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Saturday, January 3, 2015

Uma mulher disciplinada vale ouro.


No seu livro de 1959 dedicado às donas de casa que queriam vestir de forma elegante e feminina sem gastar rios de dinheiro, a modelo e designer Anne Fogarty - famosa pelos seus figurinos glamourosos ao estilo Dior - dá um conselho inestimável:

 "Discipline is the secret of good grooming, well-cared for clothes, and an organized household".

E cá entre nós, isto não se aplica só à apresentação pessoal ou cuidado do lar -  trabalhos que é preciso repetir diariamente -  mas a tudo na vida.

Precisamos de disciplina para manter a boa forma, para fugir de más decisões ( na carreira, nos relacionamentos, nas amizades) para evitar aquisições que dão cabo da carteira, para lidar com as emoções nos momentos menos bons.


Ser disciplinada pode fazer a diferença entre saber gerir uma crise ou sucumbir ao desânimo; entre sair de uma relação complicada com a auto estima intacta ou ficar de rastos; entre deixar-se influenciar por farpas de pessoas mal intencionadas e fazer-lhes ouvidos moucos, ou rir do assunto.

   Até coisas como gostar o suficiente de si própria para não permitir que ninguém a trate mal dependem da disciplina, porque a auto confiança é posta à prova todos os dias. Tal como um guerreiro, uma mulher precisa de um auto domínio de ferro. 

É fácil ceder a preguiças, tentações, medos e desleixos, pequenos e grandes: não se maquilhar pela manhã; continuar ao lado de uma pessoa que faz dos outros tapete, porque é cómodo; não se dar ao respeito porque se habituou a sentir que vale menos do que os outros; não tentar um reajuste profissional, porque dá trabalho ou é assustador; não investir em si mesma, porque não tem tempo; não enfrentar alguém que a intimida, para evitar confrontos; engolir coisas  - ou pior, acreditar em palavras - que magoam ou diminuem, porque é hábito; ter o quarto, closet ou escritório desarranjado...porque não sabe por onde começar.

 Muitas vezes, a diferença está mesmo em ser disciplinada que baste para dizer aos seus botões "acabou-se a brincadeira e quem domina isto sou eu". E de seguida, dizê-lo ao mundo, que adora sempre quem fala como quem não admite dúvida.

 Ou como dizia a outra, "the question isn't who is going to let me; it's who is going to stop me." Quem não tem mão em si própria, está muito mal entregue.

Friday, January 2, 2015

Foquemo-nos no lado bonito da vida, minha gente.





Reparar, apontar, ironizar, satirizar, são ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento... desde que sejamos mais rigorosos com a nossa pessoa do que com os outros, bem entendido. É vendo o que não nos agrada no próximo que podemos corrigir-nos, afastar-nos de más companhias ou comportamentos menos abonatórios e  influenciar quem está à nossa volta a não cometer erros semelhantes.  Cito muitas vezes Oscar Wilde, que dizia que só as pessoas superficiais não julgam pelas aparências. E mais vezes digo que é preciso um malandro para ser condescendente com todas as malandrices, um patifório para desculpar patifarias, e assim por diante.

 No entanto, é certo que se um tem a liberdade de agir, vestir, falar e pensar como entende...os outros, gozando de igual liberdade, têm o direito de pensar disso o que acharem melhor e de por sua vez, criticarem também. 

A verdade é que vivemos uma época estranha: as pessoas dão opinião sobre tudo mesmo quando não têm nada de válido a acrescentar - e as redes sociais são um pratinho para quem adora debater e opinar nem que seja sobre lentilhas - mas, por outro lado, têm uma noção relativa, politicamente correcta e falsamente fofinha do bem e do mal, do belo e do feio, do certo e do errado. Cai-se quase no extremo "nada é real, tudo é permitido" e se ninguém gritar "calma lá que isto é feio/pouco ético/grosseiro/ir com o rebanho...é um vê- se- te- avias de gente a ir, como o Dantas, com as modas e as opiniões.

