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Saturday, December 27, 2014

A problemática da "cool girl"



No filme/livro Gone Girl, há uma infame passagem, muito discutida pela internet nos últimos dias, em que a protagonista descreve a complexa figura da "cool girl" - um híbrido de rapariga bonita que come, age, fala e faz ordinarices como um rapaz sem engordar nem se queixar, que se desdobra para agradar ao homem da sua vida em todos os campos, que gosta de tudo o que ele gosta e que não se deixa afectar por nenhuma das maldades que costumam passar por "rapaziadas" ou "coisas de homem".

 Sendo aparentemente um ícone feminista com tudo o que isso tem de pior (e em muitas coisas, uma Maria Rapaz) a Cool Girl tem, ainda assim, alguns traços da mulher perfeita mais tradicional: ela não faz cenas, não se melindra com qualquer coisa,  finge-se indiferente e  - regra número um de uma mulher que se preza, mas que em tal figura parece contraditória - nunca, jamais, diz 
"amo-te" antes dele, nem que "o amor que sente a esteja a comer viva".

 Podemos quase aqui separar dois tipos distintos de Cool girl: primeiro a Rapariga Fixe (Credo) descrita no livro, quase uma mulher da luta mas com beleza de modelo e peito feito às balas que memoriza os truques ordinarecos aja-como-uma-meretriz que vêem nas revistas, não tem tabus, calça ténis, faz de conta que não precisa de maquilhagem, não se choca com nada e finge gostar de futebol, dá graxa aos amigos grosseirões dele e diz palavrões - uma mistura entre amiga arrapazada e namorada que atura tudo, portanto - e que geralmente, a despeito de representar ter em casa tudo o que *certos* homens sonham, é enganada, pisada e eventualmente trocada mais tarde por outra rapariga igualmente ansiosa por agradar - easy comes, easy goes.



Depois, há a Pequena Impecável que é mais bem comportada e que nunca agradaria ao tipo de homem que gosta de "uma rapariga fixe". A mulher perfeita, a esposa perfeita que nunca diz uma asneira, que Deus a livre de gostar de futebol, que é mais tímida, recatada que não aprecia ordinarices nem brejeirices e que se tiver alguma explosão de qualquer tipo, será em privado. A Rapariga Fixe é o tipo que um Peter Pan da vida gostaria de apresentar aos amigos; a Pequena Impecável é a que um homem que se pretende elegante e mundano gostaria de apresentar aos pais - eventualmente depois depois de passear, sem nunca assumir, algumas Raparigas Fixes.

  A Pequena Impecável está para a Rapariga Fixe como Cameron Diaz está para Grace Kelly.

Pequena Impecável tem mais classe, é mais feminina, menos divertida, mais difícil de conquistar, porque teve provavelmente outro tipo de educação. Nunca a verão dar o primeiro passo, nunca atende o telefone ansiosamente nem responde a mensagens a correr,  e sabe deixar a um homem o seu papel biológico de caçador. Terá uma carreira, o mais certo é que tenha, mas é amorosa, boa dona de casa, cozinhará bem, mantém-se bela nas maiores crises, nunca se apresenta com uma toilette inadequada, é culta, pode levar-se a toda a parte, tem um gosto irrepreensível, é lida e sabe conversar mas também sabe quando estar calada para deixar aos homens a ilusão da sua supremacia, nunca o contradiz em público, tem um comportamento irrepreensível, é uma bonequinha.

 E - única coisa que tem em comum com a Rapariga Fixe - não se deixa afectar, não faz cenas inúteis, não se melindra por tudo e por nada e jamais diz "amo-te" primeiro.

 Ambas, porém, partilham o mesmo problema: ambas fingem que coisas que não são aceitáveis passem ao lado, em nome de uma imagem imbeliscável. 




A Rapariga Fixe vai fingir que não se importa que o relacionamento "não seja uma coisa muito séria"; já a Pequena Impecável nunca entraria numa relação casual, mas vai fingir que não viu que ele está a ser indelicado, ou mentiroso, ou autoritário, ou ciumento.

Afinal, uma mulher ideal não faz cenas; não mostra que se importa porque no momento em que mostrar a sua vulnerabilidade, está condenada: ou porque lhe apanham o ponto fraco, porque isso seria atropelar a velha regra "se ele percebe que gostas muito dele, faz de ti o que quer", porque vai passar por uma necessitada que está a tentar caçá-lo, ou porque o relacionamento ainda está a começar e não seria próprio dizer "não me sinto confortável com isto" ou "este comportamento é suspeito".

 Tanto as mulheres mais modernas como as mais tradicionais precisam de perceber uma coisa: as regras da coquetterie, ou da feminilidade, só as levam até certo ponto. Há questões em que a estratégia não se aplica e em que a única saída é ser honesta, nem que seja para por fim a algo que se anuncia não ir pelo bom caminho.

