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Saturday, October 25, 2014

Jogo dos 7 erros: disparates que uma rapariga deve evitar a todo o custo


A mulher que ao chegar aos late 20s ou early 30s nunca pensou "quem me dera ter dezoito anos e saber o que sei hoje" que atire a primeira pedra. Porém, tenho para mim que se pudéssemos entrar numa máquina do tempo e avisar o nosso eu de 18 anos das asneiras mais comuns, o futuro continuaria na mesma. Porquê? Primeiro, porque o natural era a nossa versão mais nova achar que sabia tudo e mandar-nos passear; depois porque há certos comportamentos que tendem a tornar-se padrões e que são tipicamente femininos, logo só à custa de experiência podemos aperceber-nos do erro e dar-lhe atenção suficiente para mudar alguma coisa. 

Aqui ficam as 7 maravilhas da tolice, sem nenhuma ordem especial:


1- Tomar decisões quando está carente...ou nervosa



É sabido que não se deve ir ao supermercado de estômago vazio, porque até as piores porcarias parecem apetitosas. Com amizades e relacionamentos, 
passa-se o mesmo: conhecer pessoas novas quando se está a passar por um mau momento leva a que se atropelem passos e se ignorem desconfianças naturais, o que pode conduzir a precipitações e arrependimentos. Na mesma linha, nem sempre é boa ideia seguir os nervos e dizer a primeira coisa que nos passa pela cabeça, em modo não vá a ocasião desperdiçar-se. A palavra dita, como a flecha atirada, não volta atrás.  O conselho vale ainda para questões práticas ou de carreira: a pressão pode dar-nos uma coragem que de outra forma não teríamos, mas convém aproveitar esse impulso para pequenas coisas; em escolhas que possam virar a sua vida do avesso é preferível respirar e analisar com calma.

2- Fazer mudanças porque sim...ou para arreliar alguém



Nem a mulher mais sensata, doce e disciplinada está livre de assomos de rebeldia ou da boa e velha ira justa - e isto em qualquer idade. Mas fazer escolhas potencialmente erradas - e que se está mesmo a ver que vão dar para o torto - só porque era o que os seus pais não gostariam e está farta de que tentem controlar a sua vida, ou para se vingar daquele ingrato do seu ex namorado, ou porque está cansada de ser a santinha de serviço, pode correr mal...para si. Certo, eles ficarão aborrecidos, obterá uma saborosa desforra, mas no final é você que terá de andar de vassoura em punho a apanhar os estilhaços. A retaliação é a mais espinhosa das motivações.

3- Desdobrar-se para agradar



Os seres de saias gostam de ver toda a gente feliz à sua volta. Foram programados para sorrir, usar de diplomacia, consertar tudo, ter uma tolerância de Buda e descobrir soluções. Não é por acaso que muitas empresas preferem contratar mulheres! Mesmo as mais dignas e orgulhosas, que passam longe do terrível estereótipo de mulher da luta, não gostam de desistir sem mais aquelas dos projectos, pessoas e relacionamentos em que se empenham. E se errarem farão tudo para compensar o erro, o que pode levar a aproveitamentos e abusos. Regra simples: quando estamos no lugar certo, onde somos realmente apreciadas, não é preciso fazer um esforço sobre humano; as coisas fluem naturalmente. E quando se trata de pessoas, não vale a pena tentar ser perfeita: quem se importa connosco gosta de nós exactamente como somos, terá compreensão e não exigirá mundos e fundos. Virar-se do avesso raramente compensa.

4- Dar tudo por tudo sem garantias



Fazer todas as horas extra e todos os sacrifícios sem recompensa e pior, sem fazer ideia de qual é o seu futuro na empresa, alimentar relacionamentos indefinidos...o medo de perguntar e de pôr as coisas em pratos limpos acompanhado da mania de dar boa impressão, achando que todos são justos e honestos, é o mesmo que carregar um cartaz a dizer "puxem o envelope à vontade". A vida são dois dias e quanto menos se confiar em "acordos de cavalheiros" melhor. Ninguém respeita pessoas demasiado tímidas e passivas - além de que não perguntar pode dar erradamente a impressão de que não se importa com aquilo para que se tem sacrificado.

5- Mudar de visual antes de uma ocasião importante



E usar roupas difíceis de vestir quando está com pressa, ou experimentar um perfume que nunca usou antes de uma reunião sem saber se vai deixar toda a gente (incluindo você) enjoada. Há roupas fáceis de vestir, que resultam sem esforço - e que devem ser usadas nos dias de stress ou pressa - e aquelas que exigem ponderação, logo é imperativo guardá-las para quando tem tempo. Se nunca tem tempo, não inclua essas coisas no seu guarda roupa e problema resolvido.
 De igual modo, não convém mudar de penteado antes de uma grande apresentação ou estreia onde sabe que terá os olhos postos em si: ninguém pode garantir que mudará para melhor e mesmo que a mudança seja pequena, pode ser o suficiente para dar cabo da confiança de ferro que levou tanto tempo a construir. Isto também se aplica ao dia do casamento: nunca percebi as noivas que nunca tendo usado frufrus ou cabelo apanhado na vida, aparecem no altar de chignon e vestido de suspiro. Na pior das hipóteses, o noivo pode embirrar que não quer casar com uma estranha; na menos má, ficará com um álbum que a vai envergonhar o resto da vida ou pôr os seus futuros filhos a perguntar "quem era esta, pai?".

6- Excesso de subtileza



As mulheres são por natureza misteriosas e a discrição é das melhores qualidades femininas, mas tudo se quer na medida certa. Se ninguém percebe as suas intenções, pode estar a passar a mensagem errada e ganhar uma pontaria péssima para os seus objectivos. Por vezes as pessoas são muito despistadas. Se um cavalheiro de quem gosta toma a iniciativa como deve, lhe faz uma corte assídua mas nunca obtém uma resposta que se entenda, pode ficar intimidado e pensar que não quer nada com ele; se está ansiosa por uma promoção no emprego mas não o demonstra (por timidez ou por medo que alguém tente atrapalhá-la) podem julgar que não está interessada ou que não tem garra suficiente para assumir esse papel. Um cavalheiro deve sempre querer dizer aquilo que demonstra, mas às vezes isso também se aplica a nós.