Frequentemente, quem por aqui passa diz-me "nem sempre concordo com tudo, mas ao menos fico a pensar em coisas que nunca me tinham chamado a atenção"...que é exactamente o que se pretende. Também eu gosto de ler blogues, jornais, sites e crónicas que me deixem a pensar, que dêem nome às coisas que às vezes me passam pela ideia mas não sei bem precisar.



 Porém, é preciso não ser um Savonarola -  o reformador Dominicano que na sua ânsia de combater as fraquezas humanas, convenceu Botticelli a destruir algumas das suas belas obras e virou Florença do avesso, com prejuízo de si mesmo. A sua causa era justa, mas sempre pensei que poderia ter vivido mais tempo e salvo mais almas conforme acreditava se não se tivesse focado tanto (ou apenas) no que era mau.

 Parece-me que devemos fugir do feio, mas dar mais ênfase ao belo; condenar o mal, mas puxar pelo bem. Só assim se conserta alguma coisa...

 Por cada moda vulgar que surge, os designers fazem cem coisas realmente lindas, que enaltecem a beleza da mulher.

Por cada  homem que se porta mal, há outros tantos dignos e íntegros.

Por cada mulher que envergonha o belo sexo, existem milhares que provam o seu valor com beleza, virtude, esforço, classe e inteligência.

Para cada bruto que não respeita o seu semelhante e maltrata animais, há pessoas que dão o seu tempo e meios para fazer a diferença no mundo e ajudar o próximo.

Por cada canção apimbalhada que puxa pelo pior das pessoas, existem milhares de obras fantásticas de todos os géneros.

Se algumas dançam twerk pelos cantos, há milhões de meninas a aprender ballet.

Que este ano seja de mais admiração, mais elogio e menos desabafos, é o que desejo a toda a blogosfera e a quem nos acompanha. 





Styling - reciclagem: vamos voltar a usar corpetes?



Ainda a propósito dos tops de sair mencionados por estes dias (aqui e aqui) aposto que a maioria tem em casa alguns "top espartilho ou corpete" dos que andaram muito na moda antes de 2010. Não me refiro aos "corpetes" molengões e baratinhos que para aí andaram de há uns três anos a esta parte e que fizeram a delícia de muitas adolescentes, quase sempre com resultados duvidosos, mas aos tops que tinham forma, rigidez e em alguns casos, cordões de espartilho para apertar.

Como sempre tive uma paixão pela corsetterie e costumava coleccionar os que iam surgindo - incluindo um que é uma peça de museu, com barbatanas de baleia verdadeiras - fiquei toda entusiasmada quando começaram a aparecer por toda a parte e comprei uns quantos muito bonitos.


 Porém, depressa me cansei deles - a combinação de corpete espartilhado com rendinhas de ar ordinário a marcar a barriga e as "love handles" supérfluas + jeans + saltos matadores 



Os tops espartilhos feiotes que se tornaram praga

 tornou-se um traje de sair à noite obrigatório, e eu não queria ter nada a ver com isso.

 Nos últimos anos os corpetes não desapareceram completamente, mas foram relegados como parte de vestidos ou coordenados formais. Desde o Verão passado, porém, está a notar-se um regresso aos atilhos e visuais espartilhados, com uma abordagem simultaneamente mais cool, prática e sofisticada (como visto em Dolce & Gabbana, Dior, Margiela...).

E com boas razões: há sim maneiras elegantes de usar corpetes e espartilhos- o truque está nas sobreposições, que os tornam muito mais recatados, polidos e confortáveis. Importante também é que o corpete seja bem acabado. Os mais discretos são sempre a melhor opção!


Ficam 3 sugestões para fazer destas peças um acessório de moda que bem usado, pode dar aquele toque extra a um visual demasiado simples.