 Há uma linha que separa ser difícil ou indiferente de deixar que brinquem com a sua pessoa; e por vezes, fingir-se imperturbável não adianta muito: por mais que se finja, o facto de uma rapariga aturar e ficar já diz tudo. E uma mulher está condenada na mesma. Aliás, está condenada a partir do momento em que engole coisas que a ferem profundamente na tentativa de agradar

Devem seguir-se apenas as regras pessoais que preservam a dignidade feminina de cada uma: mais do que isso é tornar-se um robot, abafar a própria personalidade, e quando se vai a ver, o próprio homem já não reconhece a rapariga por quem se apaixonou.
 Pior ainda - a rapariga já não se reconhece ao espelho.






  

Friday, December 26, 2014

A única lição de moral de "Frozen": bad boys, no thanks.



Confesso que resisti bastante ao último mega sucesso da Disney, muito badalado em blogs e sites femininos por ter, supostamente *mais uma enjoativa* "lição feminista".
 Mas a curiosidade levou a melhor e lá acabei por ver: é um filme engraçadinho, com a sua magia -  a única coisa a apontar é a música pop desenxabida, que podia ser bem melhor.
 De feminista não vi nada (talvez por isso chegasse ao fim sem me arreliar; estava a imaginar duas princesas totalmente serigaitas, destas que estão na moda e foi um alívio perceber que não era bem assim): lá porque a Rainha Elsa não arranja par, isso não quer dizer batatas; simplesmente não era importante para a história.

 Mas com a Princesa Anna já podemos todas aprender alguma coisa...e que tem mais de dignidade feminina do que de modernices.

* Alerta spoilers* para quem ainda não viu: a ingénua Princesa Anna, criada sem muitos amigos, apaixona-se à primeira vista pelo Príncipe Hans, que parece perfeito para ela. Porém, ele revela-se muito má pessoa, um escroque desalmado. E a Princesa Anna, logo que percebe que ele é má pessoa e um escroque desalmado, deixa imediatamente de gostar dele.

É certo que para tão rápida decisão também conta o facto de entretanto ter conhecido um rapaz mais bonito e muito mais bem formado, apesar de não ser príncipe, mas isso é secundário. O que importa é que a Princesa Anna não fica a lamentar-se que o Príncipe Hans seja mau para ela, ou a dar voltas à cabeça porque é que ele fez isto ou aquilo, ou a pensar no que pode fazer para mudar o comportamento dele, nem a torturar-se se voltará a vê-lo ou se farão as pazes.

No momento em que ele mostra maus fígados, é um arrefecer de sentimentos e um pontapé no real traseiro que dá gosto ver.

 Ora, não é isso que a maior parte das mulheres faz: mesmo quando um príncipe se revela um sapo de marca maior, quando um homem faz asneira atrás de asneira e não se importa minimamente de causar angústias ou sofrimentos, continuam feitas tolas a inquietar-se com ele, a gostar dele na mesma. Quem nunca caiu neste disparate em maior ou menor grau (e por menor, leia-se ficar a roer-se enquanto se finge indiferença perante o mundo e o visado) que atire a primeira pedra.

 E no entanto, a premissa é tão simples: se a pessoa por quem se apaixonou se revela completamente diferente daquilo que fazia crer, então é impossível estar apaixonada por alguém que não existe, quanto mais ralar-se com isso. Princesa esperta...








20 dicas de styling para parecer mais esguia


Quando se trata de elegância, o ideal é pensar como os antigos gregos, defensores da ideia de manter um corpo saudável e tonificado que ficasse bonito em qualquer (ou mesmo sem nenhuma) roupa. Faziam as peças adaptar-se ao corpo, e não o contrário. Mas apesar das modernices que temos hoje à disposição para manter a forma (desde que nos afastemos do excesso de gulodices e distracções de sofá)  na Grécia Antiga não havia tantas opções para vestir, logo acertar era mais fácil; depois, como não existia a fotografia, eles não sofriam do efeito "a câmara a adiciona cinco quilos". Em boa verdade, o estilo de vida actual obriga-nos a ser bem mais disciplinados e a reflectir melhor no que vestimos!
   Mas nada temam: seja para minimizar o risco de surpresas desfavorecedoras, para disfarçar algumas redondezas pós festas ou simplesmente para tirar o melhor partido da silhueta elegante de que tanto se orgulha, bastam pequenas modificações de styling. Nunca desvalorize o poder da ilusão de óptica.

1 - Cinturas altas


Desde que bem escolhidos em função do corpo de cada uma, saias, jeans, calções ou calças cujas cinturas assentem sobre a cintura real de quem as usa dão a impressão de pernas mais longas e acomodam tudo no lugar, além de equilibrarem ancas e glúteos.

2 - Decotes barco e "off the shoulder"
Gucci

Não só realçam uma das partes mais bonitas do corpo feminino- a décolletage - como criam uma figura mais proporcional ao equilibrarem a largura das ancas. Ideais para figuras de pêra ou ampulheta, ou para todas as raparigas com um busto algo volumoso que não devem "abafar" o colo sob pena de "engordarem" visualmente.

