Príncipe e designer de moda Egon Von Furstenberg

Ora, o Wrap Dress faz precisamente 40 anos e a colaboração com a amiga Gwyneth é mais uma forma de a designer - que voltou a ter grande protagonismo na indústria de moda após relançar a sua marca em 1997 -  assinalar a efeméride.
  Com apenas quatro peças, a cápsula resume bem o estilo destas duas mulheres de classe: simples, de linhas rigorosas e aspecto dispendioso. 
 As clutches são um tanto-me-faz, mas o jumpsuit-com-cara-de-smoking-para-senhora e o wrap dress branco Linha A  podiam perfeitamente dar-me a honra de habitar o meu armário...






Wednesday, August 20, 2014

As mulheres perdoam cada uma, dizem os mestres.



«É tão estranho o que um homem pode fazer, e uma mulher ainda pensar que ele é um anjo!»

William Thackeray

«(...) ela lutava consigo mesma, e muito arrependida, e sussurrando "eu nunca vou consentir"...consentia!"

 Lord Byron

O porquê que consegui achar para esse fenómeno, já o disse aqui. Deve haver uma Paciente Griselda em cada uma - ou na maior parte das mulheres, vá. Só pode.

5 erros de Verão a não cometer.

Yvonne De Carlo


1- Abusar da maquilhagem, principalmente durante o dia. Há quem se encha de base demasiado espessa (o que é um faux pas desnecessário todo o ano, mas pior nesta altura) e quem não resista a fazer maquilhagens de olhos muito elaboradas, por exemplo. É tempo perdido porque com o calor vai desvanecer-se, entupir os poros, pesar e pior, derreter. Texturas leves (como o BB Cream ou o pó) são melhor do que as cremosas ou brilhantes e com o sol, convém deixar a pele descansar um bocadinho. 

2- Abusar da maquilhagem e esquecer o protector solar, pensando "hoje não vou à praia". Sei que custa pôr *mais uma* coisa no rosto, mas muitos cremes coloridos e bases já têm factor de protecção 15, pelo menos. Vale ter esse cuidado para não lamentar mais tarde manchas que custam muito a tirar.

3 - Ficar super emocional e fazer disparates: só porque é Verão e é suposto o amor andar no ar, não vá dar troco a quem não merece, perdoar o imperdoável, baixar os seus padrões, facilitar, enfim, fazer tonterias. Nos tempos do liceu isso ainda se desculpa, depois de adulta não. O que não se resolveu antes da silly season fica para a reentré, que vai bem a tempo se valer a pena. 

4- Usar aqueles bikinis ou fatos de banho tão glamourosos com correntinhas de metal...e apanhar uma valente queimadura. Ainda estou para descobrir a utilidade desses modelos à 007, mas recomenda-se que sejam utilizados para um mergulho rápido na piscina...e à sombra.
 O mesmo vale para quem usa jóias na praia. Para quê, senhoras? Entre o risco de ficar sem elas, as areias a roçar no metal e o que foi dito atrás é tudo má ideia, sem contar que é uma possidonice.

5- Não largar as skinny jeans, jeggings e todas as calças extra justas. O melhor é deixá-las para o Outono e aproveitar enquanto se pode as peças mais leves que não poderá vestir depois como os vestidos maxi, as calças largas de linho, etc. Mas se não passa mesmo sem essa silhueta (afinal, dá jeito quando estamos com falta de imaginação, basta atirar uma camisa masculina por cima e uns saltos altos e já está) existem versões mais finas e frescas, que não estrangulam a circulação. Estou para compreender como algumas pessoas aguentam o tecido a picar, arranhar e apertar...o que aperta segura, lá diz o povo, mas não abusemos.


Confúcio dixit: sejamos honestos, mas delicados.


A honestidade costuma ser a melhor política: primeiro, porque *quase* sempre é a forma correcta e ética de agir; segundo, porque não obriga a inventar ardis cansativos, arriscados e tão prejudiciais a quem os conta como a quem os ouve. Quem é, em essência, sincero, franco e honesto, ganha o respeito da maioria (da maioria, porque nem o maior dos santos agrada a todos) garante uma reputação de confiança e acima de tudo, tem essa grande felicidade que é a paz de espírito. Se lhe vierem perguntar "disseste assim, fizeste assado?" a pessoa honesta responderá, cheia de verdade, que sim ou que não; e ainda que seja injustamente acusada, a sua boa fama e os factos acabarão, cedo ou tarde, por falar mais alto.