1 - Sobre uma t-shirt ou top




Um corpete de padrão informal dá um ar mais engraçado a looks de saída casuais. Para um festival de música - um dos sítios onde não cai mal usar calções de ganga - Emma Watson coordenou-o com umas galochas longas, que asseguram proporções correctas. O top ou t-shirt deve terminar um pouco abaixo da cintura, para assegurar que sendo rígido, o corpete não vinca ou expõe o que não deve. Nota bene: os corpetes que terminam a direito e cobrem os rins são sempre mais fáceis de usar do que os que têm um formato arredondado e curto.

2 - A cingir um vestido



Um vestido básico (camiseiro, shift...) ou clássico, de preferência se for de material maleável, como seda ou algodão, ganha um aspecto totalmente diferente - e mais sofisticado - com um espartilho por cima, a servir (consoante o formato) de cinto ou colete. 
 Basta escolhê-lo em função das cores do vestido e acessórios e caso tencione experimentar esta combinação durante o dia, optar por um modelo simples em pele, denim, fazenda...
 Em alternativa, aplique a fórmula a uma combinação normalíssima de camisa ou blusa bonita + saia:


3 - Num visual "borrowed from the boys"

Com um fato (sobre a camisa em vez do colete) um espartilho quebra o aspecto masculino e define a cintura, recordando que há uma mulher dentro do casaco.  Isto possibilita mesmo prescindir dos saltos se tiver silhueta para isso, porque um corpete é um elemento feminino de sobra.
 Uma versão mais casual pode conseguir-se como na imagem acima - com calças clássicas e um blusão de couro. Se a camisa for comprida, poderá optar por um look propositadamente desfraldado.
 Neste caso, calças cigarrette (ou pouco amplas, pelo menos) são uma opção mais segura do que os modelos soltos. Como não pode deixar de ser, impõe-se um corpete muito básico (preto, cinza, cru...) mas as mais ousadas podem querer jogar com um padrão clássico, como o tartan ou as riscas de giz, se as circunstâncias o permitirem.


Como vêem, não é preciso ir a correr comprar um modelo novo para experimentar esta tendência: se tiverem guardado os vossos, basta um pouco de imaginação e olho de águia para os ressuscitar.




Thursday, January 1, 2015

Ora vamos lá estrear o Ano.



Um Ano Novo é um pouco como um vestido que temos mesmo de estrear - ou porque é tão lindo que não aguentamos a espera, ou porque foi comprado para uma ocasião específica e não há outro remédio.
Podemos começá-lo cheios de resoluções e esperanças renovadas, ou simplesmente ficando descansados porque a vida continua como dantes no Quartel de Abrantes - temos 365 dias novinhos à nossa responsabilidade. E são mesmo uma responsabilidade, por mais positivo que se seja! Há a obrigação (e a pressão) de fazer alguma coisa de jeito com o novo calendário, como tivemos a obrigação de estar bem dispostos e de nos divertirmos ontem à noite.

 Aliás, poucas coisas nos dizem tanto que estamos vivos - e que o mundo continua a girar exactamente na mesma - como pôr o nariz fora da porta na noite de Ano Novo. Ainda que se faça apenas o percurso de casa até ao sítio (de preferência, confortável e limitado às companhias da nossa escolha) onde pretendemos passar a meia noite, quem tiver olhos verá, como a Elle diz e muito bem, a singular mistura de "álcool, frio e interacção forçada com outros seres humanos" que compõe as celebrações deste tipo.

  E por falar em interacção forçada com outros seres humanos, nenhuma disposição reveillonesca conseguiria impedir-me de reparar nos trajes de duas "amostras" que vi - uma com mini vestido e meias de liga propositadamente à mostra, casaco curto e saltos estilo andaime - com o namorado ao lado, de cabelo espetado com gel comme il faut,  a fazer figura de urso ou de empresário, vá-se lá entender a postura destes rapazes. Outra, uma Lady Gaga em versão rechonchuda com ares de manicura de bairro, braços roliços descobertos com um frio de rachar, recortes fresquinhos por todo o lado, calçonitos e um decote monumental a fazer prever uma fatia de bolo rei com brinde, fava e tudo a cair por ali abaixo.