3 - Sapatos bicudos

Quando na dúvida, uma biqueira ligeiramente aguçada dá sempre a impressão de pernas longas e esguias . Isto é especialmente importante  se vai usar sapatos de salto mais baixo.


4 - Silhueta lápis

Em calças, saia ou vestido, a silhueta lápis favorece praticamente toda a gente: o truque está nas cores (preto nunca desilude) em materiais consistentes que não marquem nada e em fazer terminar as bainhas na zona mais magra do corpo, coordenando-as com as peças certas - decotes na horizontal ou peças  volumosas na zona dos ombros se tem ancas femininas, ou uma camisa folgada usada por dentro caso a sua barriga a deixe insegura, por exemplo.


5 - Calças e sapatos da mesma cor

Dão imediatamente a ilusão de uma parte inferior do corpo mais longa.


6 - Um look uniforme de alto a baixo

A opção mais velha, mais rápida e mais fácil de "esticar" visualmente...e a forma mais segura para vestir padrões - se os usar num vestido ou jumpsuit, não haverá diferenças de cor a "cortar" a figura horizontalmente.


7 - Plataformas


Têm uma reputação duvidosa porque muita gente as usa mal, mas os modelos discretos, não exageradamente altos, tornam sapatos "arriscados" - como ténis ou Oxford shoes - mais usáveis. Além disso, como oferecem suporte à parte frontal do pé, emprestam alguma altura sem esforço. Ideais para criar uma silhueta juvenil, estilo Pipi das Meias Altas.

8 - O famoso vestido envelope

Ao contrário do que se diz por aí, não é uma fórmula universal - é preciso escolhê-lo muito bem, porque se o tecido for escorregadio ou pouco consistente algumas pessoas (principalmente as mais magrinhas ou com uma cintura muito fina em relação ao peito) terão dificuldade em segurá-lo no sítio. Mas quando feito num material decente, o seu formato diagonal é a maneira mais rápida de parecer elegante. Ideal para quem tem uma figura feminina mas quer disfarçar a zona da barriga.

9- Um cinto de largura média

Realça a cintura e dá a impressão de um fitting melhor- ideal se quer usar uma peça (vestido, casaco, poncho) oversized sem parecer cinco quilos mais cheia. Os mais largos são arriscados porque podem retirar altura e os  finos nem sempre assentam onde devem, por isso um cinto médio, discreto e mais escuro do que o resto da roupa é a  escolha segura.

10 - Sapatos nude

Não só combinam com todas as cores e padrões debaixo do sol, como tornam as pernas mais compridas.

11- Riscas verticais
Um truque velho como os montes, mas que nunca atraiçoou ninguém: como obrigam o olhar a mover-se de cima para baixo e não para os lados, criam a ilusão de uma figura mais esguia. Ideais para calças clássicas ou tailleurs. A opção acima, com um perfecto de pele, retira-lhes o ar demasiado clássico, permitindo usar riscas verticais com um toque informal.

12 - Painéis e colour blocking

Para os usar a seu favor, assegure que as zonas mais escuras estão distribuídas pelas partes do corpo que quer diminuir (coxas, cintura, braços). 

13 - Mangas volumosas


Dão a ilusão de uma cintura mais fina e equilibram as ancas.

14 - Decote em V

Desvia a atenção da cintura, dá a impressão de um troco mais esguio, realça o colo e torna quem o usa mais alta. Tops de decote em V e camisas ligeiramente abertas são um grande - e clássico - aliado.

15 - O tecido certo
Prada

Tecidos naturais caem sempre melhor, mas a textura é igualmente importante. Materiais como tweed, pele ou veludo acrescentam volume, por isso precisam de três cuidados: não os escolher demasiado rígidos, optar por cortes impecáveis (principalmente no caso de saias e calças) e evitar que incidam sobre zonas problemáticas. Por outro lado, tecidos demasiado finos podem "colar-se" à pele (mesmo que pretendam ter um efeito flutuante, ex: chiffon) e muitas vezes, exigem um forro e/ou roupa interior apropriada para resultar.
 Materiais de espessura média (algodão, fazenda, seda) são sempre mais seguros. Tecidos brilhantes também são muito mais "perigosos" (e podem ter um ar barato). Materiais consistentes, opacos e maleáveis q.b nunca desiludem.

16 - Calças flare

Estão regressar à berra, embora nunca tenham desaparecido completamente...e por boas razões: o formato ligeiramente à boca de sino equilibra as coxas. Para que funcionem, escolha umas de cintura ligeiramente mais alta e certifique-se de que a bainha cobre o salto, deixando à vista só a ponta do sapato/bota.

17 - Uma carteira média

Demasiado grande dá um ar desleixado, minúscula pode parecer pouca carteira para muita mulher (especialmente em mulheres mais altas e/ou de estrutura maior). No meio é que está a virtude - e uma carteira bem construída com o tamanho certo não só dá bom ar como assegura um aspecto proporcional.

