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Friday, January 2, 2015

Foquemo-nos no lado bonito da vida, minha gente.





Reparar, apontar, ironizar, satirizar, são ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento... desde que sejamos mais rigorosos com a nossa pessoa do que com os outros, bem entendido. É vendo o que não nos agrada no próximo que podemos corrigir-nos, afastar-nos de más companhias ou comportamentos menos abonatórios e  influenciar quem está à nossa volta a não cometer erros semelhantes.  Cito muitas vezes Oscar Wilde, que dizia que só as pessoas superficiais não julgam pelas aparências. E mais vezes digo que é preciso um malandro para ser condescendente com todas as malandrices, um patifório para desculpar patifarias, e assim por diante.

 No entanto, é certo que se um tem a liberdade de agir, vestir, falar e pensar como entende...os outros, gozando de igual liberdade, têm o direito de pensar disso o que acharem melhor e de por sua vez, criticarem também. 

A verdade é que vivemos uma época estranha: as pessoas dão opinião sobre tudo mesmo quando não têm nada de válido a acrescentar - e as redes sociais são um pratinho para quem adora debater e opinar nem que seja sobre lentilhas - mas, por outro lado, têm uma noção relativa, politicamente correcta e falsamente fofinha do bem e do mal, do belo e do feio, do certo e do errado. Cai-se quase no extremo "nada é real, tudo é permitido" e se ninguém gritar "calma lá que isto é feio/pouco ético/grosseiro/ir com o rebanho...é um vê- se- te- avias de gente a ir, como o Dantas, com as modas e as opiniões.

Frequentemente, quem por aqui passa diz-me "nem sempre concordo com tudo, mas ao menos fico a pensar em coisas que nunca me tinham chamado a atenção"...que é exactamente o que se pretende. Também eu gosto de ler blogues, jornais, sites e crónicas que me deixem a pensar, que dêem nome às coisas que às vezes me passam pela ideia mas não sei bem precisar.



 Porém, é preciso não ser um Savonarola -  o reformador Dominicano que na sua ânsia de combater as fraquezas humanas, convenceu Botticelli a destruir algumas das suas belas obras e virou Florença do avesso, com prejuízo de si mesmo. A sua causa era justa, mas sempre pensei que poderia ter vivido mais tempo e salvo mais almas conforme acreditava se não se tivesse focado tanto (ou apenas) no que era mau.

 Parece-me que devemos fugir do feio, mas dar mais ênfase ao belo; condenar o mal, mas puxar pelo bem. Só assim se conserta alguma coisa...

 Por cada moda vulgar que surge, os designers fazem cem coisas realmente lindas, que enaltecem a beleza da mulher.

Por cada  homem que se porta mal, há outros tantos dignos e íntegros.

Por cada mulher que envergonha o belo sexo, existem milhares que provam o seu valor com beleza, virtude, esforço, classe e inteligência.

Para cada bruto que não respeita o seu semelhante e maltrata animais, há pessoas que dão o seu tempo e meios para fazer a diferença no mundo e ajudar o próximo.

Por cada canção apimbalhada que puxa pelo pior das pessoas, existem milhares de obras fantásticas de todos os géneros.

Se algumas dançam twerk pelos cantos, há milhões de meninas a aprender ballet.

Que este ano seja de mais admiração, mais elogio e menos desabafos, é o que desejo a toda a blogosfera e a quem nos acompanha. 





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