Ambas, como tantas, luzindo os "tops de sair" de que falámos há dias mas em versão baratuxa, que não há meio de desaparecerem de cena e (sigam o link para o artigo, acho sempre piada quando a imprensa internacional repara no mesmo que eu) já são objecto de análise.

 Para quem gosta de ver gente bonita e bem vestida, noites em que todo o mundo sai à rua são um verdadeiro "onde está o Wally?". E uma pessoa fica (eu de casaco e sobretudo por cima do resto) a pensar que é verdadeira a teoria dos pinguins, ursos polares e serigaitas"

Qualquer receio de que o mundo acabe no fim de ano, ou esperança de que mude magicamente depois das doze badaladas, ficam logo ali arrumados.

Feliz 2015!



Wednesday, December 31, 2014

3 outfits de última hora para o Reveillon


Algo a estrear (para atrair boas notícias) uma peça azul (porque é costume) um toque de dourado (para chamar a fortuna) e de encarnado (para o amor)...tudo tradições muito bonitas.
 Mas a não ser que tenha planeado o reveillon com a devida antecedência, pode dar-se o caso de ainda estar às voltas com o que vestir para logo à noite. 
 Depois, sejamos realistas - fora das festas mais formais em ambientes quentinhos, tiritar numa toilette frufru é um disparate (e porque é que se vendem tão poucos vestidos de noite com mangas, quando está um frio de rachar?).
 Antes de usar o mesmo de sempre, think again - de certeza que há imensas coisas bonitas no seu armário que ainda não utilizou e que podem fazer toilettes adequadas (e confortáveis!) como manda o figurino.
Afinal, a tradição de se vestir mais chic para o Ano Novo é apenas uma forma antiga de agradecer o que houve de bom e convidar abundância e alegria para os doze meses que se seguem.


1 - Preguiçar em boa companhia junto à lareira

Com este frio, o que apetece MESMO (por muito tentador que seja sair...) é estar ao quentinho junto das pessoas queridas, com boa comida, uma taça cheia e uma lareira acesa. Mas estar em casa não significa esquecer que é dia de festa, por isso nada como um update ao look de todos os dias. Breeches ou skinnies simples, pretas, com uma camisola ou sweat festiva ou se preferir, o mesmo tipo de calças em pele + uma camisola fofa de boa qualidade. Depois é só juntar-lhe aqueles pumps que custaram os olhos da cara e que nunca usou.
 Já sabemos que depois da meia noite vai mudar para umas UGG ou umas pantufas de modo a devorar todos os filmes à vontade, mas até às doze badaladas convém fazer a parte, não vá o Ano Novo apanhá-la desprevenida - de acordo com a superstição, se estiver de pantufas à meia noite andará de pantufas todo o santo ano, e isso é capaz de não ser boa ideia.

2 - Festinha íntima com amigos


Ao longo da semana, todos os amigos que não tinham planos decidiram 
juntar-se em casa de um deles - ou vamos lá ser sinceras, a soirée estava mais que planeada mas como era só com gente íntima não pensou na toilette.
 Neste caso pode elaborar um pouco mais o visual, mas sem vestir nada muito fresco porque afinal, vai precisar de circular pela rua ou ir ao jardim contar as badaladas.
 Quando há pressa, a saia lápis especial - em pele ou tecidos ricos, como o brocado- que tem sido tendência nas últimas temporadas, é uma aliada perfeita.
 Uma alternativa menos clássica (e feminina with a twist) é saia rodada em couro ou napa, outra peça-tendência que tem estado em todas as lojas. 
Junte-se-lhes uma camisolinha ou crop top de malha clara (que caia imediatamente sobre a  cintura da saia) e uns bonitos stilettos (pretos ou de cor, se a saia for lisa) e já está. Se tiver pernas elegantes, um botim cavado q.b no tornozelo é uma opção mais confortável para usar com saia lápis.
 Não se esqueça de um bom sobretudo para fazer o percurso, et voilá.