18 - Saias rodadas...a seu favor

Vestidos e saias linha A ou balão são simultaneamente trendy e dão um aspecto vintage, muito Christian Dior...mas também são um pau de dois bicos! Por um lado, têm a vantagem de realçar uma cintura fina e esconder ancas, coxas e glúteos maiores (ou pelo contrário, de criar uma figura feminina em quem tem uma silhueta demasiado recta). Por outro, podem não ser a melhor opção para quem é mais cheiinha no geral (porque criam volume) ou baixinha.
 Se o formato desperta dúvidas, opte pelas versões menos armadas de tons escuros e discretos, que terminem na parte mais elegante da perna. No caso das saias, mantém-se o mesmo, mas escolha as de cintura ligeiramente mais alta. Decotes amplos ou em V são a melhor opção para acompanhar este modelo.

19- Keep it simple

Substituir os jeans com lavagem por denim simples (de preferência escuro) as calças com fechos e aplicações por modelos básicos, os sapatos com brilhos e feitios por pumps clássicos...são pequenas escolhas que emagrecem visualmente, além de garantirem que usa essas peças mais vezes e que o visual terá um ar polido.

20 - Questão de centímetros

Nenhuma peça (blusa, saia, botas) deve terminar nas partes mais largas do corpo. Outros pequenos truques de bainha (mangas e skinny jeans a deixar ver o pulso ou o tornozelo, flare jeans mais longas, casacos oversized e calças largas com uma blusa cingida ao corpo) fazem toda a diferença. Nada como olho vivo e um alfaiate capaz.





Inspiração via Whowhatwear.














































Thursday, December 25, 2014

Paradoxos e pequenos milagres de Natal


- Enfeitar uma árvore 100% natural (e em vaso) porque não se gosta de coisas plastificadas nem mortas, mas...ser preciso acrescentar-lhe umas "extensões" (com ramos de outro pinaceae podado ) e fazer uns truques de vitrinismo para ela se manter direita. E - quem havia de dizer? Tanto ilusionismo funcionar às mil maravilhas. Personal stylist de árvores, at your service.

- Deixarem essa operação para a própria da hora e verificarem que há grinaldas, há luzinhas, há anjinhos...mas alguém guardou as bolas coloridas, os sinos e o resto tão bem guardados que não se encontram em parte nenhuma - e ser preciso ir buscar uns enfeites à pressa para completar o trabalhinho. E também isso resultar.

- Começar os preparativos mais tarde do que seria esperado e mesmo assim ninguém se atrasar nem um minuto e haver tempo para tudo, sem correria nem gritarias.

- Haver filmes de Natal, mesmo de Natal, a passar na televisão.

- Fazerem a vontade a alguém e irem à Missa do Galo sem ser na Igreja do costume...apenas para descobrirem que por ali se tomam  tais liberdades que mais parece que estão na Igreja Universal do Reino de Deus. E que há um maluquinho a gritar blasfémias à porta, e os fiéis a virarem-se para trás uns com medo, outros a fazer "xiu".

- Toda a gente se portar tão bem nas reuniões de família que se diria um daqueles postais americanos, ou um anúncio super perfeito. Nem uma zaragata natalícia como manda a tradição, um atraso, uma bulha de irmãos, um presente errado, nada -a Santa Paz.  Ficarem a perguntar-se se haveria algum filtro nas filhoses.

 Espero que o vosso Natal tenha sido tão especial como isto, no mínimo.



Wednesday, December 24, 2014

Consideração Natalícia (e 7 canções de Natal nada insuportáveis)


O Natal é uma Festa complexa -simultaneamente emocionante, enternecedora, poderosa, íntima e um bocadinho melancólica (um pouco porque sabemos as circunstâncias em que o Menino Jesus nasceu e as dores humanas que teria de passar neste Mundo, um pouco porque é suposto toda a gente  estar feliz mas sabemos que por mais que se faça, isso não é possível). 

 Em pequena ficava muitas vezes angustiada nesta altura do ano por me lembrar de quem não tinha tanta sorte como eu, o que me estragava um pouco a alegria dos presentes e a magia inexplicável (porque ainda hoje não a consigo explicar bem a mim mesma) da quadra. Quando ouço dizer que a solidariedade não é só no Natal, não posso deixar de pensar que embora isso seja verdade, ela é especialmente necessária no Natal, para que menos pessoas sejam deixadas de fora, à porta do presépio. Esta é uma época para dar graças pelo que temos e contar as bênçãos, mas se ficarmos completamente contentes no Natal, não estamos a vivê-lo verdadeiramente.

  A boa Irmã Piedade, Freira velhinha que me dava Catequese e que nunca esquecerei por mais anos que viva, contou-me uma história cuja moral era mais ou menos isto "temos de construir no nosso coração um Presépio para  menino Jesus: as tábuas são a entreajuda, o chão é a bondade e o telhado é a coragem; se tivermos medo, o vento levará o telhado e o Menino Jesus ficará ao frio".