7- Nadar na maionese...e perder tempo



Estar pelos cabelos com um emprego que mal paga as contas mas não fazer uma pesquisa de mercado no sentido de arranjar outro porque anda tão cansada. Ficar presa a um relacionamento que não vai a lado nenhum porque o diabo que se conhece é melhor que o diabo que não se conhece, ou tem medo de magoar o Manel que é tão bonzinho, mesmo que a longo prazo isso vá resultar em infelicidade para ambos. Querer dar um salto de carreira mas ir adiando porque não dá jeito ou sabe-se lá. Estabilidade, segurança e apreciar o que se tem, tudo isso é muito importante; nunca é bom ser imprudente ou encher-se de soberba (vulgo, achar-se tão fantástica que cem pretendentes melhores que o Manel ou 100 cargos fabulosos vão cair aos seus pés assim que puser um pé na rua). 
 No entanto, manter-se em situações sem saída ou que a fazem infeliz por medo de espreitar lá para fora, por achar que amanhã será ou porque não se dá ao trabalho de imaginar um cenário diferente e melhor não só conduz a frustrações graves como causa o efeito "onde é que eu torrei os últimos cinco anos da minha vida"? Tempo é dinheiro e convém levá-lo a sério.








Friday, October 24, 2014

Momento de alívio "esta é pior que eu"


Recentemente precisei de estar fora por uma semana; e se por costume já gosto de andar prevenida com toilettes de dia e noite para cada necessidade (incluindo carteiras, clutchs, agasalho  e sapatos devidamente acondicionados nos seus dustbags) + backups para todas elas, necessaire com o kit de cabelo e maquilhagem e ainda o computador, a situação em causa exigia que eu levasse algumas coisas extra. Como para cúmulo ia viajar sozinha de comboio, não pude adoptar a fórmula do costume (um porta fatos grande e uma mala pequena). 

Resultado: tive de usar um malão com rodas e fartaram-se de brincar comigo por causa disso, que não conheciam ninguém que viajasse com tantas coisas e que era preciso um aio para carregar tudo aquilo. Até houve um senhor no comboio que me ajudou a descer o mostrengo para a plataforma e me perguntou se eu levava ali algum cadáver (coisa que eu não faria porque sou boa pessoa e porque não gosto de cheiretes na roupa ...).

 Pois bem, ontem estava a folhear a Hola e eis que a Senhora Dona Amal Clooney, para uma estadia de três dias (três dias, ora toma!) em Atenas levou uma mala igualzinha e ainda outra mais pequena, fora a vanity case encarnada que vai na mão. E isto tudo vestida de Oscar de La Renta e saltos altos. Vá lá, eu ia com uns jeans Krizia da minha colecção para me mover à vontade, não chego a tanto mas dou-lhe o desconto porque as circunstâncias são diferentes.

 Em todo o caso sabe bem ver que não sou a única. Uma mulher viaja com a bagagem que lhe dá mais jeito e não tem de pedir desculpa por isso. More power to you, Amal!






Bem dizem que as ruivas não são para brincadeiras.


Evelyn Powell, de Criadas e Malvadas (interpretada pela bonita actriz Rebecca Wisocky, que muito adequadamente fez de mãe de Bree em Desperate Housewifes) é uma personagem fantástica e com um figurino extraordinário. 

  Aliás, vale a pena ver a série só por causa do guarda roupa e caracterização de todo o elenco (a equipa de figurinistas e alfaiates é enorme, reparem)  mas sempre que Evelyn aparece é impossível desviar a atenção: cores ricas (bourdeauxs, verdes, dourados). Griffes como Lanvin, Hermès e Helmut Lang. Maquilhagem irresistível para qualquer ruiva atenta. 

 A milionária Mrs. Powell é uma festa para os olhos, mas as suas linhas não ficam atrás. É um pouco fora da realidade "mataste a minha criada, agora quem vai limpar esta porcaria toda?" mas tem um lado compassivo e uma personalidade de ferro.
 Adorei ver como pôs o namorado categoricamente no seu lugar quando ele puxou a cartada de falso Alfa e abusou da sua posição, tentando tratá-la como uma mulher deslumbrada e carente de modo a ter mais ascendente sobre ela.

 "Só porque temos uma relação, isso não te dá qualquer poder sobre mim".

 Spot on. Não faltam por aí "senhores", salvo seja, que só porque têm um envolvimento emocional com uma mulher acham que podem pôr e dispor sem mais aquelas.

 Ora, uma mulher tolera a devida autoridade ao pai pelo respeito que lhe deve (enquanto vive em casa dele e mais além); no mundo do trabalho, pode anuir a ordens com que não concorda muito por parte das chefias (que remédio) e quando casada, deixar o marido ser figura de proa ou mesmo aturar um desmando ou outro (em modo "leve lá a bicicleta")  porque afinal, ele também cede noutras coisas. Fora isso, não há cenário na vida que justifique fazer de tapetinho. Se não existem fronteiras legais ou físicas que definam a posição de cada um, todo e qualquer domínio está na cabeça de quem o permite. Ou seja, cada um (neste caso, cada uma) é tratado (a) na medida em que se deixa impressionar

 E não convém ceder a isso, porque um dia é um dedo, noutro dia é o braço e vai-se a ver a mulher mais segura de si já não é senhora nem do seu nariz. Não basta ter roupas bonitas e toda a pose a condizer: se não se pensa de acordo, está tudo perdido.




Thursday, October 23, 2014

A Cinderela, essa pateta alegre.


Eu que tanto gosto de contos de fadas à moda antiga e que não compro nem um bocadinho a tendência das Princesas Disney modernaças, valentonas e serigaitas, sempre tive cá a minha embirraçãozinha com a Cinderela.

Eu explico: primeiro, porque nas versões mais recentes (que são as que a maioria lê) se perderam pormenores que vinham nos originais de Perrault e dos irmãos Grimm  e por isso a Gata Borralheira, coitada, tornou-se sinónimo de alpinista social... quando a única interesseira na história era a madrasta, que casou por dinheiro e estatuto (noutras versões ainda a madrasta era uma fidalga de brasões empobrecidos, mas continuava a ser interesseira).

Segundo, porque embora se possa dizer que a minha favorita, A Bela Adormecida, também não fez grande coisa por si própria e ficou à espera do Príncipe, em sua defesa a Bela Adormecida estava enfeitiçada e não se conseguia mexer do sítio; foi vítima do equivalente medieval a uma dessas drogas horríveis que agora põem nos copos das raparigas incautas, o que não era o caso da Cinderela. 

A Cinderela estava na plena posse das suas faculdades e mesmo assim continuou a tolerar os abusos da madrasta e das irmãs sem tir-te nem guar-te; se não é a Fada Madrinha vir em seu auxílio ainda agora continuava a limpar as cinzas da lareira que era um gosto. E no fundo, o que é que a madrasta fazia? Metia-lhe medo, só isso: nem sequer arranjou um caçador para lhe tratar da saúde, como a madrasta da Branca de Neve que apesar de tudo era Rainha e uma Bruxa má como as cobras ainda por cima, com um espelho mágico que era pior que um GPS para encontrar a desgraçadinha onde quer que ela se escondesse.