3 - Ir para a rua ver o fogo de artifício 


Facto: há festas de rua por todo o lado e festejar no meio da multidão tem a sua graça...mas gelar, nem pensar nisso é bom!  A velha desculpa "bebendo e saltando ninguém sente frio" tem melhor reputação do que merece, além de ficar feio andar mal agasalhada. O cenário de raparigas tontas a tremer de frio nos seus vestidinhos pretos curtos e sintéticos com aplicações douradas e um casaquito por cima é lamentável...
 Ir para a rua com roupa de todos os dias também não tem piada nenhuma. Então, há que encontrar o meio termo: vestir para estar ao ar livre, mas com um ar luxuoso!
 Pense em Kate Moss e em Dr. Zhivago e adopte um visual rock chic: um casacão de ou com pêlo (que pode muito bem ser o abafo de peles que herdou da avó, ou o sobretudo extravagante que comprou nos saldos e nunca usou) umas cuissardes de salto confortável e um bonito carapuço de malha, daqueles que lhe oferecem todos os Natais mas só usa quando vai à neve. Por baixo, escolha- um vestido preto quentinho com collants polares, ou qualquer combinação de calças estreitas e camisola justa.


4 - Festa inesperada 

A sua cara metade decidiu surpreendê-la com um jantar num hotel luxuoso, ou a família tomou essa decisão à última da hora?
 Não pense demasiado nem vá buscar o vestidinho preto de cocktail - aproveite para estrear aquele achado mais vistoso e colorido que comprou em saldo e nunca chegou a vestir. Um dia não são dias, e sempre lhe dá uso - afinal, nesta data convém usar algo novo, mas se está no armário há dois anos ainda com etiqueta conta como novo. Basta adicionar os sapatos elegantes mais simples que tiver, e um bonito sobretudo. 



Review*: Gliss BB Bálsamo de Beleza


É sempre um prazer experimentar as novidades de uma marca de confiança...e como já vos tenho contado, a  Schwarzkopf - e em especial, a Gliss -  é, já há anos, a minha escolha imediata quando não quero correr riscos com o cabelo. Protege contra os danos, dá a textura certa e, como gosto de dizer, um brilho polido escandaloso. Se tenho um evento ou outra ocasião especial, já sei que não vou buscar nenhum outro produto. Para terem uma ideia, nunca viajo sem levar comigo o meu champô de eleição.
 Raramente resisto a qualquer novo lançamento da Gliss e tenho experimentado todas as colecções,  por isso fiquei satisfeita por me fazerem chegar o novo BB Bálsamo de Beleza, que promete 11 benefícios num só produto.


Indicado para todos os tipos de cabelo (mas na minha opinião, especialmente apropriado para quem, como eu, gosta de o deixar crescer mas não passa longe de secadores, modeladores e outras tropelias) este creme de textura leve poupa rotinas demoradas de cuidado e protecção com uma só aplicação diária. Tal como um BB Cream de rosto, é uma fórmula multi funções para proporcionar apenas num gesto suavidade, o brilho típico da Gliss, protecção de pontas e anti quebra, maleabilidade, controlo do frizz, força e resistência, luminosidade, volume natural, desembaraçar perfeito e nutrição profunda.


 Pessoalmente sou uma grande fã de produtos leave in, por isso um creme que ofereça tantas vantagens e poupe tempo é decididamente para mim. Quanto à textura, é a habitual nas fórmulas cremosas da marca... mas com benefícios extra.