 Se colocamos luzes nas árvores e na rua - e este ano nem parece Natal, porque tantas autarquias cortaram tristemente na iluminação, prova provada de que não se pode servir a Deus e ao dinheiro- é porque isso já se fazia desde a noite dos tempos, quando os antigos davam as boas vindas ao regresso do Sol que depois de 21 de Dezembro começava aos poucos a durar mais. Celtas, persas e mais tarde os romanos, por influência dos Gregos que tinham trazido a devoção a Mitra da Pérsia e comemoravam o Deus Sol Invictus Mithras, associando-o às Festas de Saturno, entre outros, todos assinalavam o renascimento de um Deus que vem iluminar a Terra.

 Mas a vinda do Menino Jesus fez mais do que selar a universalidade do mito ou corresponder às ânsias do inconsciente colectivo: se antigamente o Deus vivia, morria e renascia num plano distante, não se sabia onde nem quando, sempre coroado de uma divindade óbvia, o Menino Jesus foi um de nós- especial, divino, mas nem por isso menos vulnerável. A sua vida tem data, local, rostos e nomes; andou entre os homens sofrendo e passando trabalhos como os mais. Começou logo por nascer num estábulo porque pese embora a sua linhagem real, a família não possuía muito, descender do Rei David não era moeda e sucedeu vir ao mundo longe de casa, no meio de uma burocracia desgraçada, com as estalagens todas lotadas - como tantos bebés que nascem no momento menos confortável.  

Preocupou os pais como todos os filhos, foi incompreendido, injustiçado e de vez em quando, zangava-se. Deus e Rei sim, mas capaz de emoções, e, independentemente (ou precisamente por causa) da sua missão de salvar a Humanidade ingrata, conhecedor da complexidade e sofrimento dos homens.

 Pensando nisto, o materialismo do Natal é reduzido apenas ao assinalar da tradição com presentes: trocamo-los porque o Menino Jesus foi presenteado no primeiro baby shower de que há memória, mas não são o mais importante. 

 E isto também se aplica, que o raciocínio já vai longo, às canções de Natal: é impossível tratar das compras sem ser assaltado por versões mais ou menos disparatadas de cantigas modernas sobre o Pai Natal, a dar com uma pessoa em doida. Eu continuo a preferir as que remetem para a magia e Majestade escondida no Presépio, com a Estrela, os anjos, os Santos Reis e a Sagrada Família. 

Ficam as sete magníficas:


1 - Adeste Fideles (c. 1640)


Chamada "O Hino Português" porque embora a sua autoria seja disputada, muitos a atribuem ao Senhor D. João IV, o Rei Músico. Para mim, a mais imponente canção de Natal - desperta-me boas memórias porque era costume cantá-la na versão original na vila dos meus antepassados, logo a avó sabia-a de cor. Impossível ouvi-la sem me arrepiar.

2- Gloria in Excelcis Deo (tradicional francês/popularizada no sec. XIX)
Curiosamente, a única versão respeitável que consegui encontrar na internet foi a de Andrea Bocelli, mas...quem fica indiferente ao poderoso refrão Glo-o-o-o-o-o-O-o-o-o-o-o-O-o-o-o-o-o-O-ri-a in Ex-cel-sis De-o! ?


3 - Do you hear what I hear? (1962)

Criada para ser um apelo de paz durante a crise dos Mísseis de Cuba, e porque o autor queria escrever uma canção de Natal menos materialista. Há imensas versões bonitas, mas a exemplo deixo a de Órla Fallon e Méav Ní Mhaolchatha (Celtic Woman).


4- The Little Drummer Boy (1941)

É um encanto tanto pela música como pela letra, que conta a história de um rapazinho que não tendo presente para dar ao Menino Jesus, usa o seu tambor para guiar os visitantes até à Gruta de Belém e lhe oferece a sua música. O vídeo é do filme homónimo da Rankin/Bass (1976) - um daqueles filmes mágicos que passavam antigamente e que já não se fazem.


5 -God rest ye merry, gentlemen (popular inglês -1833)


A música é fabulosa e  das poucas canções de Natal a dizer coisas do género "To save our poor souls from Satan's power". A minha versão preferida é a de Loreena McKennitt, mas há muitas interessantes por aí.


6 - Oh Holy Night (Placide Capeau - 1847)


Composta por um mercador de vinhos (?!) e poeta francês, foi adaptada para inglês oito anos depois. Fala na redenção da Humanidade, é um dos temas de Natal mais belos e felizmente, menos desfigurados em incontáveis versões. Por estranho que pareça, adoro a de Christina Aguilera.


7 - O Little Town of Bethlehem (Elvis Presley - 1957)



Eis a prova de que uma canção pop/rock pode tornar-se tão respeitável  - e majestosa - como um clássico. 



Um Santo e Feliz Natal a todos!