 A madrasta da Cinderela nem ao menos tinha poderes, logo era um caso de a moça se impor à vassourada, ou chamar o juiz de paz ou qualquer coisa. Mas não, teve de vir a Fada para consertar tudo com um bibiddi-boddiddi-boo (adoro essa canção, já agora).




E terceiro porque não tenho nada contra a ideia romântica de ser salva pelo Príncipe Encantado, ou contra uma mulher deixar-se mimar pelo homem da sua vida, ou mesmo de ter um papel mais tradicional se ambos quiserem: mas a Cinderela é um bocadinho demais.

 Quebrado o encantamento, sem a Fada e sem o Príncipe, não lhe resta nada senão uma abóbora e um sapato de cristal desemparelhado. Sem o Príncipe, ela não é senão a Gata Borralheira. Não tem nada de interessante a passar-se na sua vida. Mesmo para experimentar o sapatinho precisou de ajuda e não me admirava que se o Príncipe saísse um grande malvado depois do casamento, ela continuasse a ser tão xoninhas como era com a madrasta,levando ao exagero o papel de esposa extremosa.

  Nenhuma rapariga inteligente, por mais feminina e tradicional que seja, deve cair num caso Cinderela: há que estar sempre prevenida para que as Doze Badaladas não a deixem apeada e sem sapatos. E pelo sim pelo não, pedir à Fada Madrinha que lhe ensine a usar uma varinha mágica  em vez de estar à espera que a velhota lhe arranje calçado, vestido e carruagem de cada vez que lhe apetece. Ser doce, bondosa, paciente e bonita, tudo isso são grandes virtudes, mas...convém ter um bocadinho de miolo. Ser apenas uma Paciente Griselda nem sempre é boa ideia.

9 lições de estilo de beldades famosas


Na vida, há que aprender com quem sabe. Numa época em que o "movimento" #iwokeuplikethis (para quem anda distraído, I woke up like this, inspirado na canção de Beyoncé) anda em guerra com certos exageros de plásticas, maquilhagem e photoshop, convém que as mulheres possam encontrar o equilíbrio. E estas nove senhoras são capazes de ter a receita:


1- Mae West: confiança à prova de bala



Bonita, inteligente, cheia de vida e sem medo de usar as curvas femininas a seu favor, Mae West seduzia tanto pelo seu aspecto como pela joi de vivre e espírito. Sempre alegre, cultivava a arte de não se arrepender de nada, de tirar partido daquilo que Deus lhe tinha dado ("curvas podem ser perigosas, mas não evitadas") e de nunca ser apanhada desprevenida: "esteja sempre no seu melhor. Quem disse que o amor é cego?".

2- Brigitte Bardot: "desarrumado" é chic



A sex kitten suprema possuía o savoir-faire tão famoso nas mulheres francesas; dominava como ninguém a arte do "penteado despenteado" e da maquilhagem ligeiramente desmazelada. Contrabalançava isso com roupas simples, mas impecáveis: effortless chic no seu melhor. Por vezes convém que uma rapariga pareça polida sem dar a entender que passou horas de volta do espelho, para deixar entrever o seu apelo natural.

3- Marylin Monroe: o fitting é tudo.



Senhora da figura de ampulheta por excelência, Marylin aplicava o truque mais precioso para raparigas curvilíneas e de cintura estreita: boa alfaiataria. Embora em alguns dos seus filmes usasse  vestidos tão coleantes que precisavam de ser cosidos nela, evitava-os na vida real, assim como às roupas demasiado largas ou esvoaçantes. Todos os seus looks eram desenhados para delinear as formas sem exagero, em bons tecidos e sempre com um sentido infalível das proporções - uma escola comum a deusas do ecrã de ontem e hoje, como Gina Lollobrigida, Raquel Welch, Sophia Vergara, Penelope Cruz ou Eva Mendes.

4- Sophia Loren: dieta, ma non troppo

Magricelas na adolescência, a musa romana/napolitana disse sempre dever à pasta as formas que a celebrizaram - o que não implicava ausência de cuidados. Belíssima ainda hoje, Sophia recomenda que se coma um bocadinho de tudo, que se prove disto e daquilo mas não demasiado e que se acompanhe isso de um pouco de movimento. Uma mulher enjoada, que não saiba viver, não tem graça nenhuma.

5- Kate Moss: be yourself

Criticada no início da sua carreira por não corresponder ao tipo físico das top models, a petite Kate Moss fez escola como digna sucessora de Twiggy e Penelope Tree. Para a longevidade do seu êxito contribuiu muito um sentido de estilo apuradíssimo, que continua a fascinar fashionistas por todo o planeta. Kate nunca teve medo de brincar com os clássicos, de se antecipar às tendências e de recorrer a misturas (novo com velho, barato com dispendioso) vestindo aquilo com que se identificava sem fugir demasiado ao que a favorecia. Ter alma é meio caminho andado.

6 - Jackie Kennedy: fiai-vos nos básicos

Embora tivesse introduzido inovações - a maior das quais foi a de ser uma Primeira Dama que brilhava *ainda* mais do que o marido- Jackie mantinha uma base simples e irrepreensível nas suas toilettes. Apontamentos como pérolas, que ela mesma disse serem "sempre apropriadas" e um porte racé faziam o resto. Por isso não há um único retrato dela que pareça feio ou datado: praticamente tudo o que vestia pode perfeitamente ser usado hoje. Less is more!

7- Grace Kelly: qualidade por dentro e por fora
Outra senhora de perfil aristocrático e pouco dada a novidades, Grace Kelly não corria riscos: os seus visuais eram sempre discretos,  imaculados, com peças de extrema qualidade adaptadas à sua figura de cisne (segundo as costureiras, ela era tão bonita que as roupas quase não precisavam de retoques) e com uma noção perfeita do uso da cor. A futura Princesa Grace procurava a elegância e não tanto atrair os olhares; mais do que isso, era sua graciosidade natural que cativava, aliada ao facto de ser gentil e educada com toda a gente. Nenhuma mulher pode ser linda por fora se não for bonita por dentro também.

8- Audrey Hepburn: preto é sempre elegante
Tal como Grace, Audrey era uma verdadeira senhora, serena e disciplinada, que se regia por máximas como "gentileza, "não fazer um espectáculo de si mesma, colocar sempre os outros primeiro e comportar-se sempre como se não estivesse sozinha". Essa discrição casava lindamente com o seu uso do preto: salvo raras excepções, é muito difícil estar mal de negro. É uma base perfeita, compõe uma toilette rapidamente e 
presta-se a várias inspirações: elegante, nonchalant, punk, gótico, romântico e por ai fora.