 Quando uso leave ins em creme tenho o costume de secar bem o cabelo com a toalha e deixá-lo ao ar o mais possível antes de usar o secador, para garantir uma melhor absorção e facilidade no brushing - e creio que este é o método mais adequado para tirar o maior partido deste BB Cream, uma vez que é quase um produto de tratamento instantâneo. Em cabelos muito espessos ou secos, porém, parece-me que não será necessário esse tempo de pausa.

  No todo, é um produto engenhoso - e que poupará manutenções ou tratamentos demorados em cabelos que precisam de atenção para se manterem bonitos, longos e brilhantes. Tudo com selo de qualidade e uma óptima relação qualidade- preço, as usual.



Tuesday, December 30, 2014

Streetstyle do tempo da outra senhora



Cada geração acha sempre que sabe tudo e inventou tudo, mas creio que nenhuma época foi tão cheia de si como a nossa, que - se excluirmos coisas como a internet, as gadjets e as redes sociais - não inventou praticamente nada. A nossa época recicla, revisita, reaproveita, transporta, transforma, actualiza...mas criar, muito pouco. E isso não é necessariamente mau - nem sempre o que é novo é bom, antes pelo contrário.

Calções de cintura subida...tal como nas últimas temporadas (c. anos 1920)

Mas não deixa de ser curioso ver como a blogosfera pasma para as imagens de um Sartorialist, do instagram de qualquer it girl do momento, sem às vezes pensar que - por bonitas ou inspiradoras que as imagens sejam - de novo, só têm o veículo, a frequência com que são divulgadas, e eventualmente o tipo de protagonistas.

Muito antes dos blogs de street style, nas primeiras décadas do século passado,  já três irmãos em Paris, os irmãos Seeberger, se dedicavam  a retratar as mais belas e elegantes mulheres de sociedade, nos locais mais exclusivos da Cidade Luz. As principais Casas de Moda - Vionnet, Hermès, Chanel... - não tardaram a captar o potencial da ideia, colocando as suas modelos, vestidas com as mais belas criações, à mão de semear para as lentes dos irmãos Seeberger.


 Olhar para as beldades de outros tempos em instantes vívidos do quotidiano não é só inspirador, ou testemunho de uma elegância que já não volta (embora possa sempre ser evocada a título individual). Mostra-nos a vida de épocas passadas fora dos retratos em pose; lembra-nos que muitas silhuetas, peças ou acessórios que agora usamos, ou mesmo extravagâncias que tanto encantam os fotógrafos na feira de vaidades das semanas de moda, são apenas revivalismos...e que o original foi muitas vezes de melhor qualidade, ou usado melhor.

 Essa humildade é essencial quando se pensa o estilo, quando se medita na elegância. Podemos fazer algo igualmente fabuloso...mas sem referências do passado, não somos nada.












Monday, December 29, 2014

Três coisas em que um homem não tem de meter colherada. Porque não.



Já o disse aqui: homens que se ralam e interferem em picuinhices femininas não são lá muito masculinos, nem par que interesse a ninguém. Até a mais tradicional das mulheres, que cede aos homens a ilusão de uma certa "autoridade" que lhes afaga o ego, não terá paciência se não a deixarem em paz nestes três aspectozinhos:

- O guarda roupa: disse e repito, que nunca é demais. A não ser que a menina/senhora gaste o que tem e o que não tem ou sofra de um problema de acumulação,  deixe-a estar feliz e contente. Afinal, quantas manias suas (que para ela são disparatadas ou irrelevantes) é que ela tolera porque isso o faz feliz? Amigo não empata amigo, viva e deixe viver. Não tem um jogo de futebol, dia de caça ou corridas onde ir? Deixe estar o mulherio sossegado, que coisa!