Tuesday, December 23, 2014

6 truques de styling para os momentos "nada para vestir"

Quando se trata de estilo, a criatividade é quase tão importante como o conhecimento. Quem acompanha as tendências e tem noção do que lhe fica bem - ou seja, das linhas que pode pisar sem destruir a harmonia estética - nunca está realmente desarmada. Basta-lhe usar a imaginação para visualizar um outfit onde outras pessoas só vêem um monte de roupa sem uso.

Aqui ficam seis ideias para os dias em que não sabe o que há-de pôr, para remediar faltas de última hora ou para dar uso a peças que andam perdidas no oceano do seu armário.

1 - Vestidinho multiusos

Mistérios de Inverno: encontrar vestidos de manga comprida nas lojas é milagre. Mas um sheath dress de algodão espesso (ou um sheath dress de lã que vá-se lá saber porquê, é de cavas) pode usar-se todo o ano. Basta transformá-lo numa saia - vestido como nos anos 60 (as vossas mães devem lembrar-se do que isso era) usando um top quentinho, camisola de malha fina ou camisa por baixo.
 Para ir trabalhar, acompanhe-se de uma carteira clássica e pumps de salto médio, estilo Ferragamo. Para a noite, escolha um modelo decotado sobre uma camisa um pouco mais aberta e uns stilettos.
 Outra opção para sair são os modelos acima do joelho: ficam lindamente com cuissardes de salto alto e uma camisa preta - muito Brigitte Bardot, especialmente se tiver um vestido aos quadradinhos. 
 Pode também inverter o jogo de sobreposições e colocar um cardigan por cima do vestido, como Victoria Beckham: depois é só atirar um sobretudo por cima disso tudo, passe o pleonasmo...



2- Camisa nova, ou faz de conta

Ao fazer compras para clientes, notei que neste Outono -Inverno, por qualquer motivo, há poucas camisas clássicas e de bom corte à venda nas lojas mais comuns. Ou seja, é um bom ano para comprar sweat shirts bonitinhas com aplicações, tops boxy e blusas soltas...mas se quiser renovar o stock de camisas intemporais e tiver um orçamento controlado vai precisar de pesquisar bastante.
 A solução? Reciclar. Poucas coisas se prestam a tantos devaneios de styling como uma camisa branca ou oxford. Mas qualquer camisa clássica ou de estampado masculino servirá.
 Se algumas das suas encolherem, use-as por dentro de calças ou saias de cintura subida, para um efeito chic em segundos. Se precisa de um modelo mais comprido, assalte o armário dos cavalheiros lá de casa e procure uma de tamanho razoável (XXL não serve): sobre breeches ou jeggings, com um cardigan bem comportado e botas de montar, ficam do mais preppy que pode haver. 
 Também resultam sob um pullover de losangos ou camisola de malha espessa.

3 - Sapatos extravagantes...que nunca calça

Comprou e agora não sabe o que lhes há-de fazer. Pois bem, se não tiverem brilhos ou aplicações que os limitem ao uso nocturno, o remédio é transformá-los nuns statement shoes: ou seja, usá-los de modo a serem a única peça chamativa num visual. 
 Uma silhueta simples de skinny jeans ou calças lápis (pretas ou, se quiser alongar as pernas, num tom base semelhante ao dos sapatos)  - num look preto integral, ou acompanhados de um top branco ou neutro. Cabelo ligeiramente "desmazelado", uma bonita maquilhagem, uma carteira com bom ar que não contraste com o calçado, et voilá.


4 - Blazer do colégio...ou da sua mãe nos anos 80...ou do escritório que deixou de usar!


Se foi ficando por uma questão de valor estimativo, parabéns: agora é tendência e pode tirar partido dele: actualmente os blazers, nos seus vários tipos, prestam-se a quase tudo; mas uma maneira divertida de os usar mais vezes é acompanhando-o de uns boyfriend jeans (não demasiado largos) ou skinnies em distressed denim (que tenham rasgões discretos, vá). Quanto mais bem comportadinho for o casaco (os de botões dourados são um amor) mais elegante ficará, mas mantenha o resto da toilette subtil, cool e sem um cabelo fora do sítio.

5 - Sobretudo XXL da avó


Se foi sortuda o suficiente para herdar um, fique orgulhosa - especialmente se for camel.  Actualmente estão outra vez na berra, mas um original deste clássico tem sempre muito mais graça. Caso a sua mãe ou tia tenha na arrecadação um Max Mara 101 801, considere-se uma rapariga muito invejada!
 Vestindo um casaco deste género, pode escapar com quase tudo desde que o calçado seja de boa qualidade: umas simples calças afuniladas de fazenda e um top e já está. Os melhores são os que têm cinto, para poder controlar o volume que quer. Também poderá enrolar as mangas. Como são mesmo grandes servem de capa com outro casaco por baixo...as possibilidades são realmente infinitas.