9 - Monica Bellucci: deixar brilhar a Deusa interior
Tornou-se conhecida no início dos anos 90 e continua a ser considerada uma das mulheres mais belas do mundo. Como boa italiana, Monica vai-se adaptando de acordo com o passar dos anos mas mantém-se fiel ao estilo que a celebrizou: longo cabelo escuro, lábios cheios, pele imaculada e vestidos clássicos Dolce & Gabbana (que ficam bem em qualquer idade). Nota-se que faz por conservar a juventude e a beleza mas sem exageros, porque a sensualidade é algo que vem de dentro: tem mais a ver com o charme que se irradia, com a alegria de viver, com a autoconfiança de quem toda a vida foi bonita (e acima de tudo sabe jogar com isso, porque há mulheres bonitas que não fazem ideia) do que com o pormenor de uma linha ou outra. Nenhuma mulher pode mostrar a deusa que há em si se passar a vida preocupada em ser perfeita: há que escolher o que mais favorece, aquilo que se sabe que funciona e deixar-se ir.














Wednesday, October 22, 2014

Palermices do dia: o espanholito arrivista e a Bridget Jones a fazer das suas.



Espanha ficou banzada com o alpinista-social-espertalhão-com-cara-de-bebé que conseguiu enganar meio mundo e até ser recebido por Filipe IV.

  Não sei porquê: única coisa que me espanta aqui é o ar de jardim escola do mocinho, que com vinte anos parecia ter dezasseis no máximo... quanto mais credibilidade para convencer alguém.
 De resto, não faltam peralvilhos ambiciosos, treinados nas vendas de batidos milagreiros da vida e ansiosos por aparecer, com lata e falta de escrúpulos para isso e para muito mais. Talvez tenham menos sorte ou sejam mais prudentes, mas o modus operandi e as motivações não diferem: ora trocando de partido político como de camisa, ora furando bolos em tudo quanto é organização ou ainda engraxando das piores maneiras quem encontram pelo caminho, os patos bravos deste género começam cedo. Coitadinhos, sentem-se complexados socialmente e inventam uma identidade lá mais a seu gosto, ou mais a condizer com a ganância que os move. Sociopatazecos destes são sempre ridículos e felizmente a maioria acaba assim, alvo de chacota. Moral da história: quando alguém sorri muito, se faz muito útil e fofinho e servil, há que ter as orelhas equipadas com radar, como o Casimiro...



E enquanto isso, o resto do planeta admirou-se muito com o novo rosto de Renée Zellweger. Não sei que diabos a actriz fez à cara, mas descaracterizou-se completamente. Se calhar o bronzeado e uma maquilhagem diferente ajudam à transformação, mas houve quem a confundisse com Cameron Diaz e a mim parece-me a Rainha Letizia!
 Onde estão o maxilar anguloso, os olhos achinesados e os lábios almofadados que eram a sua imagem de marca? 
 Não tenho nada contra pequenas intervenções de aperfeiçoamento ou para manter um ar jovem, mas bem dizia a avó que é pecado querermos ser muito diferentes daquilo que Deus nos deu. É que se corre o risco de ver uma estranha ao espelho, o que é no mínimo esquisito...
Porém (aqui entre nós que ninguém nos ouve) eu que até gostei muito de a ver em Chicago, sempre achei que a actriz era um pouco exagerada: estragar uma silhueta como ela tinha só para interpretar Bridget Jones, um dos piores exemplos jamais escritos para as mulheres? 



Não anunciava coisa boa. Bridget Jones era assim uma desgraça ambulante: desleixada, bêbeda, trapalhona, promíscua, um tapetinho sempre disponível sem um pingo de dignidade, e ainda se queixava da vida. Não sei como é  que as mulheres se identificaram com uma personagem tão patética e embora me tenha rido numa cena ou duas quando vi de relance os filmes na televisão, encolhia-me sempre que reparava nas bochechas encarnadas de Renée e no seu aspecto inchado.
 Quem faz uma faz um cento, logo não se admirem da mudança radical: é só mais uma. Há pessoas assim, que arriscam mesmo quando não vale a pena.

Tem um irmão? Ouça-o!


Ser rapariga e ter irmãos rapazes - mais novos ou mais velhos não importa, porque eles acham sempre que mandam assim como assim - é ter um comando para-paternal sempre por perto.

 É que eles são muito protectores, pelo menos os irmãos que eu conheço (ter um e mais uma data de primos com irmãs qualifica-me para falar do assunto, vá).
 Por vezes, mesmo que o pai não seja extra rigoroso na conduta de uma rapariga, o irmão, mais actualizado quanto às últimas modas e comportamentos, terá algo a dizer nos critérios "não gosto que irmã minha frequente esse sítio", "essa amiga não é boa influência", "ela vai sair assim à rua?", ou , mais importante, "esse rapaz não presta".

 É que sendo homens, eles têm acesso a informação (vulgo, conversas masculinas) que nós não temos e a subtilezas que nos escapam. Certas roupas, hábitos ou companhias em que as mulheres, por certa ingenuidade, não vêem maldade alguma, para eles - que falam uns com os outros e sabem o que se diz e a impressão que essas coisas causam - têm outro contexto.  Por isso, a visão da realidade dos irmãos e o conselho deles não é de desprezar.


 Por exemplo, eu nunca fui fã de tatuagens. Era uma daquelas coisas que achava graça ver nas outras pessoas mas nunca me passou pela ideia aderir. No entanto, a única que me parecia resultar realmente bem no corpo feminino era nos rins: achava que ficava bonito e que é uma zona que se esconde facilmente. Comentei isso com o meu irmão, ao ver passar uma rapariga que por acaso era bastante elegante. Pois bem, desenganou-me logo ali: O quê, um tramp stamp??? E se eu por acaso sabia o que era um TRAMP STAMP. Não, não sabia, nem sonhava o que era isso: nós mulheres, mesmo as mais bem comportadas e a quem nunca ocorreria aparecer em público em preparos mais provocantes, tendemos a apreciar as coisas só pelo seu efeito estético. Não temos a mesma malícia, nem estamos a par do que eles dizem uns aos outros. Fiquei informada que aquela tatuagem correspondia  a um "selo de galdéria" - e cheia de pena das mulheres que não tinham irmãos para lhes ensinar o que isso era. Se calhar houve imensas a tatuar um "tramp stamp" sem saber a conotação da brincadeira.