- Animais de estimação: se não suporta bicharada em casa (a perda é sua) então não se envolva com uma mulher que gosta de animais. Principalmente se ela for uma pessoa sensata que tem tudo limpo e arrumado e os bicharocos só precisarem, bem...das atenções que se devem a um ser vivo. O gato já lhe fazia companhia antes de você entrar em cena, o cão já lá estava e ter bichinhos de estimação é um óptimo treino para ter filhos mais tarde. Se não for capaz de ao menos ter tolerância, mais vale não se meter onde não é chamado. Se a vai obrigar a escolher sairá a perder porque quanto mais não seja, está a ser insensível e a não se importar com os sentimentos dela..ao contrário do gato, capice?

- Família e valores: se vai unir-se a uma mulher mas não lhe suporta nem tolera a família/religião/crenças e valores...então lamento, mas só está apaixonado pelo exterior da pessoa em causa. Amar alguém significa amar o que essa pessoa ama, detestar o que ela detesta ou no mínimo, ter paciência porque ninguém é perfeito. A não ser que a família dela lhe mova uma verdadeira perseguição, que o deteste e lhe faça a vida negra e/ou que a sua amada adira a uma seita perigosa...das duas uma: aceita, ou não entra nessa relação para começar. Pretender entrar em cena em modo "eu chego lá e acabo com isso tudo" é uma maldade e uma ilusão. Blood runs thicker than water e ainda que ela fique do seu lado, vai acabar por ressentir-se. Se não vem acrescentar algo de bom à vida de alguém, é melhor procurar uma pessoa com quem se identifique mais.

Em suma, não queira ser o vilão nem se transforme num Barba Azul...

O maior mentiroso do mundo...ou nem por isso



Este Natal tive finalmente a oportunidade de ver As Aventuras do Barão de Münchhausen. O filme, de 1988, já há anos que me despertava curiosidade, por ter vários elementos dos Monty Phyton, "bonecos" de um animador que trabalhou com Jim Henson (que eu adoro!) Uma Thurman a fazer de Vénus e um cameo de Sting bonito como os amores.



Mas a história, completamente delirante, é baseada numa personagem real: Karl Friedrich Hieronymus von Münchhausen, fidalgo alemão do século XVIII a quem chamaram "o maior mentiroso do mundo" e passou à História como Barão de Münchhausen. A síndroma de Münchhausen - problema que leva as pessoas a "fabricar" doenças para obter atenção ou pena - recebeu o nome dele. Célebre também é o Trilema de 
Münchhausen no campo da Filosofia.


 Münchhausen terá lutado na Rússia contra os turcos e, uma vez regressado a casa, divertia-se a exagerar os relatos das suas aventuras, que incluíam viagens à Lua, voar montado numa bola de canhão e, a mais famosa, salvar-se sozinho de um pântano de areia movediça puxando pelos próprios cabelos - tudo isto sem nunca perder a compostura fleumática que convinha a um Senhor da sua condição...


  As peripécias tornaram-se tão famosas que em 1785, um bibliotecário com aspirações a cientista, Rudolph Raspe, publicou o livro As Loucas Aventuras do Barão de  Münchhausen. Mas como quem conta um conto, acrescenta um ponto, o escritor adicionou episódios de fábulas populares já conhecidas há séculos e outros da sua própria imaginação - "retoques" que curiosamente, o verdadeiro Münchhausen achou um disparate! Também não lhe calhou nada bem que as estorietas que contava entre quatro paredes saltassem para a boca do povo, ganhando-lhe o cognome "Lügenbaron" ("Barão das Mentiras").

A Casa do fidalgo, agora convertida em museu

  É que, segundo a sua biografia, o Barão era um homem honesto, principalmente nos negócios. Não era um aldrabão, não queria realmente  enganar ninguém: apenas tinha uma grande imaginação e gostava de partilhar fiadas de petas para se divertir, contando com a propensão da plateia (basicamente, aristocratas entediados que lhe frequentavam o salão) para a credulidade e com a avidez da mesma pelo maravilhoso, de estranhar em pleno *suposto* Século das Luzes.


 Tenho conhecido algumas pessoas como o Barão de Münchhausen e sinceramente, acho que por causa delas não vem mal ao mundo: sabe-se perfeitamente que dizem essas coisas para se entreter e entreter os outros, e nem sequer pretendem mentir de forma muito convincente.

