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Monday, January 5, 2015

6 extremos que comprometem a elegância

É tudo ou nada, mulher do diabo - esta frase que se diz na terra dos meus avoengos podia muito bem aplicar-se a muitas meninas e senhoras que vejo na rua. 

Quando se trata de estilo, beleza ou elegância, a chave está quase sempre no equilíbrio entre a harmonia e o contraste, o novo e o antigo, o trendy e o clássico, o simples e o elaborado...e assim por diante.
 As mulheres que se apresentam melhor possuem uma noção fantástica de si mesmas (do seu corpo, tipo de beleza e do que lhes fica bem) bases sólidas de estilo, muitas vezes aprendidas por osmose em casa (os clássicos, os básicos, cortes e tecidos) e fazem um acompanhamento não obsessivo das tendências. Acima de tudo, porém, têm uma intuição treinada e muita prática, que lhes permite identificar num golpe de vista o que é correcto.
Sem isso, é fácil resvalar para seis extremos que podem estragar o look com mais potencial:


1 - Sensualidade vulgar...ou ser tão atraente como um saco de batatas

Imensas mulheres - novas ou nem tanto, gordas, magras e assim assim - sentem que ninguém vai reparar nelas se não mostrarem muita pele. Isto acontece por uma variedade de motivos já aqui analisados, da tonteria pura e dura aos tristes sinais dos nossos tempos em que a vulgaridade se tornou "normal" , passando pela falta de informação ou de auto estima (que se torna especialmente grave em momentos de crise como um divórcio, por exemplo).
 Já outras - também por questões de auto estima ou desconhecimento- escondem de tal maneira tudo o que é bonito nelas (olhos, cabelo décolletage) que se diria viverem camufladas dentro da roupa.
 Se uma mulher se destapa muito, não só corre mais riscos de se desfavorecer (já que deixa todos os pontos fracos à vista) como não será levada a sério, ou vai atrair o tipo errado de atenção.
Se, pelo contrário, ocultar completamente a silhueta e não fizer um bocadinho por favorecer o cabelo e o rosto, vai parecer rechonchuda ou sem graça e ninguém dará pelo seu encanto. Uma combinação de feminilidade e modéstia cabe em toda a parte e adequa-se a todos os tipos de beleza, garantindo que nada está a mais ou a menos.
  

2 - Vaidade extrema...ou conforto exagerado


Victoria Bechkam de esperanças, com saltos matadores;
 e Mila Kunis, uma beldade irreconhecível quando adopta um look desmazelado.

Uma mulher que se sente  incomodada em saltos que magoam, muita maquilhagem, jeans apertadíssimos e tops que não se seguram no lugar nunca parecerá muito apelativa, ainda que seja bonita. Para que tenha realmente impacto, um visual deve sentir-se tão natural como a própria pele de quem o usa e deixar que uma pessoa se mova à vontade. Por outro lado, ao apostar somente no conforto -abusando de sapatos rasos, ténis e cortes largos, por exemplo - pode deitar-se a perder a maior beleza. A postura relaxa-se demasiado, há a tentação de se deixar engordar (porque é mais difícil dar por isso andando sempre de calças de elástico) e pouco a pouco, instala-se uma falta de aprumo e de investimento no visual. Vaidade é pecado, mas preguiça também! Com um pouco de prática não é difícil estar composta sem desconforto numa ocasião especial, e confortável sem desleixo até para andar em casa.


3 - Ser uma fashion victim...ou congelar no tempo


Acompanhar cega e obsessivamente as tendências do momento é mau para o visual, para o armário e para a bolsa - porque o mais certo é experimentar tudo (incluindo o que não favorece) e ter falta das peças essenciais e elegantes que compõem um guarda roupa equilibrado. As extravagâncias do momento devem constituir uma parte muito pequena da colecção de cada uma, até porque são poucas as que podemos usar no ano seguinte. 
 Mas o contrário também é mau: ter um "signature look" e um uniforme é sinal de maturidade de estilo, mas para que funcione é bom ir fazendo pequenas actualizações. Mesmo um estilo clássico necessita de um upgrade uma vez por outra - no cabelo, na maquilhagem, nos acessórios- para evitar que fique datado e estranho. Peças vintage também devem ser acompanhadas de um toque actual, não vá dar-se o caso de julgarem que saiu à rua mascarada ou que saltou de uma cápsula do tempo.


4 - A ostentação...ou ser sovina



Arrisco dizer que todas as mulheres gostam de alguns luxos - e que a maioria ficará igualmente tentada com uma boa pechincha (seja uma peça bonita da Zara, uma t-shirt amorosa comprada num mercado de rua ou uma carteira Prada com um desconto incrível na Net-a-Porter). 
 O problema está nos extremos. Quem, por insegurança quanto ao seu visual ou necessidade de afirmação, se limita a comprar em marcas "mais caras", corre vários riscos: o de ter roupa a menos (a não ser que disponha de recursos ilimitados) o de gastar demasiado em peças que não justificam o investimento (num top básico 100% algodão pouca distinção há além da etiqueta) ou em marcas de meio termo (que não são acessíveis nem de luxo e que raramente diferem muito, em material e execução, das suas contrapartes mais económicas). Há dias acompanhei uma amiga a uma loja de segmento médio que não vou nomear, que pretende tender para o elegante e exclusivo...e vi imensas camisolas de poliéster acima dos €150. 

 Finalmente, se não tiver um gosto treinado, poderá fazer opções duvidosas, como trazer logótipos à vista. A ostentação é sempre feia!
 Pelo contrário, existem mulheres que, querendo ser muito poupadas, acabam por escolher sempre o *supostamente* mais barato...ficando mesmo com um ar barato e o que é pior, às vezes sem poupar tanto como isso.
 Actualmente, muita marcas de fast fashion (e "marcas de shopping" em geral) subiram os preços, e nem sempre com motivos válidos. O mesmo acontece em muitas lojinhas de rua, supostamente económicas, onde se vêem preços mais elevados do que em lugares de maior confiança. Uma coisa é ser sensata, outra é vestir coisas de má qualidade ou não investir um bocadinho em si própria; há uma linha que separa o modesto do "reles" e em certas coisas (como sapatos ou carteiras) a falta de qualidade é impossível de disfarçar.


5 - Muita ornamentação...ou nenhuma

Não há nada mais feio do que carregar muitas tendências na mesma toilette, ou sufocá-la com demasiados acessórios. O ruído visual é contrário à elegância. Por outro lado, o minimalismo ou mesmo o normcore precisam de peças boas e alguns cuidados no styling para resultar.
 Menos é mais, mas há uma diferença entre um look clean e um visual desenxabido. Pequenos quês como um lenço ou um cinto no lugar certo mostram que se pensou o visual e fazem a diferença entre o sofisticado e o simplório.

6 - Esforçar-se demasiado...ou nem um bocadinho


É impossível disfarçar quando alguém tenta vestir uma pele que não é a sua - seja para dar nas vistas ou no intuito de parecer mais fashionista, mais sofisticada ou mais qualquer outra coisa do que na realidade é. Não parece natural e em muitas situações, é ridículo estar "overdressed" em relação ao local ou circunstância. 
 Por outro lado, o excesso de simplicidade pode passar uma imagem de desalinho - ou, em ocasiões mais especiais, ser uma descortesia para com quem recebe ou organiza o evento. O ideal é o chic sem esforço - e isso só consegue sendo verdadeira consigo mesma.



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