 Já mencionei aqui que se uma toilette me deixa dúvidas quanto à sua correcção e bom ar, o tira-teimas é o meu irmão: não percebe nadinha de moda nem quer, mas tem um bom gosto extremo e um olho apuradíssimo para a subtileza. É que eles sabem, têm um  instinto fantástico; acima de tudo reconhecem o que gostariam de ver numa rapariga para levar a sério, e aquilo que os homens gostam de ver...mas no mau sentido.

 Pois bem, essa protecção fraternal é especialmente activa quando se trata dos namorados das irmãs. E segundo este artigo, não há nada mais seguro do que a opinião dos irmãos quando se trata de apresentar um pretendente à família.

 Sendo a versão masculina de nós e estando destituídos de envolvimento emocional ou de expectativas em relação à pessoa, eles vêem aquilo que nos escapa. Um pai terá essa percepção, certo, mas o pai é o primeiro alvo da bajulação natural num pretendente, ou da "operação-desarmar-potenciais-sogros" . Ele tentará agradar ao pai, lisonjeará a mãe, será amoroso com as irmãs, avós e tias mas se calhar vai descuidar-se perante o irmão que não é, afinal, a autoridade máxima da família, e mostrar-se a ele tal como é. Em última análise, todos os homens sabem ser malandros, ou pelo menos terão amigos malandros (é preciso um para reconhecer outro) logo o irmão vai detectar mais facilmente qualquer sinal de pantominice.

 Onde os pais verão um homem que possivelmente vai tentar tornar a filha feliz - e terão o raciocínio toldado por ver a sua menina tão contente - e as irmãs ou amigas poderão achar que ela teve imensa sorte, um irmão terá uma data de grãos de sal e vai avaliar o homem tal como ele é, independentemente de se apresentar sob o título ou capa de namorado da irmã.

 Certo é que para um irmão consciente, nunca homem nenhum será perfeito para a sua maninha querida e poderá surgir o complexo "o meu irmão embirra com qualquer um!" mas vale sempre a pena dar ouvidos. Talvez ele não acerte a 100% no seu profiling, mas saberá distinguir o indeciso, o fraco, o engatatão, o atrevido, o fura vidas, o vaidoso, o egoísta, o ciumento. Depois é somar isso ao seu próprio instinto e às evidências. O parecer fraternal deve contar pelo menos 50 pontos em 100 na aprovação da pessoa em análise.

 Quem não tem irmãos, poderá pedir a um primo com quem tenha crescido (e de preferência, que tenha irmãs) que se voluntarie para o papel. Antes prevenir...


Tuesday, October 21, 2014

Maria Fitzherbert e Josefina: adoradas e...desafortunadas (Parte II)


Josefina, a musa de Napoleão, fê-lo penar bastante para obter o seu amor, e só mais tarde- um pouco tarde demais - percebeu o quanto o amava. Seria mais feliz se não tivesse procedido dessa maneira, mas por vezes os sentimentos são coisas difíceis de decifrar... e um coração de mulher é sempre um poço de enigmas.

 Já Maria Fitzherbert (1756-1837) essa fez sofrer muito o homem que viria a ser seu marido (salvo seja, como veremos), o futuro Rei George IV de Inglaterra: não por leviandade ou egoísmo, mas por ser uma mulher ajuizada e virtuosa, qualidades que de pouco lhe valeram.

 Bonita, oriunda de uma família distinta mas empobrecida, aos 25 anos Maria Fitzherbert, nascida Smythe, via-se duas vezes viúva: o primeiro marido era um jovem fidalgo bastante superficial, que  morreu no próprio ano do matrimónio; o segundo um rico proprietário de terras, que a deixou numa situação financeira muito confortável.



 Na posse de alguns meios e com um nome aceite em toda a parte, Maria encontrava-se em posição de frequentar a sociedade; senhora de um palminho de cara, de uma invejável cabeleira loura e de um porte sedutor - predicados a que juntava duas mil libras de rendimento e vastas propriedades - pretendentes não lhe faltavam, mas a linda viúva não tinha pressa em encontrar marido: tencionava gozar o mais possível a sua liberdade e o desafogo que não conhecera antes.

O sossego, porém, não duraria muito. 



 Uma das suas maiores amigas, Lady Sefton, tinha um camarote na ópera, e crê-se que foi lá que o Príncipe George a viu pela primeira vez, ficando instantaneamente obcecado por ela. Maria, Católica devota e conhecedora tanto das regras do mundo em que se movimentava como da péssima reputação de conquistador do herdeiro do Trono, 
recusava-lhe os avanços como podia sem o melindrar. 

Não se envaidecia por ter conquistado a segunda figura do Reino: como mulher sensata que era, a ideia aterrorizava-a.

 O príncipe, uns anos mais novo do que ela e mais inexperiente em amores profundos (embora não em matéria de aventuras escandalosas) parecia no entanto não se importar em fazer-lhe uma corte cerrada, ignorando as más línguas que se deliciavam com a perseguição. Maria estava mortificada - na sua dignidade feminina, não queria ser mais uma conquista fácil na lista do real Romeu; sem outra saída esperava que não o levando a sério, ele se entusiasmasse com uma nova aventura e a deixasse em paz. Debalde. 



 E no entanto, começava a apaixonar-se por ele...o que não era difícil: George era um rapaz de bela presença, o homem mais pretendido do reino, e tanta paixão comoveria a mulher mais empedernida. Ainda assim Maria dominava-se, temendo desgostos maiores.

Tal resistência, porém, só aguçava a desvairada paixão dele: o Príncipe de Gales parecia um estouvado quando lhe apresentavam razões de Estado, as diferenças religiosas e outras, para invalidar tal união. Amava Maria com o ímpeto da sua idade e o egoísmo da sua condição, não se ralando com os danos que a reputação dela pudesse sofrer ou as aflições em que a colocava. Pensou em raptá-la, em usar de violência, e só o respeito que a amada lhe inspirava o deteve. 

Vendo que ele não desistia, Maria encheu-se de coragem e, ante o seu milésimo pedido para fugirem juntos - e o dela para porem fim a tal amizade - respondeu-lhe: "sei que sou muito insignificante para poder aspirar ao papel de vossa esposa, mas considero-me valiosa demais para ser vossa amante".

 Desesperada, por duas vezes Maria fez preparativos para abandonar o país. Chegou a fugir para França, onde o Marquês de Bellois lhe propôs casamento. Ela recusou: amava George, ainda que não pudesse viver com ele. O Príncipe, que a mandava espiar dia e noite, tentou e ameaçou o suicídio a cada uma das suas fugas, ou assim fez crer, jurando perante testemunhas (entre as quais, a famosa Duquesa de Devonshire) que casaria com ela e com mais ninguém...e Maria apaixonada, vencida, não pôde negá-lo mais.