Já uma pessoa dada a manhas, a dissimulações, a levar dali e a trazer de acolá, a teorias da conspiração e a mexericos... ainda que possa agir de forma bem intencionada uma vez por outra, não terá o mesmo crédito.

 Porém, a honestidade pura e simples, a franqueza sem decoro, em estado bruto, nem sempre é boa ideia (daí o "quase"): há muito quem diga barbaridades que deixam as pessoas desconcertadas ou magoadas e se desculpe com "quem diz a verdade não merece castigo". Castigo não merecerá, mas um bom puxão de orelhas não digo que não. 

Até porque é preciso apurar bem a verdade antes de lhe chamar tal coisa: há que não confundir "verdade" com rumor ou opinião. Se não temos a certeza, fiquemos caladinhos.

  Viver em sociedade obriga-nos a ter em conta os sentimentos alheios e por isso, a guardar para nós, por decoro e delicadeza, algumas impressões. Uma das primeiras coisas que se ensina às crianças é "não se aponta" e "não se diz às pessoas que elas são isto ou aquilo", para lhes temperar a sinceridade natural, que pode ser embaraçosa.

 E não é bom esquecer esta lição depois de adulto, pensando que já não é preciso ter esse cuidado, ou ignorar estes preceitos básicos em nome de um cinismo elegante e forma blasé de estar: duas coisas que, tal como a sinceridade, são desejáveis mas com conta, peso e medida.
  
 O excesso de franqueza só deve empregar-se em casos extremos, perante indivíduos desagradáveis que abusam do excesso de delicadeza alheia e não compreendem "toques" mais subtis, ou quando uma pessoa das nossas relações vai por um mau caminho e não quer acordar por mais que a avisem. 

 Por exemplo, se uma amiga engordou muito e insiste em usar a roupa que lhe ficava bem quando vestia 4 números a menos, se calhar é imperativo dizer alguma coisa - porém, sempre com tacto e sobretudo, em privado. Há que transformar a velha máxima "se não tiver nada de agradável para dizer, remeta-se ao silêncio" em " se tiver algo de desagradável a dizer, faça-o discretamente".

É claro que se declararmos à pessoa "mas que balofa que a não sei quantas está!" em público, não estamos a contar uma mentira...mas somos condenados pela indelicadeza.

 Se alguém nos incomoda, as regras de bem viver criaram uma série de formas de travar esses abusos sem fazer cenas que divertem a assistência e mortificam os envolvidos. Por vezes não se deve confrontar e sim desviar. Não por cobardia, mas por educação.

Em todos os casos há formas de dizer as coisas, porque a verdade tem sempre vários ângulos e podemos usar o menos afiado, no lugar certo e à hora certa. Nem sempre se evitará o melindre (porque certas verdades custam mesmo a ouvir) mas controlam-se danos escusados...







Tuesday, August 19, 2014

Sissi responde: quando um corpo tipo pêra ganha uns quilinhos...que fazer?


A propósito deste post, a nossa amiga Júlia colocou uma dúvida que poderá ser comum a outras senhoras que passam por aqui:


"(...) tenho um problema, sempre fui triângulo acontece que agora por motivos de saúde engordei e fiquei com a zona do abdómen exagerada, cintura nem dá para dizer pois parece que a zona de baixo mais gordinha subiu, penso que chamam ao estado em que me encontro de oval , será? Imp. Sissi gostava muito que me ajudasse, eu sei que tenho que emagrecer mas está difícil, além disso sou bem baixinha, 1,55 e tenho 55 anos será que dava para por aí umas dicas? Fica-lhe extremamente grata."


Antes de mais nada, quando se engorda por motivos de saúde é necessário ter paciência, especialmente se houve medicamentos a "baralhar" o organismo, que vai precisar de tempo e gentileza para voltar ao seu ritmo normal.

 Para ajudar a perder a barriga pode pedir-se a um nutricionista competente que recomende uma dieta pobre em hidratos de carbono e rica em proteínas (que costumam dar resultados rápidos nessa zona do corpo) e tentar exercícios deste género. Como se depende da força do abdómen para os executar, não só aceleram o metabolismo como trabalham muito mais rápido essa área tão problemática.

 É bom ter atenção também à retenção de líquidos, já que parte do que passa por gordura pode ser um inchaço prejudicial à beleza e à saúde...principalmente numa figura triângulo, que tende a acumular líquidos na zona inferior do corpo. Mas vamos às toilettes:


 Como todos, o tipo triângulo oferece alguns desafios, principalmente se um dos seus pontos fortes - a cintura - for afectado.