O mal está em enganar deliberadamente a boa fé alheia, fingindo ou exagerando factos, sentimentos ou intenções e representando um papel em que até o próprio mentiroso acredita. Ou em (sem mentir de propósito mas sabendo de antemão que não se é uma pessoa muito firme) jurar ou  hiperbolizar aos pés juntos factos, sentimentos ou intenções que não se terá constância para levar adiante.

Isso sim é grave. Agora histórias e fábulas, toda a gente gosta delas...







Sunday, December 28, 2014

Momento "it´s raining men".



É quase um lugar comum dizer-se " já não há homens", mas asseguro-vos que isso é totalmente mentira.

Hoje precisei de ir a tal parte e estava o trânsito cortado, polícias por todo o lado...de modo que foi preciso estacionar e continuar a pé. Viam-se sirenes ao longe, ouviam-se berros, buzinadelas furiosas e eu já com medo, a pensar que tinha havido algum cataclismo bem no centro da cidade. Só quando ia para atravessar a rua é que percebi...havia uma maratona qualquer e, palavra de honra, contei sem exagero uns quatrocentos mancebos de todas as cores e feitios. Contei-os, bem entendido, porque tive de estar à espera que abrandassem para poder usar a passadeira -  não havia meio de se despacharem para eu poder sair do frio.

Aí têm- homens de sobra para travar outra batalha das Termópilas, para construir uma pirâmide ou para fazerem a cabeça em água a um número considerável de mulheres. Até parecia que alguém os tinha conjurado de outra dimensão ou coisa parecida.

Isto não só eleva a outro nível aquela anedota de os homens serem como os autocarros (embora não diga nada quanto à elegibilidade dos mesmos) como deita por terra as teorias de escassez. Mais que as mães, e bem podiam ter ido por outro caminho que eu estava com pressa!


Antes do Ano Novo: look the devil in the eye



Esta expressão significa, num sentido alargado, encarar os problemas, pegar o touro de frente - e poucas vezes isso faz tanto sentido como nesta altura do ano, creia-se ou não em resoluções de Reveillon. 
 É de rigueur virar a página e deixar de fugir de coisas que, bem vistas, só inspiram a quantidade de medo que lhes permitimos.
Em várias culturas é costume, nesta quadra, levar para a rua tudo o que desperta más recordações, ou parece mal assombrado, e deitar toda essa tralha a uma fogueira. Mas outra forma de exorcizar o enguiço é dar outro significado a esses objectos ou memórias.
 Se um vestido foi usado num dia triste e depois ficou encerrado no armário, num terror supersticioso, há que tratar de o vestir de novo numa ocasião feliz, com outros acessórios e outra cara. 

 Há anos maravilhosos, há os que caem na categoria de annus horribilis, mas a maioria encaixa-se na frase de Dickens: it was the best of times, it was the worst of times.

 Neste final de 2014, só posso fazer votos de acordo com o que tenho vindo a aprender ou antes, a solidificar: que haja sempre tempo (e bons momentos) para estar com os nossos amigos e família de sangue; muito olho vivo para seleccionar quem nos faz companhia; energia de sobra para manter os projectos em curso, porque criar coisas é fácil, o pior é levá-las até ao fim; doses de confiança e impassibilidade tão grandes que jamais alguém perceba quando não se sentem like a million dollars; o poder para deixar certas coisas andar por si próprias porque às vezes temos mesmo de relaxar e permitir que tudo siga o seu curso e quanto mais se corre atrás das situações mais elas fogem, como as sombras;  e uma total incapacidade para tolerar, ou fazer por agradar, (a) quem magoa de propósito, por poucochinho que seja.

 De resto haja saúde e um bocadinho de Virtù para aproveitar os ventos caprichosos da Fortuna, que tudo se arranjará.


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