6 - Tops inúteis

A dada altura todas acumulámos tops de alcinhas em cetim ou seda que não servem para grande coisa. Usá-los sem nada nem pensar, nem para sair à noite: deixe isso nos anos 90 e inícios de milénio, onde pertence!
 Mas sob um tailleur ou blazer muito justo fazem imenso jeito e se forem de cores suaves, podem mesmo levar-se para o emprego. Outra opção para os tornar usáveis é dar-lhes um ar romântico com um cardigan fofinho de mohair ou caxemira, e acompanhá-los com jeans ou uma saia e saltos altos... usando o conjunto como se de uma camisola se tratasse.

Monday, December 22, 2014

Estou confusa.


 Não consigo decidir o que é (ou seria) pior no meio desta estória toda: gastarem-se dinheiros públicos para erguer uma estátua de 3 metros a Cristiano Ronaldo, um rapaz de 29 anos, que até parece coisa de mau agouro? O facto de a estátua, que é  feia como as casas, lembrar *lagarto, lagarto* uma figurinha de bronze daquelas de pôr nas campas ao lado dos jarrões com flores de plástico? Andarmos nas bocas jocosas do mundo porque o escultor realçou pormenores embaraçosos? Ser a família do jogador a financiar o mamarracho (novo riquismo no seu melhor, ou batota estilo já que ninguém me ergue uma estátua trato eu disso)? Fez-se um nevoeiro na minha cabeça.

18 coisas que precisam de ficar em 2014

Não sou de levar muito a sério isso de resoluções de Ano Novo, mas para já acho que vou inventar uma: olhar menos para o que se passa à minha volta (ou esquecer-me das lentes de contacto, que vai dar ao mesmo). Assim não reparo em detalhes desagradáveis que nos entram pelos olhos dentro, consigo a proeza de ser super tolerante, como é moda agora, e abstenho-me de martelar mais no mesmo: há tópicos que espero deixar de abordar aqui no IS porque...não vale a pena bater no ceguinho!
  

1 - Modismos parvos...

...venerados de forma bacoca pela blogosfera e redes sociais, de forma tão repentina e forçada que parece que aderiu tudo a uma seita, daquelas que dão direito a lavagem cerebral. Sumos detox, super panelas que fazem tudo, restaurantes super trendy que vêem no guia online dos arrivistas de serviço, pequenos almoços ultra saudáveis para Instagram ver (aposto que metade tira a selfie, dá o "petisco" ao gato e vai regalar-se com um belo pastel de nata...pantominice, much?). Até para ser snob é preciso um bocadinho de autenticidade e pensar pela própria cabeça. Fingir que se apreciam "gostos adquiridos" ou comprar engenhocas da moda só porque é chic...poupem-me!

2-Portmanteaus com nomes de famosos ou casais famosos

Brangelina, Kimye, KMid (para se referir à Duquesa de Cambridge)...e milhares de outros jogos de palavras do género, detectáveis até pela pessoa menos interessada neste tipo de patetices (desde que essa pessoa tenha a pouca sorte de precisar de acompanhar a imprensa). Foi irritante no início, é irritante há anos; já ensinaram aos adolescentes o que portmanteau quer dizer, agora basta.


3-Extensões de pestanas


Nem todas são abençoadas com cílios longos, mas é preciso colar umas lagartas peludas nos olhos? Não fica natural e não é bonito. Usar esses artifícios para uma ocasião especial tudo bem, recorrer a extensões se se for mesmo desprovida por qualquer razão é compreensível, agora exageros não ajudam ninguém.

4- Nail art


Enough said. Muito, muito enough said por aqui.  Se o Criador quisesse que algum ser andasse por aí nesses preparos tinha dado a nail art a um bicho colorido, como o Papagaio. Alguma vez viram um papagaio de unhas às cores? E daí já não digo nada, há pessoas tão viciadas nisso que até as garras do passaroco pintam se ele não fugir a tempo.


5- Sair à rua com maquilhagem de televisão

Acho lindamente que a arte da maquilhagem se tenha tornado mais comum (aqui há uns anos era deprimente ver muitas portuguesas jovens com cara de quem saiu da cama e a criticar quem gostava de um visual mais polido) mas...graças aos imensos blogs de makeup junkies por este mundo fora, aos tutoriais do Youtube, etc, vejo muita gente a andar por aí  pintada como se estivesse sob os holofotes. 
 Há a maquilhagem para o dia, para trabalhar, para um evento, para o palco, para a TV, para a passadeira encarnada...e sim, podemos aplicar a magia  do contouring à luz do dia, mas há formas subtis de o fazer.

6- A glorificação de Kim Kardashian e seu partenaire...

...nas revistas de moda de que se espera classe e exclusividade. A socialite é tão famosa como os Beatles e temos de engolir isso como um sinal dos tempos, mas parem de nos tentar convencer de que é um ícone de estilo ou - fujam que o mundo está perdido- de elegância. E por favor, comecem a cultivar exemplos melhores. 

