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Saturday, January 31, 2015

Conselho de estilo do sec. XVII (mas tão actual como a última it bag)

Grace Kelly

"Guarda-te cuidadosamente das vaidades e afectações, das curiosidades e das modas levianas. Observa as regras da simplicidade e modéstia, que são indubitavelmente o mais precioso ornamento da beleza e a melhor escusa da fealdade".
São Francisco de Sales

A sensatez e o bom senso são sempre os melhores guias de estilo. Não quer dizer que não se corram riscos *calculados* uma vez por outra, mas uma base simples, os tons neutros, as silhuetas intemporais oferecem um bom ponto de partida para não errar.

Excesso de maquilhagem, uma adesão cega às tendências sem olhar se convêm ao seu tipo de corpo e de beleza, demasiadas aplicações e brilhos, muitas fantasias na roupa e acessórios, mostrar demasiada pele...oferecem mais possibilidades de cometer faux pas, porque ficar bem com tudo isso é mera sorte.

Numa rapariga bonita que tenha silhueta de modelo, há o risco de se vulgarizar. Numa mulher menos favorecida pela natureza, o resultado é quase sempre desastroso.

 O conselho de S. Francisco de Sales, apesar de ser dado do ponto de vista da Fé - e de um homem do século XVII - aplica-se na perfeição à  fashionista mais empedernida dos nossos dias. 

A vaidade é um instrumento a usar com conta, peso e medida; quando razoável incita-nos a ter a melhor apresentação, a manter um guarda roupa organizado, a olhar para nós com olhos de ver. Quando em demasia, torna-se garridice e é o caminho para o ridículo. Já a afectação conduz a que a elegância do espírito se perca e a que uma pessoa faça escolhas que não têm a ver consigo, perdendo-se o factor "estilo sem esforço".
 Audrey Hepburn, Grace Kelly e Jackie Kennedy, três das mulheres mais elegantes de todos os tempos, possuíam verdadeira elegância interior, que é o acessório mais importante. Nenhuma delas era afectada.

A curiosidade (de experimentar uma nova tendência, uma nova forma de styling, uma silhueta diferente) não pode ser exagerada. Se experimentarmos tudo, corremos o risco de sair à rua com o que não nos convém - seja porque fica mal ou porque passa uma imagem errada. Se desperta dúvidas, é melhor não tentar, pelo menos antes de uma ocasião importante. Deve ouvir-se o espelho, o orçamento e o bom senso antes de ceder à curiosidade.

As modas levianas - tudo o que é excessivo, vulgar, ordinário, ostensivo e claramente passageiro - têm de ser abordadas com um grande grão de sal. O respeito por si mesma, pelos outros e pelos seus valores/objectivos de vida tem de entrar na equação. Antes de considerar a compra ou o uso de uma peça extravagante ou demasiado sexy, há que considerar não só se lhe cai minimamente bem, mas também o que é que as pessoas que são importantes na sua vida, ou que admira, pensariam de tal trajo. O seu chefe (ou a empresa em que gostaria de trabalhar) a sua cara metade, as mulheres que são ou foram para si uma referência de estilo e um exemplo de vida...aprovariam ou usariam?

Se não, é melhor pôr de parte a ideia e caso goste realmente do género/padrão/tecido, usá-lo de forma mais discreta - num acessório, por exemplo.

 É preferível não variar tanto e sentir-se bonita, confiante e dar nas vistas só pelas melhores razões, a ser apontada por maus motivos em nome do protagonismo e do último grito da moda.

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