 1- Para contornar o problema, aplica-se a velha receita para o corpo pêra: realçar o colo e os braços e adelgaçar visualmente a parte de baixo. Apenas, vamos traçar a cintura um pouco mais acima para disfarçar a zona do abdómen.

2- Outra fórmula que se pode empregar é vestir como se faria para um corpo "maçã" (que a meu ver não é um biótipo e sim um  estado, mas as opiniões divergem).

Aqui ficam algumas dicas para conseguir isso:

- Não esconda totalmente a cintura, mas escolha modelos um bocadinho mais folgados, com costuras assimétricas ou a colocá-la um pouquinho mais acima, sem exageros. A modista é sempre uma ajuda preciosa.

- As bainhas devem cair sempre abaixo do joelho: muitas meninas e senhoras com este tipo de corpo  esquecem esse detalhe quando ganham uns quilinhos, o que as faz parecer mais gordas do que são na realidade.

- Fuja de qualquer tipo de calças muito justas ou modelos afunilados. Um corte a direito é sempre mais sensato.

- Evite como a peste os decotes afogados - tente libertar o pescoço e o colo: não cubra a clavícula e sempre que possível, mostre um pouco os ombros para não "abafar" a figura. Os decotes barco, redondos ou ligeiramente alongados (que dão a ilusão de mais altura) são os seus melhores aliados.

- Na zona do peito e ombros usar cores claras ou vivas, aplicações, transparências, folhos, para chamar a atenção para a zona mais esguia e simultaneamente, equilibrar a largura da parte inferior do corpo. 




- Se tem braços elegantes, um decote assimétrico num vestido de corte império (solto q.b, não demasiado largo)  vai criar uma linha diagonal que dá a ilusão de alongamento. Tenha em mente o estilo "deusa grega" para vestidos e túnicas. (Note-se que também existem vestidos deste género com uma ou duas mangas, em que o decote é ligeiramente desigual). 











- Um vestido "wrap" (que pode ser Linha A ou a direito) é um bom amigo de quem ganhou alguma "barriguinha" e tem uma linha diagonal que "emagrece", mas atenção: escolha um tecido sólido que não marque nada e uma cor escura (azul, preto) lisa ou, caso não resista a um padrão, sempre miudinho e na vertical.





- As saias rodadas de tecido espesso são uma tendência actual e se combinadas com algum volume na parte superior e o decote certo, equilibram qualquer silhueta.


- Simplifique: quanto mais austera a silhueta e menos peças tiver de combinar, mais fácil será vestir-se todos os dias sem canseiras: além dos vestidos atrás descritos, combinações de  saias linha A ou calças clássicas a direito (sempre de tecido espesso, mas não demasiado rígido e de cintura subida q.b) com camisas ligeiramente soltas de manga 3/4 (as de apertar ao lado são uma excelente opção) podem, em diferentes cores, ser um "uniforme" a adoptar. É de lembrar que do peito para baixo os tons devem ser mais escuros. 

Evite os tecidos brilhantes ou coleantes nessas áreas. Se quiser usar um tecido rico escolha um fiável, como o brocado, numa blusa, casaco ou vestido.



- Por fim, escolher casacos abaixo do joelho e sapatos com saltos não demasiado finos, para apoiar bem o tornozelo e adelgaçar as pernas.

E pronto, temos uma silhueta pêra sempre elegante...




Paradoxos das férias de Verão.



Destinar tempo para adiantar tarefas, marcar presença neste e naquele evento, resolver assuntos pendentes, redecorar a casa, pôr em uso coisas que para ali estão guardadas (receitas, livros, exercícios, fatiotas) e que não tivemos ocasião de testar o resto do ano E AINDA tirar uns dias para passear e ir à praia, tudo milimetricamente organizado. E não ter tempo para metade destas coisas, o que resulta em que se esteja mais stressado do que em época normal. Desconfio que o calor é um inimigo natural das habilidades de gestão.

Quer cinco minutos de fama? Arrependa-se do Photoshop.



Nem que tenha usado o programa de edição de imagem só para tirar um centímetro à saia que saiu do sítio ou eliminar um raio de sol (ou uma mosca) que bateu em cheio no nariz. É que com a histeria da "beleza real"  anunciar nas redes sociais "decidi ser honesto (a) em relação aos meus retratos" é audiência garantida.
 Foi o que fez mais uma blogger de moda (dos blogs de fatiotas que vivem da imagem e não tanto do texto)  e o assunto, que não tem ponta por onde se lhe pegue, tornou-se viral em menos de um Credo.