7-Lena Dunham

 Parem de tentar fazer passar esta rapariga destrambelhada por bonita, espirituosa e pior, "um génio". Pelas alminhas.

8- Coisas a puxar à lágrima

Vídeos fofinhos, citações lamechas e cheias de lugares comuns em brasileiro a empestar as redes sociais, livros de pseudo ou ex celebridades a contar como sobreviveram a isto e àquilo, para alimentar o voyeurismo e choradinho fácil da populaça. E a metade da humanidade que não quer saber porque só se preocupa com coisas realmente importantes, como fica?


9- A moda dos "big butts". E do twerk.




Já falei demasiado sobre o assunto e não quero  indignar-me mais com o mesmo. 2014 foi oficialmente the year of the booty, e o que isso tem de vulgar não está escrito. Gostaria de não continuar a ver derrièrres ambulantes em 2015, mas receio que seja pedir muito.

10- A Kizomba

Pela mesma razão, e por todas as enumeradas ad nauseam. Chega. Acabar o ano a ver cartazes "Kizomba Christmas Party" com músicas estilo "amor da minha life" é mau demais para as minhas capacidades. Todas as modas passam e espero que esta seja mais uma...


11- O calçado de ar barato...e com aplicações douradas


Seja botins, sapatão ou pump gigantesco - finalmente foram largando as Litas, mas substituíram-nas por isto. Que é igualmente mau, e pior um pouco quando feito de material duvidoso. Qualquer supermercado de calçado económico da vida vende modelos mais bonitinhos e discretos. Têm todas de usar o mesmo? É que quase se pode traçar o perfil à pessoa só de lhe olhar para os pés...


12- O feminismo e o sexismo atirados a esmo...

...por tudo quanto é celebridade, em tudo quanto é artigo.


13 - Livros de má qualidade...a pôr ordinarices na cabeça das mulheres desesperadas.

A sério, mulheres desse género já envergonham o belo sexo e causam complicações a todas as outras. Não lhes dêem mais ideias, nem força, com "romances" patetas que se transformam em filme ou citações de fazer corar uma varina, tiradas de romances light-pseudo-inteligentes para partilhar nas redes sociais.


14- A mania "as gordinhas podem usar tudo e é proibido dizer o contrário"

Na cauda da "ditadura da beleza real" e da obsessão por mostrar muita pele (como se andar semi despida por aí seja um privilégio a que se deva aspirar) veio esta moda. Atenção, existem excelentes blogs de moda plus size, mas outros tantos maus.  NINGUÉM, gordo ou magro (nem as modelos!) fica maravilhoso com TUDO. Crop tops, mini saias...poder usar até podem, não obriguem é os outros a elogiar. Há sempre forma de actualizar o visual sem prestar um péssimo serviço a si própria - e montes de roupas bonitas que favorecem curvas plus size. Assim, por exemplo:

 Não sei porque têm de vestir o que cai mal só para tentar provar alguma coisa a alguém.


15- Vestidinhos bodycon


Já eram vulgares e feios em 2010, fora de moda em 2013 e no final de 2014 não fazem mesmo sentido, a não ser num strip club e olhem lá. Principalmente quando envolvem pernas e glúteos roliços. Há muitas maneiras feias e desconfortáveis de mostrar pele, mas esta já cansa.

16 -As ceroulas do demo




Tenho andado de ano para ano a rezar para acabarem com isto, mas nada feito - o que prova que quanto mais disparatada (e menos adequada a pessoas rechonchudinhas) é uma tendência, maior a probabilidade de se tornar epidémica. Adorava fechar 2014 sem dizer o mesmo pela enésima vez, mas you can´t always get what you want. Há vários tipos de calças justas que as pessoas com corpo para isso podem usar e que não são meias promovidas. Nem calças de yoga fora do ginásio. E.por favor, não lhes chamem "LEGGINS". Nunca. São leggings, com "G" e não servem de calças, jamais, em tempo algum.

17- Best sellers de encher chouriços, calendários provocadores, tendências de moda, etc... a atacar a Fé Cristã


Por caridade, não têm mais nada que escrever ou fotografar? Nenhum tabuzinho a derrubar que não ofenda as crenças alheias?  Fazem-no porque já sabem que recebem a outra face por parte de Sacerdotes e fiéis, claro. Mas mesmo que não se seja religioso, já cansa. Nem choca - acho que parou de chocar nos anos 80 - é só blasfémia gratuita. Cresçam e ultrapassem os traumas de infância, sim?

18- Calças transparentes



A menos que se chame Cara Delevingne, é praticamente impossível ficar bem nisso. Para não falar que o recato sofre e de que maneira. É mesmo a dizer "eu queria era vir sem calças, mas obrigaram-me". A sério, os designers não pensarão no efeito que isso tem nas pessoas menos esguias, menos informadas e com uma lata descomunal? O mesmo para vestidos e saias em musselina ou devoré. E o pior? Adorava que assim não fosse, mas creio bem que vão continuar a aparecer no próximo ano. Brace yourselves!












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