 Ela chamava à paixão do Príncipe "a sua fatalidade" - e assim era. Acabou por deixar que o casamento morganático, semi secreto, se realizasse em 1785.
 Porém, o facto não tardou a saber-se e Maria, o elo mais fraco em toda a situação, era acusada de ambiciosa, de pôr em causa o Trono, de atrair uma revolução,de enfeitiçar o Príncipe com os seus requebros...calúnias que ninguém se atrevia a atirar à cara do marido e que a feriam duas vezes por serem absurdas- ela que tanto tentara escapar-lhe! 



 Foram consultadas as maiores autoridades na matéria, concluindo-se que o matrimónio, um caso inédito, era legítimo à luz da Igreja Católica e Anglicana, mas inválido segundo a lei civil...e George, saciada a paixão e coberto de dívidas, apressou-se a casar, com pompa e circunstância, com a sua prima Carolina de Brunswick,cujos pais estavam dispostos a livrá-lo de apuros financeiros.

  A partir daqui, os historiadores dividem-se: há quem diga que apesar da nova união - bígama? - Maria e George se viriam a reconciliar e que, escudados na garantia Papal de que o casamento era legítimo, continuaram a viver juntos por 10 anos, com inúmeras zaragatas pelo meio (o que seria plausível, dado o desastre que foi o seu segundo casamento).  Outros defendem que Maria se recolheu com o seu desgosto e reunindo toda a sua dignidade, lhe fechou as portas para sempre. 

 De qualquer modo, George chamava a Maria "a sua metade, a sua esposa na alma e perante Deus, ainda que não aos olhos do mundo" e no leito de morte, pediu para ser enterrado com o seu retrato ao pescoço. O irmão que lhe sucedeu, Guilherme IV, tinha um grande respeito por Maria e pediu-lhe que aceitasse o título de Duquesa. Ela recusou, pedindo apenas que lhe fosse dada a honra de poder usar trajes de viúva, e que os seus criados fossem autorizados  a vestir librés reais, como sinal público de que fora uma verdadeira e devotada esposa.

  Tanta discrição acabaria por reabilitá-la aos olhos do público, dando-lhe uma aura de figura romântica, de vítima paciente de um Príncipe desmiolado. Não que nada disso contribuísse para a sua felicidade, podemos presumir...










Too much of a good thing can be wonderful, lá dizia a outra.


Julgava que pós Coven, American Horror Story seria sempre a descer, pelo menos no que me diz respeito  (é que depois de reunir a grande Marie Laveau à bruxa fashionista de Jessica Lange a responsabilidade aumenta muito!). Mas Freakshow, que estreou ontem por cá, não só tem o ambiente certo (todo o feel da americana dos anos 50) como fez o favor de me juntar duas coisas que eu adoro: Jessica Lange e...David Bowie. Ou antes, Jessica Lange vestida como David Bowie a cantar Life on Mars com um toque de Marlene Dietrich:

Ora aí está uma coisa de muito valor, porque se David Bowie é uma divindade (o estatuto de god of Rock não basta para o definir, porque também é um style icon e dos verdadeiros, não desses de trazer por casa  a quem agora atribuem o título) Jessica Lange é uma diva.
 Correndo o risco de me auto plagiar (pois já devo ter dito isso algures) acho-a lindíssima, daquela beleza que troça do passar dos anos, e com uma presença magnífica. 

                                  

Pode estar despenteada, com a maquilhagem numa desgraça ou a fazer de bêbeda, de infeliz ou de doidinha,mas mantém sempre o seu ar de grande dame; depois, os seus traços são tão perfeitos que nunca consegue parecer feia por mais que lhe façam. Ser linda aos 20, 30, 40, 50 e mais além e ainda por cima continuar sexy, com um estilo impecável e um sorriso de derreter uma pedra, isso é obra.
Bruxedo, much?
 Não sei que poção é que Ms.Lange toma, mas alguma há-de ser porque isso vem de dentro, não se consegue com tratamentos nem cirurgias. Lá está: suponho que Jessica Lange e David Bowie comprem a fórmula da eterna beleza no mesmo sítio. Agora só resta torcer para que o Thin White Duke faça uma aparição na série para o cenário perfeito estar completo. Please?








Monday, October 20, 2014

Alfa, mas com termos.


Já vos contei que sou um bocadinho viciada na série Mentes Criminosas. Será o meu lado de profiler-por-carolice-ou-necessidade a falar mais alto, mas ao fim de nove temporadas não me canso: os guiões são excelentes, os enredos muito bem construídos, quanto mais assustador é um episódio mais contente eu fico e é impossível não adorar as personagens...e não desejar trabalhar com uma equipa tão perfeita! 
 É que aquilo,fora os horários doidos, é o ambiente de trabalho ideal: todos são amigos, todos são mentes geniais e todos têm um lado humano extraordinário.

 Depois, há um aspecto interessante: cada elemento da equipa, apesar de ter falhas e fragilidades, é um excelente role model. E isso não é muito comum actualmente: as personagens com alguma dimensão costumam ser angustiadas ou no mínimo, anti heróis.


A hacker Penelope Garcia porque é um amor, sempre a ver o lado bom de todo o mundo e a não perder a fé na Humanidade mesmo testemunhando as piores atrocidades; adorava ter aquela mente fabulosa ou vá, que houvesse uma Penelope cá em casa porque o meu jeitinho para engenhocas é igual à minha faltinha de paciência para investigações detalhadas.




A JJ porque é uma excelente esposa e mãe, apesar de ter uma carreira super exigente, e porque mantém sempre uma certa serenidade e compaixão, além de estar sempre gira. Óptimo exemplo para as mulheres!

O Morgan porque apesar de ser o valentão da equipa e de ter aquele ar de modelo da Calvin Klein é um querido, protege toda a gente, passa a vida a levantar a auto estima de meio mundo, é queridinho com as colegas, os meninos desprotegidos e as velhinhas sem abrigo. Há pessoas assim na vida real, não andam é por aí aos pontapés.



O Reid porque, bom...quem não gostaria de ter um namorado como o Reid? Coisa mais cuti-cuti e sem maldade nenhuma. O actor tem um rosto fabuloso e fez um óptimo trabalho ao interpretar uma personagem genial, mas muito inocente. Eu sou suspeita porque génios socialmente inadequados não me assustam nem tenho medo de enciclopédias ambulantes. Identifico-me facilmente com ratos de biblioteca e seria agradável conversar com alguém que lê ainda mais depressa do que eu e isola completamente enquanto o faz (bichos raros, juntem-se).