 O tema já foi visto por aqui e não me quero alongar a dizer mais do mesmo, mas o infeliz do Photoshop - e os seus primos - é como tudo na vida. Usado com moderação (para cortar um detalhe que estraga uma boa fotografia ou corrigir um efeito esquisito causado pela luz ou pela própria câmara) é útil; usado em exagero é ridículo, mas só uma pessoa tola quer passar pelo que não é e assim como assim já ninguém crê em tudo. 

Usar um pequeno truque de Photoshop ou eliminar uma imagem que não saiu boa para que o mundo não veja o mau ângulo é basicamente a mesma coisa, eu acho.Ninguém é obrigado a aparecer de uma forma pouco favorecedora: os exageros que resultam daí, que têm sido vistos em certas publicações, isso já foi tão dissecado que nem merece tempo de antena.

 Ora, não sei se a blogger de Nova Iorque foi realmente honesta e só mostrou as imagens menos alteradas que tinha lá em casa - porque como no exemplo acima, reduzir o efeito "inflado" do vento numas pantalonas de seda não tem nada que se lhe diga - ou se só nos mostrou a ponta do véu e tem um aspecto muito diferente do que apresenta no seu blog, mas isso é irrelevante. O que me espanta é a atenção que se dá a isso, a obsessão invertida e igualmente fútil com o aspecto exterior.

 Está visto: se querem audiência, digam para aí "estou muito arrependida de fazer as pessoas sentirem-se mais feias do que eu". E o mundo politicamente correcto aplaude a "coragem", porque está sempre mortinho para demonstrar que ninguém é tão lindo como isso. Vanitas vanitatum et omnia vanitas, é só o que vos digo. Há mesmo muita  gente desocupada por este mundo...

Monday, August 18, 2014

Piada do dia: ao que chegou a "igualdade", cavalheiros!


Estava eu no supermercado, a pensar na minha vidinha, quando me deparo com esta bela revista. 

Reparem no título e digam-me cá se "pais grávidos" não parece estranho, no mínimo.

   Já tinha mencionado por aqui algures que essa coisa de um casal se dizer "grávido" me soa bastante disparatada e um bocadinho contra natura. Como se um homem, para mostrar que cumpre as suas obrigações, que não foge às suas responsabilidades (também era só o que faltava) e que se importa com a sua mulher e com o herdeiro que vem a caminho, ou que forma um casal muito unido com a mãe do seu filho, tenha de se feminilizar desta maneira.


Resposta à pergunta do pequeno: "Não, filho, graças a Deus ainda não chegámos a tanto!"

 É que pelo andar da carruagem, um cavalheiro que diga simplesmente "vou para casa a correr, a minha mulher está grávida" como sempre se usou desde que o mundo é mundo e não se inclua a si próprio, compungida, efeminada e babosamente, no estado de graça... é um verdadeiro brutamontes, um insensível, um pai desnaturado, um marido sem coração.

  Ainda estou para compreender esta mania de despir os homens da sua masculinidade -  tirando-lhes toda a iniciativa, fazendo deles uns pés de salsa - e depois aqui D´El Rei, que já não há homens e são todos uns bananas. Nada disto é para admirar vendo a disseminação de ideias destas (aviso aos olhos sensíveis) ou  destas vendidas pelos media ao público como a única forma de pensar: uma mulher que queira ser bonita e se comporte como uma mulher é antiquada, um homem que se comporte como um homem é um selvagem. E ai de quem não subscreva esta ordem das coisas...

 Primeiro, afirmar que um casal está "grávido" será dizer que o contributo masculino não serve para nada - só os 9 meses no ventre da mãe é que contam e pronto, chama-se-lhes "grávidos" em jeito de consolação, para os coitados terem um bocadito de protagonismo na situação toda.

 Ora, a Natureza que é muito sábia criou as coisas assim por algum motivo: no tempo das cavernas não havia de dar assim muito jeito ambos terem uma barriga enorme. Vinha uma fera, e depois? Cada um fugia atabalhoadamente para seu lado? Não, tinha de haver um elemento apto e ágil para proteger a mãe e, passe o termo que isto há gente muito sensível, a cria.

 Um casal "grávido" é como um cego a guiar outro. A última coisa de que uma mulher que esteja de esperanças precisa é de um companheiro tão sensível como ela, com as hormonas ao rubro (para usar um termo igualmente parolo) a choramingar, a ter desejos às tantas da manhã (dizem que acontece, mas daí a assumir-se tal coisa...) e a enjoar à mesma velocidade. Olhem que rica ajuda...