 Depois há o Hotchner- se o Reid é o rapaz que todas as raparigas deviam namorar, o Hotch é o protótipo de marido perfeito: bonito, sofisticado, responsável, corajoso, metido consigo, com pouca tolerância a disparates e acima de tudo, imperturbável. Não há nada mais apelativo num cavalheiro do que nervos de aço. Os colegas consideram-no "o epíteto do macho Alfa" e apontam-lhe a frieza, mas mind you, os Alfa que valem a pena são os misteriosos que fazem pouco alarde de si próprios. 

Não são só as mulheres que ficam mais atraentes quando tagarelam menos...um homem que ouça duas vezes e fale só uma, que seja discreto e ponderado, vale o seu peso em ouro. O resto é basófia.




Dame Angelina Jolie: valores em tempo de crise dos ditos.


Nas últimas semanas tem-se falado bastante em Angelina Jolie, que recebeu de Sua Majestade a Rainha Isabel II a honra de Dama honorária.

 A beleza e graciosidade da actriz ao aceitar a Grande Cruz da Ordem de S.Miguel e S. Jorge (usou um tailleur Ralph &Russo e sapatos Ferragamo) lembraram-me outras duas grandes estrelas/senhoras incontornáveis pelo seu estilo e trabalho humanitário: Audrey Hepburn e Grace Kelly.

   Sinto sempre algumas dúvidas quando vejo uma celebridade ter uma voz demasiado interventiva em questões sociais ou políticas, mas acho Ms Jolie (ou Mrs. Pitt? Já não sei) inspiradora por três motivos.

Primeiro, o facto de viver realmente aquilo que prega (três crianças adoptivas é testemunho que chegue). Segundo, a serenidade e a forma impecável como se apresenta sempre, que lhe conferem credibilidade: não a vemos a ter discursos inflamados nem a sofrer de síndroma Brigitte Bardot (ou seja, tornar-se hippie só porque está envolvida em causas sérias). Possui um raro sentido de adequação às situações, vestindo com simplicidade para os cenários difíceis que visita, mas sempre imaculada: ela sabe que é a sua imagem que vai chamar a atenção para os problemas que quer mostrar ao mundo e que qualquer desleixo podia ser confundido com "remorsos de celebridade". E terceiro, o notável equilíbrio com que gere uma carreira, uma família, um casamento e o seu trabalho junto das Nações Unidas: é que por muita ajuda e meios que tenha, não pode ser fácil.



Numa entrevista publicada esta semana por uma revista portuguesa, a actriz/realizadora falou da sua amizade com o herói da II Guerra e atleta olímpico Louis Zamperini, cuja vida inspirou o seu último filme, Unbroken. O veterano (que começou por ser um arruaceiro antes de se tornar atleta e de se alistar) ficou muito próximo de Angelina, que conseguiu mostrar-lhe a película antes da sua morte aos 97 anos (visionar um filme com a história da sua vida num leito de hospital dá uma nova e arrepiante dimensão ao termo "ver a vida a andar para trás", mas é bonito mesmo assim).
 Unbroken só vai estrear no dia de Natal, mas concordo quando a realizadora diz que este é "um bom filme  para ser visto por rapazes de 14 e 15 anos". E pelos rapazes mais velhos também, aposto. A maioria dos jovens deste tempo não tem a mínima ideia do que significava ser jovem naquele tempo. Valores como o sacrifício, o respeito pelos idosos, a fé e o heroísmo deixaram de estar na moda e é bom que alguém fale nisso.

 Na era dos Justin Biebers, dos Kardashians e das Casas dos Segredos, alguém que use a malfadada fama para transmitir exemplos de bondade, solidariedade e elegância merece quantas medalhas há.



Sunday, October 19, 2014

Identifique um mau pretendente em 6 passos.


Conhecer pessoas novas é sempre um risco. Mesmo as que parecem ter as melhores referências e/ou um aspecto de confiança podem mascarar um carácter duvidoso, porque na fase da conquista cada um tenta dar a imagem mais favorável de si próprio. Mas há pequeninos quês que descobrem as carecas, por isso basta um pouco de atenção: um profiling básico pode  evitar convívios indesejáveis mesmo antes de detectar sinais mais sérios de um maluquinho em potência


 1- Mencione a sua avó, diga-lhe que foi levá-la ao médico e às compras e pergunte pela dele como quem não quer a coisa. Caso ele diga algo do género "que grande seca!" ou lhe conte que está de relações cortadas com os avós por um motivo mesquinho qualquer, fique alerta: nenhum bom rapaz é desrespeitoso com os mais velhos (mesmo que os avós tenham mau feitio ou tenham sido injustos nas partilhas são sempre dignos de respeito, mas pessoas mal formadas não percebem isso). Os avós são assim uma coisa sagrada que só pessoas com valores sólidos acham intocáveis - e nenhuma rapariga de juízo quer estar perto de um desnaturado, muito menos fazer planos com tais pessoas.


2-Pergunte-lhe o que ele pensa das leggings - daquelas de lycra. Ou de outra coisa foleira de bradar aos céus.  Se ele não souber o que é isso, óptimo; se detestar, guarde-o, é um homem de valores; se ele disser que gosta de ver nas pessoas que têm corpo para isso...bom, é um rapaz sensato e merece uma oportunidade. Mas se ele responder que adora, e com ar malandro... não pense que é só um caso de mau gosto, com a desculpa "os homens não percebem nada de moda": Tem perante si um desses "homens feministas" que não interessam a uma mulher decente. Provavelmente vai desculpar tudo quanto é mau comportamento, ter gostos muito duvidosos, achar normais os piores descalabros, defender o carácter irrepreensível das strippers, votar nas concorrentes da Casa dos Segredos  e ser amigo de meninas com mau ar e hábitos piores...need to say more? Indivíduos assim dizem-se muito liberais com as mulheres só para ter mais chances de acrescentar conquistas fáceis à sua lista. E o pior é que quando tentam assentar com uma mulher honesta e elegante continuam a comportar-se com a mesma falta de respeito que lhe mereciam as outras, por uma questão de costume. As leggings são apenas um exemplo e um pretexto para descobrir se ele é pessoa de fraca moral, capice?

3 - Fale no seu animal de estimação e veja como ele reage. Uma pessoa que não pode com animais tem pouco espírito de responsabilidade e sacrifício, além de muito provavelmente também não gostar de crianças, ou gostar delas para inglês ver (que ainda é pior e mais desonesto) nem de velhinhos, nem de plantas, nem sequer de aturar a namorada se ela tiver uma gripe,quanto mais.