 Que se acompanhe às consultas, que se dê todos os mimos, muito bem; que se assista ao parto é lá com cada um (pessoalmente acho que isso é assunto de mulheres e que não fica lá muito bonito aparecer à cara metade descabelada, aos berros e tudo o que nós sabemos, mas são opções individuais); que o pai se comova imenso quando vê o bebé, que tome conta dele, é de derreter uma pessoa. Mas dizer-se "grávido" é, sei lá...um nadinha piegas (o que não tem nada a ver com ser carinhoso). Na mesma onda dos homens que falam à bebé com as namoradas, mas pior.

 Se há altura em que uma mulher necessita de um homem a sério, paciente, sereno e protector, é essa. Agora um grávido cheio de fanicos, bem...deixem essa parte às senhoras e vão buscar tâmaras às cinco da madrugada, dar massagens, oferecer presentes, levá-las a passear e outras coisas que as mães realmente agradecem. Não têm mesmo coisas mais masculinas para fazer?









Domine o seu guarda roupa com 3 mandamentos simples, segundo a Elle americana

Grace Kelly
"(...) buy less stuff, but of a higher quality; (...) shop less often, but in larger batches; and (...) be sure that each purchase plays a necessary role." 

Embora algumas revistas de moda abandonem cada vez mais os artigos "a sério"  - ou seja, as peças de bons jornalistas ou escritores que me fizeram ganhar o hábito de ler estas publicações e que tanto me fascinavam nelas desde muito nova (seja interpretando tendências a fundo, resumindo e explicando as novidades, recordando ícones ou dando uma interpretação pessoal sobre determinadas experiências de estilo) - ainda aparecem textos com pés, cabeça e conteúdo que merecem atenção.

 A Elle é uma das poucas que, mau grado algumas cedências bem escusadas, nos presenteia com crónicas e reportagens à antiga, mantendo uma certa qualidade que a tornou na minha favorita durante os primeiros anos. E a edição americana não desilude.

Neste artigo da poetisa e ensaísta Meghan O´Rourke sobre limpeza do closet (para o adaptar não só a uma nova fase da vida, mas ao verdadeiro "eu" de cada uma) são resumidos, numa frase apenas, os três pilares a ter sempre presentes para construir o "enxoval" perfeito:

1- Comprar menos, mas de melhor qualidade;

2- Comprar com menos frequência, mas em lotes maiores;

3- Assegurar-se de que cada nova peça desempenhará um papel útil/necessário.

Estes passos  já têm sido apontados aqui no IS, mas para que se vejam resultados na prática convém memorizá-los e tê-los em mente a cada ida às compras.



Marilyn Monroe

 Peças de melhor qualidade não só ficam na memória porque representaram investimento (logo, não corre o risco de as deixar abandonadas pelos cantos) como duram mais, têm um ar composto e não enrugam nem se enchem de fios soltos,  pêlos, borboto e partículas sem que se saiba como. Assim minimiza-se o efeito "um armário cheio de porcarias e nada para vestir".

- Se de cada vez que compra trouxer em quantidade as peças que lhe fazem mais falta (seja calças pretas simples, t-shirts básicas, bons vestidos ou lingerie adequada) vai evitar correrias de última hora e compras por impulso, além de ter sempre em casa o que lhe é necessário e não passa de moda.

- Tudo o que se compra deve funcionar/combinar com o que já existe em casa e /ou ter um propósito. Uma bela gabardina abaixo do joelho resulta bem sobre quase tudo; uns sapatos coloridos servem para ocasiões especiais ou para animar toilettes excessivamente sóbrias, desde que tenham um modelo discreto;  uma saia estampada preta e branca é mais útil do que uma de padrão extravagante, pois servirá para usar com as suas camisas brancas clássicas, t-shirts pretas estilo bailarina, blusas pretas, camisolas de malha, etc, etc.

 Ou seja, antes de ceder à tentação há que visualizar a quantidade de conjuntos que pode fazer com determinada peça, e/ou a necessidade que ela vai preencher na sua vida.

Fazendo disto um mantra não haverá tantas situações de remorso, confusão e recursos "torrados" em tralha inútil, prometo.








Sunday, August 17, 2014

Três frases geniais ouvidas hoje


1- "Afaste essas malditas teorias e alegre-se. A vida é encantadora, a questão está no modo como a encaramos".

Alexandre Dumas (Filho)

2- "Basta a aparência de fraqueza para criar fraqueza"

(Dito em The Borgias, que me surpreendeu agradavelmente com uma nova temporada).

3- "As grandes mudanças são invisíveis"

(Ouvido a amigos)


É verdade que a realidade tem muitas faces, que tudo é ilusão e por isso tudo é possível...mera questão de perspectiva.



Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...