4- Por falar em inglês ver, caso ele seja uma daquelas pessoas fofinhas que passam a vida a partilhar coisas amorosas de meninos doentes nas redes sociais, ou a ser muito solidário com cada caso mediático que aparece, arrebite as orelhas; depois, convide-o para uma iniciativa de solidariedade  (mas atenção, tem de ser uma que dê muito trabalho e/ou custe dinheiro e que não renda protagonismo). Se ele se esquivar...não é boa pessoa, só é politicamente correcto. E um palerma que quer dar nas vistas.

5 - A propósito de dar nas vistas, aproveite a regra das nossas avós que rezava "nos primeiros encontros, ouça mais e fale menos; deixe-o falar dele". Arme-se em jornalista, faça perguntas abertas do estilo "o que é que pensa de...? e veja o quanto ele fala efectivamente de si próprio, ou se tem a delicadeza de perguntar alguma coisa sobre si. Se a conversa é eu, eu, eu, eu tenho, eu faço, eu vou fazer, eu fiz, enfim, muita gabarolice a propósito de tudo e de nada - isto acompanhado de um clipping constante dos seus feitos (académicos, profissionais, sociais ou outros) nos social media...fuja a bom fugir, se não morreu de sono com tanto monólogo. As pessoas de maior valor são modestas; estão habituadas aos privilégios, ao êxito e às atenções, logo não procuram constante aprovação e aplauso. Lá diz o ditado "o homem que se elogia a si próprio sabe que ninguém mais o fará" - e se encontrou um desses, está perante um deslumbrado, um arrivista, um fura bolos, ou complexado inseguro, ou uma mistura disso tudo. RUN!

6- Tente perceber o seu conceito de lealdade, perguntando-lhe o que faria se um conhecido ofendesse a sua namorada ou melhor amigo. Arranje um exemplo que pareça casual. Se ele fica neutro como a Suiça, é um papalvo que não está para se maçar, um cobarde, imaturo ou pior: alguém que gosta de ter cada pé em campos opostos, de manter casos paralelos, de alimentar tricas...enfim, uma pessoa a riscar da lista. Quem é amigo de todos não pode ser amigo de ninguém - quanto mais pretendente ou coisa mais séria, Cruzes.
Não sei, este rapazinho tem assim um ar de sociopata e onde há fumo há fogo.

Se ele chumbou em algumas destas perguntas (uma só já é sinal de alarme que chegue, mas há mulheres com vocação para santas)...olho vivo e pé ligeiro.



Saias maxi: 8 dicas para usar sem medo.


As saias compridas estão presentes nas colecções e nas ruas de há uns três anos a esta parte sem que se tenham tornado uma tendência muito evidente. Porém, é natural que venham a ver-se bastante num futuro próximo: a uma moda extrema (saias e calções curtíssimos, neste caso) costuma seguir-se exactamente o contrário. Tem demorado um pouco, mas se a saia lápis já se instalou nos armários de quase toda a gente, podemos esperar que no regresso a uma certa modéstia (e aos anos 90) que temos visto, a maxi se popularize também, e não só para usar nos meses quentes...

 Até aos pés ou tea lenght, amplas ou justas, plissadas, em tartan, florais, assertoadas ao estilo Belle Époque, há variantes para todos os gostos e silhuetas.

É preciso ver, porém, que esta é uma peça divertida e romântica, mas não muito prática e que - apesar de cobrir tudo - precisa de alguns cuidados para alongar a figura e ter um ar composto.


 Dicas:

1- A não ser que seja um fã empedernida do género (gótica ou hippie, por exemplo) opte por uma saia de tecido versátil ou seja, fresco mas espesso q.b, com uma boa quantidade de algodão. Assim poderá usá-la no Verão e no Inverno, sem a desagradável sensação de ter o vento a levantar o tecido ou a chuva a colá-lo às pernas.




2- Se tem ancas arredondadas, os modelos bem forrados, de cintura subida e mais amplos na bainha são a melhor escolha para criar uma bonita figura em "S" sem alargar o que não devem. O preto é uma escolha clássica... e a mais adequada se não pretende comprar uma colecção de saias destas!




3- A cintura subida e justa q.b. é, aliás, a melhor amiga da saia maxi, porque não só dá a ilusão de uma linha esguia como evita o aspecto desleixado: a ideia é parecer romântica e elegante e não tanto saída do Woodstock. Com a cintura no lugar poupa-se ao "efeito desfraldado" (que nunca é bom mas com tanto tecido pior fica) e poderá usar mais confortavelmente  tops curtos (uma das combinações chave para a saia maxi).



4- Se não é alta, atenção à bainha: não convém que arraste pelo chão (o que além de dar cabo da saia a vai fazer parecer mais baixa do que é na realidade) mas também não deve ficar demasiado curta. O ideal é que mostre a ponta dos pés, ou optar por um modelo assimétrico, mais comprido atrás (como no exemplo acima). As versões pelo tornozelo funcionam automaticamente em raparigas altas e magras; em todas as outras poderão resultar bem mas exigem olho vivo e alguma prática para acertar na combinação.



5- O calçado é sempre a parte mais difícil: no Verão não custa nada porque a saia maxi casa lindamente com sandálias rasas estilo romano e já está, mas no Inverno é preciso pensar um bocadinho melhor para não "abafar" a figura nem parecer mascarada para o Halloween.
 Saltos médios, biqueiras nem exageradamente redondas nem demasiado pontiagudas, botins e (reservado às adolescentes ou mulheres petite de aspecto muito jovem) botas com um toque militar são boas pistas. O espelho é o melhor conselheiro, pois pretende-se um efeito longuilíneo, sempre.




6 - O perfecto de pele é uma das combinações mais interessantes de ver com saia maxi: dá um aspecto edgy e actual e mantém as proporções equilibradas.


7- Uma abertura pode dar graça à saia e torná-la menos pesada, mas se vai por aí escolha um modelo de uma marca de confiança, com um bom corte e tecido fiável. Escusado será dizer que convém manter as aberturas dentro do bom senso para não ser pior a emenda que o soneto...para saias abertas ao lado e mais soltas, podem ressuscitar-se os alfinetes adequados do tempo da outra senhora.


8- Pode parecer incrível mas uma saia até aos pés não está imune à vulgaridade ou ao aspecto barato: cores deslavadas ou néon, tecidos duvidosos e coleantes e versões "sexy" da saia  maxi andam muito por aí e são desastrosas. Se lhe lembra a Kim Kardashian, evite:






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